19 de junho de 2026

Decidir o que é certo!

  
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça foi o palestrante mais graúdo do fórum "Os Desafios da Advocacia no Século XXI" (foto acima) e não perdeu tempo: declarou que "o papel do bom juiz não é ser estrela". E continuou dizendo que seu grande desafio em qualquer processo é "entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelo dever de fazer o certo". Foi delirantemente aplaudido pelos presentes à sede da OAB-RJ em março último. Ele, que mantém frequentes e intensas rusgas com o também ministro Alexandre de Moraes, hoje é o relator do Caso Master. Determinou quebra de sigilos totais da totalidade dos investigados no maior esquema de corrupção de todos os tempos no Brasil, menos no caso de Flávio Bolsonaro, o mais graúdo de todos os acusados. Entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelo dever de fazer o certo nem sempre é fácil.

Ou oportuno...

André, desde seu sorteio para a relatoria do caso toma decisões todos os dias e está em todas as mídias. Vira e volta tem rusgas com outros ministro, sendo que na última vez foi com Gilmar Mendes. Deixar de ser estrela às vezes não é fácil nessas circnstâncias, claro. O Caso Master não é do interesse de ninguém e talvez porque envolva um número imenso de grandes próceres desta nossa República, e retiro do termo prócere aqui usado um de seus significados e que se refere à nobreza. Todos, indistintamente, fogem dele como o diabo da cruz e talvez porque Daniel Vorcaro tenha conseguido o feito antes nunca alcançado de ser o mafioso mais destacado da máfia brasileira capaz de atingir todos os três poderes. 

E ela age da maneira mais solerte e ampla possível. Vocês sabem que são Rosimara Renz e Henrique Carvalho? São um casal catarinense natural de Itapiranga que decidiu tratar uma criança de quatro anos, filha deles, com cannabis medicinal. Na Operação Menor Protetor eles tiveram aprendidos na fazenda onde moravam pés de maconha e óleos e equipamentos de trabalho que mostravam claramente o carater medicinal do uso da maconha.  Passaram o diabo no Estado governado por um fascista e com fascistas o representando no Congresso Nacional. As constantes convulsões da pequena menina estão controladas, mas os papais não poderão curtir essa vitória, condenados que foram dia 18 último a pena em regime fechado pelo juiz Victor Mattos. A pequena Zaia está livre da doença, ao menos por agora. E depois?

Não é só a corrupção que destrói o que o Brasil tem de melhor. A estupidez que o fanatismo bolsonarista move nos aniquila. E esse fanatismo capaz de levar pessoas a usarem celular na cabeça para falar com extra terrestres, rezar para pneus, acampar diante de quarteis e urrar pelas ruas é em grande parte apoiado ou patrocinado por essa mesma gente. Por esse mesmo modo de pensar hoje representado por Flávio Bolsonaro, um gangster de paletó e gravata que pensa subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai presidiário devidamente anistiado da mesma forma que todos os demais condenados pelos crimes contra o Estado Democrático e de Direito e agora capazes de jurar de pés juntos que não errarão mais.

O Caso Master é a mais clamorosa obra de corrupção dos últimos anos e nascida durante o governo Bolsonaro, não importa se em São Paulo, Rio de Janeiro ou na Bahia. É plurinacional... O símbolo da cleptocracia que a extrema direita está arquitetando para o Brasil e que, se voltar ao poder, nossa democracia, esse incômodo jurídico criado pela Constituição de 1988, deixará de existir. Daí talvez, e é preciso lutar para que tal não aconteça, André Mendonça não precisará mais se preocupar em entender, decidir e fazer, até porque será a estrela maior. E Lula, que com todos os defeitos do mundo sempre esteve ao lado da democracia, não terá mais como importunar os "perseguidos" de hoje.

Pensar nisso é decidir o que é certo!  

17 de junho de 2026

A corrupção não é linda

 

Quem olha essa foto de dois homens unidos por um abraço nos alpes pode pensar que se trata de caso de amor. Diriam que o amor é lindo! Mas esse é um caso de amor ao dinheiro. E tão incondicional que envolve chantagem, ameaças de morte e outros crimes mais. Tanto que um dos envolvidos na história, o indivíduo conhecido como Sicário e que viveu como tal, morreu na Polícia Federal, tudo indica que por suicídio. Os dois "amigos" dessa foto são o banqueiro corrupto Daniel Vorcaro, à esquerda e o senador também corrupto Ciro Nogueira, à direita. Ambos envolvidos numa grande trama de roubo de dinheiro público.

É incrível como a corrupção envolve o Brasil, sobretudo na política. No caso presente, esse do Banco Master, é grande o rol de pessoas que fazem parte direta ou indiretamente das falcatruas que estão sendo apuradas. Ciro foi ministro e até ontem, ao que se saiba, era homem de confiança do bolsonarismo raiz. Daniel Vorcaro roubou o que era possível para manter seu banco em operação. Para tanto, conseguiu envolver gente graúda no cenário da política nacional, como o senador citado, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o do Senado, Davi Alcolumbre e grande entorno. É corrupção para mais de metro....

O incrível em tudo isso é que agora mesmo as TVs estão colocando no ar declaração do presidente da Câmara e na qual este diz que o assunto está sendo investigado e ele tem explicação para todos os seus atos. Está bom... Os demais estavam muito ocupados para falar. O certo é a gente ter a mais absoluta certeza de que nunca antes houve no Brasil caso de corrupção como esse. O dinheiro roubado envolveu mais de um banco e até mesmo o BRB, instituição pública de Brasília envolvida nessa faucatrua gigantesca.

Chegou-se ao cúmulo de quase gerar uma lei federal de aumento do montante do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para garantir esse seguro mais polpudo em benefício da corrupção e a desviar verba de fundos de aposentados no Rio de Janeiro para tapar os buracos de rombos em cofres de banco privado como o Master. Não há mais limites a essa gente sem princípios! E a corrupção não é linda como jamais foi!

Mas há, isso sim, meios e modos de a sangria de recursos ser estancada e os corruptos pagarem por seus crimes. O melhor caminho é hoje o Supremo Tribunal Federal se colocar acima das divergências pessoais entre ministros e agir apenas e tão somente com foco na legalidade e no combate à corrupção. Isso, mesmo que as investigações presentes e futuras venham a comprometer um ou mais de seus membros, o que não é impossível. O compromisso único de um ministro de STF deve ser a constitucinalidade, e ainda que tal leve ao sacrifício de um ou mais de seus membros. O Brasil não tolera mais a corrupção.

