Os jornalistas profissionais lutaram por muitos anos pela regulamentação da profissão de jornalista e finalmente, em fins da década de 1960 e início da de 1970 houve esse reconhecimento. Mas por pouco tempo. Em 2009 o Supremo Tribunal Federal, (na foto a sede deste sendo lavada) na cauda de cometa de uma campanha que tinha à frente os maiores conglomerados da área no Brasil e sob o falso argumento de defender o direito à livre manifestação do pensamento, foi derrubada a obrigatoriedade do diploma de curso superior e do registro ministerial para o exercício da atividade. Votação fácil, por 8 a 1, e que tornou minha profissão um pântano a ser habitado por qualquer tipo de gente, sobretudo e principalmente por aqueles que tinham projetos escusos em mente.
Blog do Álvaro
Blog de variedades. Um pouco de esporte, um pouco de política, um pouco de fofoca, um pouco de mais tudo o que surgir de interessante. Enfim, um pouco de jornalismo na vida de quem gosta de notícias e interpretação de fatos
19 de agosto de 2026
Efeito rebote jurídico
Os jornalistas profissionais lutaram por muitos anos pela regulamentação da profissão de jornalista e finalmente, em fins da década de 1960 e início da de 1970 houve esse reconhecimento. Mas por pouco tempo. Em 2009 o Supremo Tribunal Federal, (na foto a sede deste sendo lavada) na cauda de cometa de uma campanha que tinha à frente os maiores conglomerados da área no Brasil e sob o falso argumento de defender o direito à livre manifestação do pensamento, foi derrubada a obrigatoriedade do diploma de curso superior e do registro ministerial para o exercício da atividade. Votação fácil, por 8 a 1, e que tornou minha profissão um pântano a ser habitado por qualquer tipo de gente, sobretudo e principalmente por aqueles que tinham projetos escusos em mente.
18 de agosto de 2026
Os estrupícios
Quando eu era pequeno as pessoas tinham o hábito de chamar os menos favorecidos intelectualmente de estrupícios. Na linguagem popular esse termo pode identificar confusão, barulho, problema ou gente chata, atrapalhada e ignorante. Como é o caso do deputado federal Nikolas Ferreira, autor de vários disparates linguísticos, dono de uma ignorância monumental e a ponto de dar declaração conceituando Brasília como uma cidade feia em comparação com o Capitólio, nos Estados Unidos ou o prédio do Congresso espanhol. É como comparar alhos com bugalhos, sem querar desmerecer os exemplos citados por ele.
O prédio dos EUA teve pedra fundamental lançada em 18 de setembro de 1793. Foi ocupado inicialmente em 1800 e passou por diversas reformas e ampliações, sendo a última em 1962. Ele foi erguido em estilo neoclássico tentando lembrar as antigas democracias de Roma e da Grécia e nas quais o país pretendia se espelhar. Mas de que maneira explicar isso a um indivíduo como aquele?
Brasília, que mostro na foto acima, do Eixo Monumental, é talvez a obra maior de Oscar Niemayer, um arquiteto que foi referência no mundo todo. Ele e Lúcio Costa, o calculista que trabalhou na obra, fizeram a cidade em estilo modernista inaugurada em 1960, concebida na primeira metade da década de 1950 e cuja obra foi iniciada em 1955. Não é possível comparar as duas coisas sem que se tome como parâmetro maior o espaço de tempo e a proposta embutida em cada uma delas. Esse indivíduo de baixíssima estatura intelectual e que conseguiu mais de 1,5 milhão de votos ao ser eleito, também não deve gostar do Palácio Tancredo Neves, a obra que parece suspensa no ar como por mágica e que faz parte da Cidade Adminstrativa de Belo Horizonte (foto abaixo).
