"O Estado de Direito é um sistema onde governantes e cidadãos estão sujeitos a leis claras, públicas e iguais, garantindo que ninguém esteja acima da lei. Fundamenta-se na legalidade, proteção de direitos fundamentais, separação de poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário) e segurança jurídica, limitando o poder contra arbítrios". Essa definição é dada pelo Ministério Público Federal do Brasil e identifica o maior inimigo que hoje tem esse sistema aqui, ali, em todos os lugares: a extrema direita que se manifesta com força até nos Estados Unidos,quer acabar com ela e substituí-la por autocracias atuando acima do escopo legal.
Hoje já existe mesmo nos Estados Unidos uma reação grande ao fascista presidente Donald Trump, mas talvez ela seja atropelada pelo esquema ditatorial que ele montou para se proteger e manter o poder. Há também a proximidade das tais "eleições de meio de mandato", que nos EUA acenam com a possibilidade de esse mandatário perder a maioria pequena que hoje ostenta na Câmara e no Senado. Mas ele vai usar de todos os meios para impedir isso, principalmente os subterrâneos e que podem torpedear a democracia de lá. Não temos hoje a menor dúvida quanto isso. Aliás, movimentos nesse sentido já estão sendo virlumbrados e figuras como Steve Bannon, o fascista mor, já foram arregimentados.
Mas o Brasil não ficará distante disso e aí é que entram Flávio Bolsonaro, o papai presidiário e o restante da trupe. Eles conspiram pela manhã, à tarde e à noite e até agora nada foi feito para impedí-los. Neste último final de semana mesmo, no Texas, Flávio e Eduardo, o irmão mais novo, prometeram entregar as riquezas minerais brasileiras aos Estados Unidos, pediram claramente intervenção daquele país no nosso e até agora nada foi feito para que sejam responsabilizados por esse crime. Não somos todos discípulos das leis?
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| Juscelino (D) na famosa foto "Me dá um dinheiro aì" |
Sim, esse ex-presidente brasileiro chegou a anistiar todos os golpistas após se eleger presidente em 1955. Caiado está certo nisso. Mas ele omite em seu discurso que os anistiados fizeram duas tentativas de golpe de Estado, em Aragarças e Hacareacanga e formaram fileiras para derrubar João Goulart em 1964. Eram os mesmos golpistas perdoados! O governador de Goiás sabe disso, omite porque seu discurso é apenas um oportunismo político que visa eleição. E deixa o ovo da serpente outra vez chocando...
Juscelino, por sinal, jamais se livrou de piadas durante seus tempos de poder. Nem mesmo o jeito macio daquele presidente e a forma cordial como tratava todo mundo conseguiram evitar que ele fosse vítima de piadas, como uma célebre foto dele em pé diante do Secretario de Estado dos EUA, John Foster Dulles, num evento de Estado oficial e na qual este aparece como se estivesse manipulando notas de dinheiro. A fotografia foi publicada em diversos meios de Comunicação com o título "Me dá um dinheiro aí", nome de música da época.
Não consta da biografia de Ronaldo Caiado nenhum caso de golpismo. Isso e verdade, mas para tudo há uma primeira vez. Esse candidato unha e carne com o bolsonarismo até a semana passada, faz de seu projeto um caminho de acordo subterrâneo com os setores golpistas da vida nacional, e que pode ter preço alto para a democracia brasileira. Afinal, não vamos nos esquecer de que ele busca entregar aos EUA as jazidas de minerais estratégicos de Goiás, agindo à revelia das leis e do Governo Federal. Não deixa de ser um golpismo...
E isso tudo nos remete às definições de Estado de Direito da abertura do texto. Em muitos aspectos conscientemente - como no caso dos Bolsonaro - e também por conveniência político eleitoral - como é o de Caiado - nós temos pela frente uma clara e inequívoca tentativa de obstrução do Estado Democrático, muitas vezes com discursos facciosos e que visam ao menos permitir que o Brasil seja a cada dia mais dependente dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, ceda a esse a maioria de nossas riquezas ainda não exploradas, bem como a essência da soberania nacional conquistada ao longo dos séculos. Mas não queremos ser colomizados outra vez. Não aceitamos esse tipo de subserviência.
Isso não pacifica o País. Isso é a paz dos cemitérios!