E ela é tão endêmica nos dias de hoje que se entranha por todos os segmentos da vida nacional. Não mora só em Brasília. Ora bolas, se lá os graúdos podem desviar recursos das mais diversas formas, por que não nos andarem inferiores?, pensa grande parcela dos corruptos de plantão. E assim eles agem sempre lutando por suas dinastias políticas e pela troca do endereço estadual por um federal porque lá a colheita é melhor até mesmo nas chamadas emendas parlamentares, essa invenção providencial para desviar verba pública.

11 de junho de 2026

A Copa do Extremismo

 

Quando o Brasil realizou aqui a Copa do Mundo de 2014, teve que se sujeitar, na assinatura dos termos de compromisso, a uma série de exigências por parte da FIFA que restringiram até mesmo sua independência como nação. Além de o país estar subordinado à Lei Geral da Copa, as mudanças decorrentes dessa situação chegaram a adequações estruturais e financeiras que envolveram até mesmo alterações temporárias na nossa legislação. Não tínhamos sequer soberania jurídica total, como ocorre em todas as demais situações. Era aceitar ou o Mundial seria transferido para outro país.

Mas isso faz 12 anos... Agora o governo de Donald Trump faz o que quer e submete as pessoas a constrangimentos inimagináveis na Copa de 2026, que desde hoje é realizada nos EUA, no México e no Canadá. A sequência de fotos acima mostra a delegação do Senegal sendo alvo de revistas totais mesmo na pista de taxi do aeroporto onde desembarcou, antes de chegar ao terminal aeroportuário. O que aconteceu com a delegação da Holanda, desembarcada quase na mesma hora, foi totalmnete diferente. Um árbitro somali escalado pela FIFA para atuar na Copa e que tinha até passaporte diplomático de seu país voltou do aeroporto, não admitido. E não foi aceito apenas e tão somente porque tinha aquela nacionalidade. Nada mais.

E a FIFA? Curva-se.

O que se passa com a delegação do Irã é ainda pior. Proibida de ingressar em território norte-americano, está hospeadada em Tijuana, no México, ao lado da fronteira. Vai ter que ingressar no país ianque para jogar e retornar imediatemente ao lugar de onde saiu. Não pode sequer pernoitar no quintal de Trump embora as normas da FIFA determinem o contrário. E os ingressos de seus torcedores foram simplesmente cancelados sem maiores explicações embora tenham sido adquiridos como mandam as regras, online.

Isso nunca aconteceu até hoje. Uma Copa do Mundo é uma competição esportiva e nada mais. Todos os países que se classificam nas diversas eliminatórias têm direito de tomar parte da disputa. Motivações políticas não podem interferir de forma alguma. Sempre foi assim até hoje com a entidade que dirige o futebol. Mas agora ela está sendo presidida por Gianni Infantino desde fevereiro de 2016 e com mandato até 2027. E esse presidente, que já criou um troféu da paz para Trump, é poodle desse personagem. Poodle domesticado!

A imensa maioria das reações do presidente dos EUA tem origem racista. A Somália fica na África, tem população negra, é pobre e os somalis já foram chamados de todos os epítetos de raça por parte do supremacista branco da Casa Branca. O Senegal, a mesma coisa. O árbitro que teve o ingresso nos Estados Unidos recusado poderia ser enviado para apitar os jogos a serem realizados no Canadá ou no México, mas nem isso Infantino faz. Hoje a gente está tendo uma festa de abertura da maior competição de futebol do mundo sem que os jogadores, atores maiores nesse espetáculo, sejam a atração principal. Ao contrário, esta está na Casa Branca, movida pelo ódio. Trata-se de um degenerado que um dia pagará por isso.

Ele promove a Copa do Extremismo patrocinada pela FIFA.     

7 de junho de 2026

Telecontos e o descaso

A série "Telecontos Capixabas", da TVE do Espírito Santo, foi uma experiência inédita, um programa pioneiro de adaptação literária em teledramaturgia realizado pela televisão capixaba. Viveu entre os anos de 1983 a 1986 e morreu da mesma forma como morrem no Estado dos capixabas a esmagadora maioria das iniciativas de divulgação de nossas formas culturais: por inanição financeira. Falo dela hoje porque fazem exatamente 40 anos que foi ao ar "O pênalti", adaptação de conto meu, um dos primeiros feitos e que tinha o futebol como foco.

Essa série, como dizem os que a acompanharam, representou um marco na cultura deste Estado e era incursão única no universo ficcional na nossa televisão. E é preciso notar que a iniciativa não foi das emissoras privadas ligadas a grandes redes nacionais, sempre com verbas graúdas,  mas sim de uma emissora de rede estatal ligada à TV Educativa. Como a TVE não tem um acervo guardado de sua história, a maior parte do que foi feito se perdeu. Acredita-se que tenham sido gravados 12 episódios no total, com autores capixabas diversos, mas nada disso está preservado. No meu caso fiquei com o poster do programa e uma cópia das filmagens inicialmente feita em fita cassete, mas depois transportada para um CD e que se encontra comigo até hoje.

A produção contava com episódios de 40 a 60 minutos divididos em blocos, tendo tido uma equipe de produção comandada pelo diretor geral Ricardo Conde, idealizada e dirigida por Antônio Carlos "Toninho" Neves, e a equipe de produção era formada por Gerusa Conti e composta exclusivamente de atores capixabas e contando com nomes como Vera Viana, Cristina Valadão e Denise Martins. Especificamente no caso de "O pênalti", dele participaram Valdete Dias Ferreira, Denise Martins e Duda Palhese na produção, além de Cláudio Mothé, Marcos Komká, Alvarito Mendes Filho, Emílio Cortes, Alcides Vasconcelos, Antônio Pepino, Jair Fonseca, Milton Neves, Lena Borges, Aluízio Mendes Franklin, Nelson Batista e Luiz Alberto de Oliveira atuando. Como se tratava de um conto sobre futebol, foi gravado no campo e com jogadores do 138 Unidos da Vale Futebol Clube e Esporte Clube Mariano. Cito esses nomes para que se tenha noção da dimensão que esse projeto tomou graças à garra e ao denodo daqueles que o fizeram.

Infelizmente esse registro dos 40 anos de "O pênalti" indo ao ar é quase um obituário. Quase todas as pessoas citadas por mim estão aposentadas e algumas delas, mortas. Mortos também estão os esforços por adaptar as obras de autores capixabas para transformar a literatura regional em produções televisivas. Tentei fazer a pauta da TVE durante algum tempo quando seu diretor geral era Orlando Bonfim Júnior, mas tive que abandonar o barco porque o clima de déjà vu me fez desistir. Já havia vivido isso e antes e ele prenuciava a volta de algo que recordava em mim o início da morte do jornalismo capixaba, que havia começado com a Rede Gazeta de Comunicação e hoje se acentua nela mesma.

