Então decidem assaltar o Estado com a tomada de dinheiro público via Plano Safra. E a chamada bancada ruralista pressiona o Congresso - agora por intermédio do Senado - para aumentar a cada ano o repasse de dinheiro a esses enpresários. Uma bolada imensa. A coisa funciona assim: investem apenas dinheiro do contribuinte e só pagam os emprestímos se lucrarem muito. Jamais investem seus lucros, que só viram luxos como aviões executivos.
Os lucros são privados. Os prejuízos, públicos.
Agora mesmo discute-se o próximo Plano Safra, que vai atender aos novos plantios. O governo imaginava dar ao setor uma ajuda extra subsidiada para aqueles que tiveram prejuízos imensos contabilizados por causa das enchentes que atormentaram o sul do Brasil recentemente. Mas todos querem o mesmo: dinheiro do contribuinte para quase literalmente não pagarem. E só o agro tem isso. Para os outros setores investimento é risco assumido.
Eles foram ao Congresso, à sua base parlamentar, para pressionar por uma nova pauta bomba que vai custar cerca de R$ 80 bilhões aos cofres públicos sem que haja fonte de receita definida para a cobertura dessa montanha de dinheiro fácil. Ou seja, eles ficarão ainda mais ricos à custa do contribuinte, sobretudo dos que ganham pouco. E a bancada ruralista já está de braços dados com o presidente do Senado, David Alcolumbre, que usa seu poder de Presidente do Congresso para prejudicar o Brasil em tudo e por tudo. Ele não gosta do epítero, mas é o comandante em chefe do Congresso Inimigo do Povo.
Aliás, há um aleijão legislativo vigorando no Brasil de hoje. O Congresso Nacional não é mais formado por partidos políticos, que são a base da democracia representativa, mas por frentes de interesses empresariais diversos. São as bancadas! Além da ruralista, há a da bala, a evangélica ou da bíblia e outras menos votadas. Recebem o apelido de Frentes Parlamentares e todas têm interesses defendidos por centenas de lobistas que lá estão todos os dias. Estes também são chamados de profissionais de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) o consultores em advocacy. Nome charmoso?
Atualmente se arregimentaram tanto que o PL do Lobby (2014/22) já está na Comissão de Constituição e Justiça pronto para virar lei por obra e graça da proposta de um deputado do PT. Ou seja, essas pessoas que servem como intermediárias do grande capital para defender a eles e sempre que possível passarem ao largo do interesse público agora serão profissão de profissão definida por lei. E terão mais facilidade para chegar até gente como Alcolumbre para confiscar o dinheiro do Orçamento da União da forma mais leviana possível. Como o Orçamento secreto e as milhares de emendas parlamentares através das quais nossos suados impostos são desviados para os esgotos do país.
Os argumentos? Todos eles carregam no PIX!