O projeto é do mesmo Niemeyer e está localizado no Estado que elegeu esse estrupício para nos representar no Congresso Nacional. O Brasil é terra de grandes arquitetos. O autor das duas obras citadas é considerado o maior deles, mas isso é questão de gosto. Um outro, autor do Museu dos Coches, de Lisboa, uma construção belíssima e também modernista, Paulo Mendes da Rocha, projetou o Cais das Artes em Vitória, projeto magnífico e que a pouca visão de futuro dos administradores públicos de meu Estado ainda não permitiu que fosse concluída apesar de tantos anos de trabalho.
Hoje estamos diante de uma situação crítica. Vamos eleger um presidente da República numa época em que a maior potência militar do planeta, governada por um psicopata corrupto - o mais corrupto de toda a história norte-americana -, tenta impor seu pensamento político a outras nações e ataca o Brasil por não querer ser quintal do país governado por ele, como vem acontecendo com outros estados sul-americanos. O candidato preferido por esse estrupício estrangeiro e filho do ex-presidente brasileiro condenado pela Justiça, é também intelectualmente um pobre diabo que teve o desplante e o descaramento de fazer uma foto sua mostrada logo abaixo, com recursos de IA e na qual ele aparece usando sunga branca, com faixa presidencial atravessada no peito e se mostrando como uma espécie de super-homem deficiente mental ao lado de uma piscina e com lata de algum líquido na mão esquerda. Um indivúduo assim não pode ocupar o Palácio do Planalto em hipótese alguma.
Quando digo que estamos diante de um momento crítico quero falar que o Brasil corre o risco de ser diminuído conceitual e intelectualmente no concerto das nações por conta desse tipo de gente que nos representa. E isso nem é culpa direta deles porque foram eleitos pelos mesmos brasileiros que vão entregar o Poder Executivo ao próximo presidente dentro de muito pouco tempo. É uma situação grave e que precisa ser vista com o olhar de quem planeja seu próprio futuro. Infelizmente temos uma sociedade onde ainda pontifica certa espécie de conservadorismo político que beira o reacionarismo, às vezes o ultrapassando, e na qual as pessoas entregam seu voto àqueles que lhes conseguem transmitir verdade, mesmo a partir de mensagens falsas, patriotismo entreguista e promessas vagas, abstratas e cheias de preconceito contra o adversário chamado de inimigo.
"Deus, pátria e família" era o slogan do fascismo de Benito Mussolini. Aqui no Brasil a ele foi acrescentado um "liberdade" na qual os fascistas não acreditam a não ser se ela significar o apoio total, inquestionável, a todos os seus dogmas e "verdades" que são propagados de manhã, à tarde, à noite e de madrugada. E eles ainda pregam que nosso país está sendo destruído ao mesmo tempo em que acumulam fortunas imensas que não podem ser explicadas como sendo fruto de seu trabalho. Até Michele Bolsonaro declarou 4,4 milhões em bens sabe-se lá vindos de onde, para concorrer a um mandato de senadora.
Aliás, sabemos todos de onde veio esse dinheiro! E por sabermos precisamos eleger a pessoa certa em outubro. Chega de extrema direita no Brasil!
14 de agosto de 2026
A fonte só é sagrada como verdade
Um fato ocorrido recentemente está gerando desconforto e atrai comentários simplistas que pretendem fazer do sigilo da fonte um escudo. Não é. Nunca foi. A pessoa que tentou agredir ou ameaçar um ministro do Supremo Tribunal Federal e foi exposta mesmo sendo fonte jornalística é um criminoso comum. Apenas isso. Sua exposição não compromete o princípio da intocabilidade da fonte jornalística de forma alguma, nem no plano legal. A ninguém é dado o direito de se escudar nesse princípio para usos pouco claros.
Só tive como fonte de informação pessoas da minha estrita confiança e enquanto trabalhei em jornal. E com um compromisso: se ela fosse desonesta seria denunciada.