A jornalista Mirian Bilich, que trabalhou durante anos na TVE na época áurea da emissora, diz que ela chegou a ter 14 produções locais na sua grade de programação, enviando seus melhores trabalhos à Fundação Padre Anchieta, de São Paulo, que os requeria. Era um jornalismo brilhante! Algumas direções políticas e politiqueiras fizeram com que o canal se reduzisse ao que é hoje: 0 programa local. E a TVE patina desde então. Resta a saudade do nosso "Telecontos Capixabas" e dessa tentativa de levar a produção literária de nosso Estado à televisão. Foi muito bom enquanto durou e para muita gente.                           

4 de junho de 2026

Um PIX no sapato

Notem bem uma coisa que talvez tenha passado desapercebida a muita gente - aos jornalistas da Globo News, certamente - quando a "carta" de Flávio Bolsonaro foi lida na TV logo depois de ser endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele falava o tempo todo que tentou de diversas formas evitar as novas taxações do governo norte-americano sobre nossa economia - pois sim.. - mas em momento algum tocava no PIX. Essa carta, mentirosa como tudo o que vem do  bolsonarismo, esta aí mesmo para quem quiser ver ou rever. Ele pode dizer jamais ter pedido ao dirigente dos EUA para não taxar o Brasil, já que nenhuma testemunha confiável estava presente à reunião entre eles, mas deve o tempo todo defender o sistema de pagamentos instantâneos brasileiros porque este é usado por praticamente todos e negá-lo publicamente seria suicídio. Isso só se faz por baixo dos panos, aliás como agem esses agentes do imperialismo atual.

Foi o irmão de Flávio, Eduardo, quem deixou escapar a forma como essa questão está sendo tratada. Ele falou com orgulho indisfarçável do Zelle, um sistema de pagamentos adotado nos Estados Unidos. Trump e seu governo querem transformar nosso sistema nesse avatar norte-americano. Mas ele é privado, não tem transferência de valores imediata, é ligado aos bancos que decidem se taxam ou não as transações, têm o direito de impor regras ao seu funcionamento e podem inclusive cancelá-lo a qualquer momento, contanto sua existência prejudique "os negócios" como dizem os agentes do mercado aqui e lá.

Flávio nada falou do PIX na "missiva". Tarcício de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros próceres da extrema direita evitam o assunto como o diabo foge da cruz. E nenhum deles toca no caso por um motivo simples: eles vão ceder aos Estados Unidos nesse ponto caso um deles chegue ao Palacio do Planalto em janeiro próximo. Oferecerão o sistema público, que é uma invenção brasileira, à voracidade ianque. Isso, juntamente com as terras raras, as instituições públicas e o que mais eles quiserem nos tomar. Como sempre foi, só que de forma menos explícita.

E vão fazer isso, não por ideologia mas sim por seu complexo de vira latas jamais disfarçado e nunca também confessado. Escondidos como estão escondidos até mesmo os rituais nazistas, como o de beber leite copiando o que faziam os líderes supremacistas brancos do século passado (foto ao lado). O ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Geobbels fazia isso porque para ele a prática significava a promoção de ideias de pureza racial ligadas a saúde, vitalidade e outros. Os nazifascistas brasileiros são seus filhos bastardos.

Com a proximidade da campanha eleitoral oficial, nossa extrema direita irá às ruas. E, como sempre, estará armada do que há de mais "moderno" em seu arsenal: a capacidade de tentar transferir para o outro lado, a seu opositor, todas as mazelas de suas vidas e crenças. Eles entendem que, assim agindo, conseguirão iludir a população, ganhar as eleições e reconquistar pelo voto um País em cujo poder pretendem se manter até mesmo por golpe, como já foi tentado recentemente. Só que as coisas começam a não dar tanto certo hoje como ontem. O Caso Master está derrubando Flávio Bolsonaro, outros desacertos começam a afetar alguns dos demais membros do alto escalão da oposição e agora surge esse sistema de pagamentos brasileiro, todo nosso, público, mas que eles pretendem destruir com a privatização travestida de modernidade. Parece que não vai dar certo em momento algum.

Em vez de pedra, a extrema direita tem um PIX no sapato.         

1 de junho de 2026

O gangster

 


A tática adotada pelo neofascismo é essa: "Acuse o inimigo por seus atos denunciados. Inverta a lógica". E assim é feito. Em Curitiba, durante o lançamento da candidatura do senador Sérgio Moro a governador daquele Estado Flávio Nantes Bolsonaro disse que o atual presidente, Lula, "lambeu as botas" do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump. Até as crianças inocentes sabem que é o inverso e que o atual candidato da extrema direita à presidência da República vende soberania e riquezas do Brasil aos ianques para tentar ganhar as eleições de outubro. Mas ele joga do modo como aprendeu nas cartilhas do gangsterismo, do nazifascismo e das milícias, transferindo - ou tentando transferir - seus pecados ao oponente. Flávio e o restante dos Bolsonaro são a escória da escória na política.

Nessa foto acima o candidato que se mostra como "moderado" faz arminha juntamente com o criminoso Fabrício Queiroz, que já ganhou dinheiro público em seu gabinete de deputado. Mas não foi só ele. Na foto mais abaixo o leitor pode ver Flávio Bolsonaaro agachado e usando camisa azul, com seu sorriso falso e ao lado de dois criminosos do círculo íntimo do bolsonarismo: TH Jóias (E) e Rodrigo Bacellar, ambos com ligações claras junto ao Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro. O segundo era presidente da Assembleia Legislativa carioca, onde Flávio foi deputado estadual. Está preso por ligação com o tráfico de drogas. E esses são apenas dois dos criminosos conhecidos e que tinham relações diretas com esse chamado filho 01. Mas não é o maior caso. Nem de longe.

O hoje candidato à presidência cometeu o crime de homenagear um presidiário, Adriano Magalhães da Nóbrega, ou Capitão Adriano ou Gordinho, com a Medalha Tiradentes, a maior honraria que a ALES concede aos cariocas e só deve fazê-lo por mérito consagrado. Pior: foi fazer a entrega na cadeia onde o sujeito estava antes de fugir, se esconder, acabar localizado e sendo morto no interior da Bahia num episódio claro de queima de arquivo. Antes disso o 01 havia empregado a mãe e a mulher desse ex-capitão em seu gabinete da Assembleia. Pagou bandidos - mais de um -  e parentes destes com dinheiro do contribuinte carioca, o pobre brasileiro que já viu quase todos os seus ex-governadores mais recentes na cadeia. E em todas as acusações há corrupção.


