Nos tempos atuais o que vale é a fake news. A mentira plantada. Por exemplo: o que significa essa foto acima? Pode ser, como é, uma simples conversa entre um presidente e um ministro do Supremo Tribunal Federal por ele indicado sobre qualquer assunto banal. Todos estão relaxados e apenas o ministro cobre a boca. Mas pode também ser transformada em um flagrante de concluio entre ditadores que pretendem prender os "patriotas" e que vira notícia na revista Oeste, no site Brasil Paralelo ou em qualquer outro endereço de quadrilha de extrema direita apoiadora incondicional do golpismo instalado na vida brasileira. Depende!
A política do desrespeito ao teto de pagamentos do funcionalismo é norma nos altos escalões, como as emendas parlamentares, que se tornaram uma forma pouco disfarçada de corrupção em desvios ilegais de dinheiro público. Quando isso acontece nos poderes Executivo e Legislativo o fato causa apenas espanto, mas pode-se compreender nos tempos atuais. Sobretudo no Legislativo onde temos a pior representação de nossa história. Mas é motivo de pasmo e desespero descobrir que a prática é assimilada pelo Poder Judiciário encarregado de zelar pelo que é legal ou ilegal em todos os setores da vida nacional.
Atualmente os ganhos "extra teto" já somam R$ 11 bilhões e segundo o jornal O Globo de hoje já há 60 penduricalhos do gênero no Brasil. Está sendo criada no serviço público uma casta de privilegiados que se situa acima da imensa maioria e pode viver vida de luxos inimagináveis num país de restrições orçamentárias como o Brasil. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que o presidente Lula vete a decisão do Congresso. Muitas entidades representativas - do funcionalismo ou não - corroboram essa posição. A maioria da população também.
Mas o Brasil é "governado" pela pequena minoria que pode pedir impeachment do presidente, ministros do STF, tem o poder de paralisar o Congresso Nacional, aprovar pautas bomba, gerar fake news nas redes sociais, conspirar abertamente no exterior e inviabilizar o funcionamento do Estado. Representam a vida de nababo desses poucos.
Nesse dilema o governo está. Nessa encruzilhada se encontra.
O brasileiro deveria dizer que basta. Que o império das leis deve ser respeitado, preservado, tornado bússola mostrando o Norte a todos, sobretudo e principalmente àqueles que detém o poder de decidir. Mas como, se uma parcela grande da sociedade apóia a destruição do Estado Democrático e de Direito devolvido ao Brasil não por eles, os conspiradores, mas pelos outros, que lutaram durante 21 anos contra a ditadura real brasileira, aquela que estuprou os valores nacionais, prendeu ilegalmente, torturou e matou milhares?
Essa é a decisão que precisa ser tomada. Vetar ou não vetar? O veto é uma questão de dignidade e Justiça, mas pode abrir um fosso na governança do Estado e as hienas estão prontas para se aproveitar disso, inclusive investindo contra o minstro Flávio Dino, hoje uma referência de dignidade e respeito para o Judiciário Brasileiro. E se tal acontecer o Poder que julga vai fechar questão monoliticamente em torno da defesa dele? O desenho atual do Brasil e do que se faz, em público ou escondido, leva à supeita de que não.

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