Vamos recuar no tempo. Demorei muitos anos para obter meu registro de jornalista profissional porque comecei quando esse direito sem curso superior estava extinto. Só quando o curso de Comunicação Social foi criado na UFES pude fazê-lo. Cumpri a exigência legal e me tornei Jornalista Profissional. Mas essa regulamentação não agradava ao empresariado e ao extremismo político de direita. Alegando princípios de livre acesso à informação, um grande movimento foi criado para derrubar a regulamentação da minha profissão e isso foi conseguido. Eram épocas de ditadura e esse discurso distópico acabou pegando. Do dia da destruiçao da regulamentação de minha profissão em diante qualquer um passou a ter direito de obter registro como jornalista. Era o que se pretendia!
Se quero ser médico devo fazer Medicina. Se tenho o sonho de advogar, preciso cursar Direito. O mesmo se meu interesse é por Engenharia e assim por diante. Então, se quero ser jornalista preciso fazer Comunicação Social, Jornalismo. Estou habilitado e isso nada teve a ver com o direito à livre manifestação do pensamento. Mas esse princípio foi pervertido durante a ditadura militar e daí para a frente muitos picaretas ingressaram na minha profissão. Os exemplos são gritantes... Mesmo com o tempo passando nós nunca mais tivemos forças para mudar o rumo das coisas, pois as grandes corporações do setor são contrárias a uma nova regulamentação e dominam o Congresso Nacional. Um Congresso fácil de ser dominado pelo medo e outras formas de pressão ($).
Vou citar um exemplo próximo: existe no Brasil, dentre outras, uma tal Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB). Rede nacional e usa o termo "Jornalistas" mesmo sendo habitada por raríssimos profisionais do jornalismo diario de jornal, rádio, TV e outros meios. O termo "jornalismo" atrai muita gente. Na AJEB há pessoas dignas, mas também outras que querem atuar mal na comunicação. A extrema direita política usa essa profissão para penetrar nela com o intuito de usar seus recursos em benefício próprio e contra a democracia brasileira. Vou citar um único exemplo: a rede Jovem Pan conta com profissonais dignos - não poucos -, mas também uma vasta trupe que atua para tentar destruir nosso ainda frágil arcabouço democrático. Vive de fake news. E luta todos os dias, sem parar.
Antes de nós nos arvorarmos em defender quem não merece defesa é preciso analisar o que está havendo. Como as coisas se passam e se passaram para não fazermos da legislação que protege o sigilo da fonte um coito de bandidos. Ora bolas; se é tão importante a defesa do jornalismo, então é hora de tirarmos das gavetas os projetos de regulamentar novamente a minha profissão. Ela merece esse respeito perdido durante a ditadura sob o manto falso de uma "liberdade de informação" que em nada serve ao interesse público.
12 de agosto de 2026
Os bucaneiros modernos
"O domínio nunca mais vai ser questionado", diz Donald Trump via seus assessores diretos sobre o projeto de os Estados Unidos dominarem toda a América. Isso segundo eles pretendem.
Uma postagem ameaçadora do embaixador norte-americano no Panamá, Kevin Marino Cabrera - ele está no Panamá, onde há o canal vita para os Estados Unidos justamente porque é um extremista belicista -, detalhou essa semana qual é o projeto dos Estados Unidos sob Trump para reviver a Doutrina Monroe, que no século XIX pregava "a América para os americanos", na época em que Washington passou a desenvolver sua política de expansionismo e controle total sobre os demais países das três américas. Hoje o governo dos EUA se mostra agressivo com esse projeto e o objetivo claro é combater a influência da China no Ocidente. O objetivo principal sempre, e em todos os casos, foi econômico.
Uma análise rápida disso nos mostra que se trata de um movimento claro de esperneio. Os Estados Unidos de hoje são uma potência em grande declínio, com uma dívida interna astronômica, gastando fortunas com a megalomania de seu presidente por guerras e tendo pela frente o crescimento chinês que promete tomar-lhe a dianteira em breve como maior potência mundial. Isso é inadmissível para os atuais detentores do poder norte-americano.