Mas Adriano não foi um criminoso comum, como Fabrício e outros. Sargento da PM e campeão de tiro, ocupou a banda podre da Polícia Militar do Rio de Janeiro de onde acabou expulso. Antes, foi segurança de banqueiro do jogo do bicho, um dos líderes do Escritório do Crime, o grupo de extermínio formado por policiais e ex-policiais, também integrou a milícia feroz que atua em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio de Janeiro, e chegou a ser preso acusado de pelo menos três homicídios (houve uma absolvição por falta de provas) e também foi acusado de "rachadinhas", a marca registrada de Flávio Bolsonaro. "Currículo" para ninguém botar defeito! Nem na Papuda!

Ele teve proximidade com Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, os assassinos confessos da vereadora Marielle Franco, crime ocorrido em 18 de março de 2018 e pelo qual também foram condenados os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, respectivamente conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (que beleza!) e deputado federal pelo mesmo Estado. As conexões entre Ronnie Lessa e Adriano da Nóbrega são muitas. Ambos eram ex-policiais e figuras centrais em esquemas de contravenção, pois atuavam como pistoleiros de aluguel e líderes de grupos de extermínio. Além de tudo isso, uma "grande coincidência": Ronnie morava na Condomínio Vivendas da Barrra, pertinho da residência de Jair Bolsonaro. Eles se frequentavam. Tudo em casa!

Portanto, não foi só de loja de chocolates e de mansão comprada com dinheiro suspeito e vindo sabe-se lá de que lugar e de centenas de "rachadinhas" que o candidato bolsonarista à presidência da República se construiu. Estamos correndo o risco de colocar um gangster na presidência do Brasil. E isso com todos os danos que virão caso ele até lá não derreta eleitoralmente ou não seja preso por envolvimento em corrupção, sobretudo junto com Daniel Vorcaro et caterva no Caso Master, o maior escândalo de corrupção de nossa República. Dos bilhões roubados via Banco Master saíram os R$ 61 milhões que financiam (sic!) o filme Dark Horse, o relato que conta uma pseudo história do papai presidiário.  

Flávio não quer desistir, mesmo sabendo que grande parte da direita política honesta brasileira já desembarcou de seu palanque. Ele insiste porque essa é a vontade do papai, o criminoso condenado Jair Messias Bolsonaro, único presidiário brasileiro que pode ficar em casa vendo TV porque tem soluços e de onde comanda todo o seu grupamento político, dando ordens, enviando recados e ainda secundado pela mulher mãe de sua única filha e hoje sonhando com um futuro político de destaque (por que não o Senado?) nesse Brasil que se acostumou a fechar os olhos para a extrema direita. Essa mulher, Michele, sobre quem os corredores do Poder Legislativo de Brasília conta histórias, é seu pombo correio. 

Dentre as grandes obras mais recentes de Flávio está uma ida a Wasshington onde teve um encontro relâmpago com o presidente dos Estados Unidos e seu Secretário de Estado. Conseguiu tornar terroristas duas facções brasileiras criminosas que são no máximo mafiosas, com todas as consequências maléficas que isso pode ter para nossa economia e soberania, agora necessitando ser defendida contra a rapina ianque. Era a vingança que o clã queria e confessada pelo outro gangster, Eduardo! Um dos argumentos usados por eles para torpedearem até mesmo nosso PIX, que tanto bem faz aos brasileiros, foi o de que os membros do PV e PCC o usam para cometetimento de crimes diversos.

Só que essa forma de transferência de dinheiro é aberta a todos os brasileiros de graça, para desespero do Master Card, Visa e outros meios de pagamento tarifados. Criminosos por criminsosos, os Bolsonaro tanbém usam o PIX. Aliás, eles dizem igualmente que o presidiário Jair foi o seu criador. É mentira mas, como falam eles, e daí? O que importa ser mentira? Precisamos contê-los, fazendo isso por meios legais e eleitorais e impedir que um gangster confesso suba a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027. Essa tarefa urge. 

            

29 de maio de 2026

O perigo maior está aqui


O que é terrorismo? A definição clássica diz que é o uso da violência ou grave ameaça, física ou psicológica, para difundir terror, coagir governos ou intimidar as sociedades. Esse fenômeno é diferente do crime comum por causar impacto social e subversão institucional. Então a gente pode dizer que é exatamente o que Israel faz com os palestinos e está mostrado na foto acima. Só que os Estados Unidos, montados em sua enorme força militar, discordam e querem mostrar outra caracterização toda sua, de acordo com seus interesses.

Dessa forma, vamos combinar que o terrorismo e os grupos terroristas são organizações de cunho político ideológico e usam a violência sempre contra um Estado ou estados visando ou a destruição destes ou sua substituição por outro ideologicamente oposto. O grupo terrorista tem como objetivo o poder e pode recorrer até mesmo ao genocídio para alcançar esse objetivo. Vejam o caso palestino. Na maioria das vezes, quando determinado governo de país é vítima de organizações, alianças ou outros tipos de confrontações terroristas, uma parcela dos seus inimigos é interna. Ou seja, o perigo está sempre embutido no território vitimado. Como no Brasil de hoje, atacado por traidores da Pátria.

O direito internacional diferencia uma organização criminosa de outra terrorista sobretudo para que as ações de Estado possam ser endereçadas a uns e não a outros. As leis têm um direcionamento específico em todos os casos. No Brasil, células como o PCC e o PV, principalmente, são organizações criminosas e que praticam crimes para a obtenção de lucro. De dinheiro! E se espalham pelo tecido social como tentáculos de um polvo em busca de alimento. Mas tudo isso pode ser usado como cortina de fumaça se a intenção de quem classifica essa ou aquela organização tiver objetivos políticos. Isso acontece hoje com os Estados Unidos de Donald Trump ou com a oposição política brasileira dos Bolsonaro.

Trump jamais se preocupou com democracia, haja vista que seu maior aliado, a Arábia Saudita, é uma ditadura feroz e país pertencente à família Saud e grupos próximos. Os Bolsonaro igualmente nutrem um desamor imenso pelos princípios democráticos e seu objetivo na política é pura e simplesmente a obtenção e manutenção do poder por quaisquer meios para benefício próprio e privado. São corruptos até à medula, neofascistas envolvidos com o crime organizado, milícias, rachadinhas de vencimentos de ajudantes de gabinete, mentiras hoje chamadas de fake news e outros crimes correlatos. São o que há de pior por aqui e aliados do trumpismo. São nossa escória e colocaram gente igual no Congresso. 

Então, de onde vêm os poderes de Trump e da extrema direita brasileira? No caso dos EUA, de uma sociedade belicista, forjada pelas invasões e conquistas de terras estrangeiras e que jamais abdicou da arma e do coldre na cintura, além do direitismo político . O atual presidente os representa. No caso do Brasil, do conservadorismo e reacionarismo de uma sociedade que já passou por mais de um golpe de Estado, é profundamente ignorante no campo político e facilmente se deixa levar pelo canto das sereias. Nada é tão fácil quanto manipular larga fatia dela, sempre temerosa do "perigo comunista".