Aqui no Brasil, depois de uma fala infeliz de nosso Ministro da Defesa que chegou a propor "abrir os portões" para os ianques no caso de um ataque, houve uma espécie de pequena histeria nacional. Bobagem. Dificilmente os Estados Unidos, mesmo governados por um psicopata, invadiriam militarmente o Brasil. Isso seria muito arriscado para eles e encontraira forte resistência lá mesmo. Além disso muitos se esquecem de que Trump corre grande risco de perder a maioria nas duas câmaras legislativas federais de seu país em novembro próximo, o que lhe tolheria muito o poder de decidir. Sem este ele seria um "pato manco", como dizem os americanos do Norte. E ao alcance de impeachment.
Mas Trump vai pressionar, ameaçar, espernear, será sempre apoiado pelos políticos do Maga como Marco Rubio, o embaixador no Panamá, o escolhido para o Brasil, Daniel Perez, e mais alguns de sua trupe. Ele vai usar de ameaças - o que sabe fazer muito bem - nos momentos em que não estiver dormindo durante discursos ou escondido dentro de caminhões de galeys aéreas em vôos próximos de países que ele mesmo tornou hostis por suas políticas inconsequentes e irresponsáveis. Esse é o presidente dos EUA!
Ao Brasil cabe esperar. A concordância em debater as tarifas na OMC, por parte dos EUA, parece jogo de cena para ganhar tempo e não ser acusado de jamais negociar. Ao término dos prazos de negociação, ao menos no pé em que as coisas estão hoje, tudo indica que o absurdo das cifras cobradas agora tende a ser mantido. Mas negociar vale a pena. Sempre valeu porque a nós também interessa o ganho de gempo. Mesmo com o governo iniciando as providêncas para retaliar as tarifas na mesma medida, se necessário.
Resta uma coisa incômoda: Daniel Perez, o embaixador que pretende ser entronizado no cargo em Brasília, é um mísero projeto de golpista, sem experiência diplomática alguma e escolhido para vir ao Brasil apenas e tão somente para se intrometer em política interna brasileira, sobretudo se o presidente Lula for reeleito, como mais um vetor de instabilidade institucional. Vai ser tipo um Javier Milei com imunidade parlamentar. O Brasil pode e deve negar o agrément a ele e pedir outra pessoa aos EUA. O consul norte-americano em São Paulo, que conspira a olhos vistos, não merece continuar com visto consular.
Soberania é princípio ao qual não se renuncia. Mesmo ao enfentrar bucaneiros modernos que, a exemplo dos do passado, não abrem mão da rapina,
9 de agosto de 2026
Saudades de Batista
5 de agosto de 2026
O golpe sempre esteve em curso

Heráclito Fontoura Sobral Pinto (1893-1991) foi um dos maiores juristas do Brasil e certamente o mais sábio. É dele esse pensamento: "Os militares tendo proclamado a República, julgaram-se donos da República. E nunca aceitaram não serem donos da República". Sobral Pinto ganhou relevância no Brasil ao defender Luiz Carlos Prestes, líder comunista, durante a ditadura Vargas. Ele era católico fervoroso, homem com pensamento político de direita e não tolerava ditaduras ou prisões ilegais, comuns no seu país ontem e hoje.
Para esse jurista morto faz 35 anos, nossa República tem um "pecado original" por ter nascido de um ato de força das Forças Armadas e não de uma construção democrática com a participação da população. Em consequência disso os militares sempre acreditaram ter a tutela permanente sobre o Estado. Resultado em golpes só após o império: proclamação da República, congresso dissolvido em 1891, Revolução de 1930, decretação do Estado Novo, golpe civil/militar de 1964. Além desses, várias aquarteladas marcaram a história recente do Brasil, durante diversos períodos. Juscelino Kubstcheck foi quem mais sofreu com eles e que começaram com a reação à sua posse (como no caso de Lula). Posteriormente vieram a Revolta de Jacareacanga e a Revolta de Aragarças. Ele não foi deposto por muito pouco.