O Brasil deve reagir à classificação das organizações criminosas nacionais como terroristas, porque esse movimento é clara e profundamente intervencionista. Somos ou deveríamos ser soberanos e as questões internas que  nos afetam, como o crime organizado jamais combatido pelo bolsonarismo, além da invasão da teologia do domínio neopentecostal nas diversas correntes de milionários picaretas espalhados por entidades diferentes são problemas nossos a serem combatidos por nós mesmos e apenas isso. O bolsonarismo não é a solução, mas agudização de todos os males porque, uma vez de volta ao poder eles continuarão a enriquecer sem limites, muito mais que PV, PCC ou outros grupos criminosos comuns.

E porque se alimentam do conservadorismo, neofascismo, reacionarismo e sobretudo ignorância e desinformação capazes de fazer com que os crimes que cometem de traiçao à Pátria sejam vistos como valentia ou patriotismo, podemos vir a pagar um preço muito alto se os devolvermos ao poder pelo voto. Os Estados Unidos não vão invadir o Brasil. Com base em sua legislação nacional, poderão enviar espiões ou sabotadores para cá, mas não os marines. E nem precisam disso porque têm párias aliados à sua disposição para sabotar seu próprio país e depois dizer: "Grande dia!" Vamos lutar para que tal não ocorra pelo voto.    

27 de maio de 2026

Sim, eu sou um vagabundo!

Sim, a exemplo dos professores e outros profissionais citados pela escória da extrema direita política que luta contra o fim da escala 6X1 do trabalho no Brasil, eu também sou um vagabundo. Afinal, ao contrário dos políticos de Brasília arregimentados à custa de muito dinheiro empresarial para votar contra a proposta da redução dessa carga horária e que continuam a trabalhar em Brasíla às terças, quartas e quintas-feiras ganhando muitas vezes mais do que os trabalhadores de outras atividades, sobretudo os celetistas, quero escala de  trabalho 5X2. E luto por isso para toda a gente, pois já passou a hora de acontecer.

Conto uma história, a minha: sou jornalista profissional e durante 27 anos trabalhei no Jornal A Gazeta antes de ele ser destruído por administrações catastróficas e seguidas. Começaram com a importação de São Paulo de profissionais voltados ao lucro e trazidos para cá por Plínio Marchini, misto de jornalista e publicitário (isso nunca dá certo!), amigo do poder e dos cifrões. Com a morte do jornalista Paulo Eduardo Torre ele trouxe para Vitória profissionais de São Paulo e que dirigiriam a antiga empresa da rua General Osório depois do afastamento de Cariê Lindenberg e sua substituição por Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto, o Café, que nunca, jamais entendeu nadinha de jornalismo.

Paulo Torre marcou o fim de uma era de A Gazeta dirigida por jornalistas competentes, cada um à sua época, como Cláudio Bueno Rocha, Rogério Medeiros, Jackson Lima, Marien Calixree, Nilo Martins e Antônio Carlos Leite, estes antes de o citado na abertura do parágrafo. Depois deles e com a escalação de Café, a empresa da agora Rua Chafic Murad ou Cariê Lidenberg, despencou. E ladeira abaixo ela terminou por extinguir o jornal impresso. Um atestado de óbito. E por que deu errado com os paulistas?

Jornal é produto essencialmente regional, com raízes onde nasceu, cresceu e se tornou referência de qualidade e credibilidade. Então ou quem o dirige incorpora os valores cuturais do lugar onde está, mesmo tendo nascido na lua, ou mata sua galihha dos ovos de ouro. Foi o que aconteceu com aquela gente escondida em hotel e com saudades de São Paulo.

Mas eu queria chegar ao ponto de agora: durante boa parte desses 27 anos fui Editor de Esportes de A Gazeta, isso de 1972 a 1998. E esporte tem todos os dias... O resultado foi que o vagabundo aqui tinha um domingo de folga por mês, folgava alguns sábados e, ao longo dos muitos anos essa escala de trabalho cruel torpedeou seu casamento, o relacionamento com as filhas e até mesmo a tranquilidade pessoal. Fazer o que, se foi minha escolha e de todos os demais jornalistas faziam escala 6X1 sem questionar nada, sobretudo na época da ditadura? Muitos morreram precocemente, do coração, como foi o caso de Paulo Torre.

Sim, o esporte continua todos os dias, mas com o fim dessa escala os empresários de comunicação terão de investir em mais profissionais, reformular as escalas de trabalho, fazer empresas mais humanas e voltadas às pessoas e redefinir alguns conceitos. Isso é possível, as soluções existem e agora serão implementadas. Perder dinheiro e desfazer seus negócios eles não vão. E assim como na comunicação, os empresários dos demais setores farão o mesmo. Inclusive os do tal agro, que combatem o governo atual, o "comunismo" de cada esquina da vida, mas não deixam de viver principalmente de dinheiro público com suas existências de nababos apaixonados pelas generosas tetas da "viuva"!

No Congresso, os à venda já foram comprados e fizeram o discurso do empresariado. Do mercado! Em alguns meios de comunicação ainda resistentes à ideia de menos jornalistas morrerem do coração, planos estão sendo refeitos. Com muita má vontade, mas estão. Eles tentaram de tudo para evitar o fim da escala 6X1, mas vão morrer na praia. Isso porque a pressão popular, quando coloca em risco as reeleições sobretudo das dinastias parlamentares, faz com que estas fiquem mais "maleáveis". O pior já passou, mas ainda é preciso estar atento e forte. Não podemos temer a morte. Senão ela chega.

Acreditem no vagaundo que quase se matou de tanto trabalhar: a escala 6X1 vai acabar.

22 de maio de 2026

As madrugadas do Congresso

Nas madrugadas de Brasília os ratos saem dos esgotos. Nas madrugadas do Congresso eles, os políticos, se reúnem quando a maioria das pessoas estão dormindo e votam contra os interesses da população que os elegeu. Assim foi com o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria na Câmara dos Deputados, concluída a toque de caixa às 2h26m da madrugada. Também se estenderam noite adentro as pautas polêmicas e inconstitucionais como a que flexibilizou recentemente o licenciamento ambiental ou a manutenção do mandato da então deputada Carla Zambelli, hoje presa na Itália. Nas madrugadas alguns perdem a vergonha!

Quando as madrugadas precisam ser ainda mais "discretas", pode-se usar a votação simbólica, pois assim os votos individuais não poderão ser computados com os nomes dos votantes, o que seria impossível com o voto nominal. E a votação secreta só pode ser usada - ao menos teoricamente - nas eleições em geral, como para presidente e demais membros da Mesa Diretora. Isso também é um sistema de proteção! Muitas vezes os senhores deputados ou senadores querem manter secretos seus votos contra o interesse público. Afinal, se já existe até mesmo orçamento secreto com o uso do meu, do seu, do nosso dinheiro, por que não haveria também essa forma de eu me esconder no anonimato na hora de votar?

Mas às vezes é diferente. Usa-se o dia claro, com a luz do sol no exterior dos prédios do Congresso para votar contra o povo marcando posição em direção a determimados grupamentos políticos. Como a extrema direita. Ou os evangélicos neopentecostais. Ou a bancada da bala. Ou os ruralistas. Ou quem quer que interesse a determinado político surgir como apoiador. Afinal, partido político hoje é só um incômodo! Foi assim, por exemplo, numa das votações referentes ao fim da escala de trabalho 6X1, quando quatro parlamentares capixabas, Amaro Neto (PP), da Vitória (PP), Evair de Mello (Republicanos) e Messias Donato (União Brasil) engrossaram o coro daqueles que se uniram à parcela mesquinha do patronato para tentar barrar ou descaracterizar totalmente esse projeto de lei.

O argumento é o de que a adoção da escala 5X2 e a semana laboral de 36 horas vai prejudicar a economia, provocar desemprego e outras coisas mais. Foi assim quando começou a ser discutido o fim da escravidão e a adoção do 13º salário, por exemplo. Em todos, rigorosamente todos os casos o patronato tenta defender seus privilégios e o poder de manter o trabalhador na cangalha para melhor manobrá-lo nas rédeas curtas. E um dos argumentos de quem é contrário à nova escala é o de que o empregado deve "negociar" com o patrão. A negociação geralmente é rápida: "Ou você aceita isso ou está demitido!"

Aqui no Brasil mesmo, uma parcela do patronato já usa a escala 5X2. Em grande parte dos países essa forma de labor está consagrada. E em todos os casos sabe-se que um regime de trabalho capaz de permitir ao empregado mais descanso e convívio familiar aumenta a produtividade e o interesse pela ascenção profissional. Impactos iniciais de uma decisão como essa, e em pequenos setores da economia, logo serão absorvidos. Sempre foi assim.

Mesmo o "mercado", essa reunião de multimilionários que comandam  economia e interferem em tudo na vida econômica do País, vai acabar se adaptando. Os donos do dinheiro nem mesmo estão interessados no que é constitucional ou não. Como a maioria dos políticos. Esse grupo poderoso reage, chama para um almoço, exerce pressão até mesmo sobre o Banco Central, compra parlamentares ou outros à venda em Brasília, mas sempre capitula quando a derrota é certa. São alguns dos camaleões do dia-a-dia nacional.

Nas madrugadas de Brasília os ratos saem dos esgotos. Nas madrugadas de Brasília os políticos se reúnem durante o sono da imensa maioria das pessoas comuns. Nos dias de sol (ou chuva, não importa) esses mesmos políticos enviam mensagens não cifradas aos seus grupos de interesse. Mas em outubro, no dia de sol ou chuva das eleições gerais vai ser a hora de a população responder a eles. É preciso não esquecer ao menos os quatro nomes citados aqui.       


  

18 de maio de 2026

O "gangsternaro"

Ao que parece não há limites para a gang dos Bolsonaro no Brasil de hoje. Um esquema de gangsterismo que pode ser chamado, sem que a gente tenha o menor medo de errar, de "gangsternaro", a união entre essas duas palavras, está em curso tendo o tal filme Dark Horse como pano de fundo. A investigação desse caso que, como era imevitável envolve emendas parlamentares, foi entregue ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino e ele vai ter muito trabalho cavar o lodaçal onde se esconde o esquema que a extrema direita do Brasil quer usar para ver se volta ao poder de nossa República.

Nunca houve nada mais fétido do que o mar de lama onde está metida toda a família Bolsonaro e seu entorno criminoso. Até mesmo um filme que pretende contar a história do ex-presidente, indivíduo hoje condenado a mais de 27 anos de prisão, está sendo usado para roubar ou lavar dinheiro privado e público via Banco Master, com Daniel Vorcaro e emendas parlamentares que a fina flor do extremismo de direita da política nacional envia para os diversos endereços ligados aos esquemas criminosos bolsonaristas para inflar as contas bancárias e outros tipos de aplicações financeiras que esses gangsters movimentam. O filme em si, que deve ser um horror em termos de mediocridade e informações falsas, não deve ter consumido sequer uma pequena fração do numerário arrecadado e que pode ser visto na arte acima, feita a partir das investigações de The Intercept Brasil.

O esquema é de ruborizar até gente como Fernandinho Beira Mar! Vamos aos fatos: contratos revelam que a Go Up, responsável pelo filme  dos Bolsonaro, pode ser uma empresa laranja porque tem endereço onde funciona a emissora Jovem Pan (êpa!). As sedes estão registradas no mesmo endereço (ôpa!). O fundo que administrou o dinheiro de Vorcaro comprou a casa no mesmo lugar onde vive o conhecido Bananinha em nome de terceiros! Os 134 milhões que o "banqueiro" Vorcaro deu aos Bolsonaro é muito mais do que o triplo do gasto em produções como "Ainda estou aqui" (custou R$ 45 milhões), "O agente secreto" (R$ 28 milhões), Chatô, o rei do Brasil" (R$ 25/30 milhões) e "Tropa de elite 2" (R$ 25 milhões), para ficarmos só nesses exemplos. Isso é assalto a mão armada!

Embora esse Dark Horse esteja sendo annciado como uma superprodução de Hollyhood, os atores são gente terceira linha, ninguém conhece os produtores e até hoje não foi noticiado nada sobre esse filmeco por lá. Atores que atuaram como figurantes no Brasil alegam que não foram pagos ou receberam migalhas por seus trabalhos. Já houve denúncia a órgãos de classe dos atores por aqui. Nenhuma reclamação foi atendida, sobretudo por Carlos Bolsonaro. É o fim da picada!

E só para terminar, hoje foi denunciado no Legislativo que o presidente da Câmara, Hugo Motta, pediu um dinheirão ao dono do Banco Master para seu pai. Davi Alcolumbre não quer CPMI porque sabe que ela o alcança no Acre e a muita gente de Brasília. Por lá, pela extrema direita política brasileira, só não usou dinheiro sujo desse escâdalo quem não teve oportunidade. Por isso o PL hoje se reúne com Flávio Bolsonaro para discutir a questão. Consta que o preso Jair Bolsonaro já determinou que o filho vá até o fim na campanha política pela presidência da República, pois perder é melhor do que não concorrer. O nome da quadrilha tem que continuar nas mídias para manter o gado arregimentado.