Hoje mesmo o Clube Militar, congregação de militares de pijama sediado no Rio de Janeiro emite nota praticamente conclamando a população brasileira a derrubar o atual governo. E faz isso porque os militares da ativa se negam a nova aventura golpista. Recentemente fizeram um jantar na sua sede carioca com a presença de um "convidado ilustre": Flávio Bolsonaro, que foi acompanhado do advogado Ives Gandra Martins, conhecido militante extremista (junção das duas fotos acima). No Clube Militar só entra gente "do ramo".
O golpe de Estado sempre esteve em curso no Brasil, mesmo nos momentos de calmaria que ocorrem ao longo dos tempos. Basta vermos a outra foto abaixo e que mostra três dos maiores jornais brasileiros estampando a mesma manchete, com todas as letras iguais, em 31 de julho último. Quem como eu trabalhou uma vida quase inteira em imprensa diária sabe que essa "coincidência" é impossível. Os jornais, grandes como a Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, os médios e os pequenos jamais compartilham suas manchetes e principais matérias, mesmo quando é óbvio o assunto mais importante do dia. Três manchetes saírem exatamente iguais só acontece quando há um conluio entre as direções das empresas. Elas são ligadas ao grande capital, ao "mercado" e não suportam o Governo Lula. Hoje fariam e fazem tudo para impedir o quarto mandato desse presidente. Sobretudo com a ajuda providencial dos Estados Unidos.
Aliás, o governo neofascista de Donald Trump, contando com a ajuda sempre "cordial" da Argentina de Javier Milei e de Israel de Benjamin Netanyahu não esconde mais de ninguém que já interfere no processo eleitoral brasileiro de todas as formas. Autoridades brasileiras tiveram vistos cancelados e não podem ingressar nos Estados Unidos, tarifas chantagistas tentam sufocar nossa economia, dois funcionários do Departamento de Estado que viriam ao Brasil trabalhar contra o sistema eleitoral tiveram o visto negado por nós e o embaixador norte-americano indicado por Trump depois de 19 meses de governo - e porque isso era conveniente aos planos de intervenção - ainda não teve seu "agrément" (pedido de concordância) concedido. Para retaliar, os EUA retiraram o visto de nossa embaixadora.
Nunca antes as relações entre Brasil e Estados Unidos e Argentina, que já têm mais de dois séculos, estiveram tão agredidas. A pressão e a chantagem são claras e fortes. E isso é mais um motivo para o Brasil não ceder, mesmo quando a gente sabe que nossas Forças Armadas e parcela da população são lacaias dos ianques e de seus interesses. Ontem mesmo, lendo matérias de Internet, fiquei estupefato. Alguém perguntou a um cidadão o que ele faria se os EUA invadissem o Brasil. Resposta: "não sou de soltar foguetes, mas acho que faria isso". Um povo sem dignidade está destinado a ser lacaio de interesses estranhos aos seus. O governo Trump já está saqueando abertamente as riquezas da Venezuela, condenando o povo cubano à fome e armando o governo sionista de Israel para completar o genocídio palestino na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. É preciso ao Brasil mostrar que não faz parte desse projeto criminoso da extrema direita política de controlar o mundo.
Ainda que isso nos custe muito caro!
30 de julho de 2026
"We can do it"
Mostra disso é o fato de que em seu governo não existe diplomacia. Tudo o que se refere a política externa é feito por um genro e um amigo, estes sim de sua inteira confiança. Eis Donald Trump! Eis o homem que pode tirar da poeira dos tempos de guerra fria as imagens dos silos nucleares dos Estados Unidos, como esse da foto ao lado, e que dormitavam em suas camas/sepulturas até a chegada desses novos tempos de distopia mundial.