Quem tiver estômago deve ver até o fim o filme real!

15 de maio de 2026

Política e crime organizado


Hoje a Polícia Federal ocupou a porta do prédio onde mora o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, logo às seis horas da manhã (foto). Bem cedinho! Era mais uma ação contra o crime organizado que, não por coincidência, opera junto a nove dentre dez membros da extrema direita política do Brasil. E quem é esse político visado? Ele tem cara de bandido, fala de bandido, jeito de bandido e postura de bandido. Portanto, fica difícil acreditar que seja uma pessoa honesta. Felizmente não pode se candidatar mais ao Senado.

Infelizmente, e é preciso reconhecer isso, hoje o crime organizado e a política andam de mãos dadas. Juntinhos como marido e mulher apaixonados, tamanha é a quantidade de criminosos habitando o Parlamento do Brasil desde a esfera municipal à federal. Conheci pessoalmente, pois lidava com jornalismo e esporte, o bicheiro José Carlos Gratz. Ele era dirigente do Rio Branco além de deputado estadual. E filiado ao PFL (Partido da Frente Liberal) e, depois de cassado, tentou retornar à vida legislativa pelo PSL (Partido da Frente Liberal). Perto dos políticos de hoje era quase um seminarista... Caiu porque teve um acesso fonético dos mais sérios e reagiu a uma ordem judicial com um grito de "Eu tenho e força!" Não tinha e foi parar na prisão apesar de todo o seu ar de moço bom.

No Rio de Janeiro, TODOS os governadores eleitos nos últimos 30 anos acabaram sendo presos. Posso destacar Luiz Fernando Pezão (2014-2018), Sérgio Cabral (2007-2014), Rosinha Garotinho (2003-2007), Athony Garotinho (1999-2002) e Wilson Witzel (eleito em 2018 e cassado). Para não nos cansarmos, paro por aqui. Witzel é autor da célebre declaração de que iria dar "um tiro no coco" de todos os criminosos de seu Estado. Menos no dele, claro. Cláudio Castro, que renunciou para não ser também cassado e mesmo assim está sem direitos políticos, indiretamente matou 122 pessoas, sendo cinco delas policiais e numa mega operação policial na favela da Rocinha, em 2005. Chamou a operação de "sucesso" e os mortos de "opositores nautralizados". Alguns eram inocentes, gente digna e favelada.

Não é só isso. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado TH Jóias está preso. O mesmo acontece com o ex-presidente da mesma ALERJ, Rodrigo Bacellar. Esse último é acusado de vazar informações sigilosas de uma operação policial a TH, o suspeito de integrar o Comando Vermelho. E para quem acusa a esquerda política de envolvimento com o crime, nenhum deles era ou é filiado a partidos desse espectro.

Aqui no Espírito Santo alguns deputados são declaradamente de extrema direita. Um deles, o Capitão Assumção (assim mesmo se escreve) chegou a ser preso. É filiado, e até aí surpresa nenhuma, ao Partido Liberal (PL), a sigla que reúne mais nazifascistas por metro quadrado da história da política do Brasil, dentre os quais o ex-presidente e presidiário Jair Messias Bolsonaro. Muitos outros criminosos também. Gente que, no Legislativo Federal, se "destaca" por xingamentos, ofensas, ocupação de mesas da presidência, controle sobre comissões importantes como a CCJ e para blindar a quadrilha de punições.

Pior de tudo: ainda não há uma luz ao final do túnel. Ontem mesmo o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro foi surpreendido pedindo dinheiro ao preso Daniel Vorcaro para a conclusão do filme "Dark Horse", um termo que em inglês pode ser tradzido como "o azarão", e que pretende contar a hstória, obviamente falsa, de seu pai como um herói para ele. Tudo nessa história de filme é suspeito. Não apenas a narrativa deve ficar a anos luz de distancia da realidade, mas também a trajetória do dinheiro produto de ações criminosas tem tudo para ser, como diz esse candidato, totalmente sigilosa. Em "confidencialidade".

E a culpa nem é so deles; nós os elegemos!

12 de maio de 2026

Sem anistia para golpista

A imagem fotográfica feita através do vidro quebrado de uma das janelas do Palácio do Planalto em 08 de janeiro de 2023 (foto) deveria ser suficiente para convencer qualquer pessoa sensata de que golpistas não podem ser anistiados. Se as penas impostas aos criminosos daquele dia foram pesadas demais, isso é um caso a ser avaliado. Mas membros do Parlamento pretenderem reagir à sustação da votação da dosimetria retirando do esgoto a tal Lei da Anistia é de uma insensatez que beira a loucura e porque até os porteiros do Supremo Tribunal Federal sabem que essa anomalia será dada como inconstitucional.

Vamos analisar a questão por dois atores menores. Um deles, o deputado federal Sóstenes Cavalcanti é pastor, teólogo (assim se apresenta) e membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a corrente liderada pelo também dito pastor Silas Malafaia. Não é preciso dizer mais nada. Ele acha "inevitável" a votação da tal anistia e sabe que ela será considerada inconstitucional pelo STF. Sua posição é apenas a aposta no caos institucional.

A outra figura é o senador catatinense Esperidião Amin, 78 anos (Cavalcanti tem 51), um egresso da velha Arena, colaborador da ditadura militar brasileira, saudoso dela e que sempre se aproveitou de posições de extrema direita para renovar mandatos. Hoje no PP, ele jura que quer aprovar a anistia para "pacificar" o Brasil (sic!). Comunga da ideia de que os presos e condenados, sobretudo o ex-presidente Jair Bolsonaro são vítimas de perseguição política implacável e por isso precisam ser anistiados para retornar à vida pública.

A tudo isso se soma a figura de Flávio Nantes Bolsonaro, o "filho pródigo" feito candidato pelo papai presidiário. Vai tentar a presidência da República com as bandeiras de submissão total às políticas dos Estados Unidos, torpedeamento da legislação trabalhista, asfixia da Saúde, tutela da Educação por parte de sua corrente de pensamento e, se possível, privatização do maior número possível de entidades educacionais, o que vai desde educação técnica até as universidades e, como se ainda não bastasse, a privatização de nossas maiores empresas públicas como são os casos da Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Petrobrás. Essa última é a cereja do bolo da extrema direita brasileira!

Não é por outro motivo que Flávio foi homenageado em eventos do agronegócio brasileiro recentemente. Os empresários do setor sabem que nunca tiveram tanto dinheiro à sua disposição através do Plano safra e outras sinecuras como ocorre agora no governo Lula. Então por que isso? Simples: porque a eles não interessam apenas as benesses do Estado, mas sim o controle total sobre a economia agrícola e pecuária do Brasil, num governo que poderia privatizar até o Palácio do Planalto caso isso fosse possível ou viável.

Não haverá mais ganho real sobre as correções dos vencimentos, principalmente de quem recebe através da Previdência Social, como é o caso do salário mínimo. Benefício de prestação continuada? Esqueçam. A conta vai cair de novo sobre as camadas mais subalternas da população e é quase certo que, em caso de naufrágio das propostas econômicas de um improvável governo Bolsonaro 2, novamente vejamos filas em frente aos açougues para a disputa de ossos de animais abatidos para o consumo. Os pobres emprenhados pelo canto das sereias extremistas de direita vão ver com quantos paus se faz uma canoa.

E como tragédia pouca é bobagem, o ministro Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral hoje convidando à solenidade de sua posse dois presos: os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Fernando Collor de Mello. É um cartão de visitas como não poderia ser nenhum outro. E mostra explícita sobre de que forma pensam não apenas ele, mas também o ministro André Mendonça. Por que então termos receio de qualquer coisa dar errado e um novo quadro sombrio surgir no horizonte? Se acontecer um "imprevisto", bastará levar a cabo outro projeto de anistia e eles estarão pacificando o Brasil.

Com a paz dos cemitérios!

10 de maio de 2026

A bandeira Ypê

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão do governo encarregado de zelar pela confiabilidade dos produtos colocados à disposição da população, identificou em alguns detergentes da marca Ypê a presença da bactéria Pseudomonas aeroginosa, sobretudo alguns lotes específicos de lava-roupas líquido. O fabricante, a Química Amparo anunciou o recohimento cauteloso e voluntário dos lotes contaminados, o que é procedimento normal. Isso deveria encerrar tudo, mas veio o inacreditável.

Como o fabricante é um conhecido empresário bolsonarista, os seguidores dessa corrente "ideológica" viram na iniciativa um ataque à empresa Amparo. E, a começar pela ex-primeira dama Michele Bolsonaro, iniciaram campanha em favor do consumo da marca, mesmo o dos lotes com contaminação, identificados nas gôndolas dos supermercados com o "1" fechando a numeração. E muitos adotaram esse comportamento claramente irresponsável pedindo a compra dos detergentes. A Anvisa, por sua vez, passou a apenas não recomendar esse uso condenado por medida de precaução.

É o Samba do Crioulo Doido versão eleições presidenciais!

Hoje mesmo o candidato Flávio Bolsonaro foi fazer propaganda eleitoral em Florianópolis, o que é ilegal antes de iniciado o processo de campanha oficial, e vestindo uma camisa onde se lia: "O PIX é do Bolsonaro. O Master é do Lula". Trata-se de uma inverdade deslavada, mas de que importa? E em seus discursos naquela cidade e diante do governador Jorginho Melo proclamou que vai reduzir a maioridade penal para 14 anos e endurecer o combate à corrupção, no que foi seguido pelo senador e ex-juiz Sérgio Moro. Ele só não explicou seus vínculos com o senador Ciro Nogueira e os casos de rachadinhas, compra de imóveis em dinheiro vivo, conluio com milicianos e outros casos de corrupção mais. Todos comprovados! 

Estamos às vésperas de uma campanha ileitoral na qual a verdade será assassinada e sepultada todos os dias, sobretudo nos palanques onde estiverem candidatos da oposição ao governo. E tudo será feito sem o menor pundonor, sem a menor cerimônia. Sérgio Moro, que deixou o governo Bolsonaro onde era ministrao por não aceitar nomeações para a pasta de Justiça de pessoas sem qualifificão moral suficiente, agora vê em Flávio o indivíduo capaz de acabar com toda a corrupção que assola o Brasil e sobre a qual ele e seus iguais acusadores não possuem a menor sombra de prova concreta. E ele era juiz!!!!!

Não será bom o samba desafinado que se avizinha na campanha presidencial. Hoje mesmo os comícios fora de hora, todos eles ilegais, mostraram que não vai haver limite para os ataques, inclusive à democracia. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes votou a ser achincalhado por ter suspendido a dosimetria das penas do criminosos de 2023 porque há recursos pendentes e ainda não julgados. E isso era necessário nesse momento.

Michele Bolosnaro podia beber um vidro de detergente para provar seu amor pela marca do empresário bolsonarista do coração. Isso, sim. seria uma bandeira para quem não tem nenhuma.

30 de abril de 2026

De militâncias e militantes

O plenário do Senado estava superlotado ontem à noite (foto) para a votação da recusa, por parte dos senadores, da indicaçação do jurista Jorge Messias a ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao final, para júbilo daqueles que entendem o exercício da política como embate sem limites, a indicação do presidente ao cargo foi rejeitada, coisa que não acontecia desde o final do Século XIX, durante o governo Floriano Peixoto. O placar, o presidente do Senado anunciou à boca pequena antes de ele ser colocado para todos ("vai perder por oito"). Estava encerrada a comédia na qual se transformou o exercício político no Brasil.

Coube ao senador governista Rogério Marinho explicar porque o nome de Messias foi rejeitado. Segundo ele, por ser mais um caso de "militância" do presidente Lula. Mas Marinho é filiado ao PL, o partido dos militantes do bolsonarismo no Legislativo Federal. Não reúne todos porque vários estão espalhados taticamente por legendas como Novo, Republicanos, União, PSD e outros por onde navega a fina flor do reacionarismo político brasileiro. Ora, o que é então essa militância "denunciada" agora por esse senador potiguar?

A militância é a dedicação total, quase exclusiva a uma causa, ideologia ou outro tipo de atuação política visando a mudança da sociedade. Em um ponto a gente tem que ser justo: a oposição visa mudar a sociedade. Mas de que forma? No caso específico dos militantes de Bolsonaro, quer a volta do Estado ao que era antes do governo atual, com todos os seus defeitos. E vai continuar tentando fazer isso por todos os meios possíveis e imagináveis, como houve ontem. Nesse caso, com a participação do presidente da casa, Davi Alcolumbre, um filiado ao União Brasil. Sim, eles precisam se espalhar por diversos partidos...

Se houver necessidade de outra tentativa de golpe, por que não?

O Congresso Nacional de hoje é o pior de todos os tempos. Age visando lucros, quase exclusivamente. A indicação de um ministro do Supremo Tribunal Federal é prerrogativa da Presidência da República e o nome enviado deve ser de alguém com notório saber jurídico e reputação ilibada. Só caberia ao Senado julgar isso. Mas, a começar pelo presidente Alcolumbre, ele se julga no direito de ter um candidato todo seu, de se recusar a receber em gabinete o indicado pelo presidente e também de manobrar nos bastidores para eleger "A", prejudicar "B" e ultrapassar não apenas os limites de seu poder, mas também os da decência.

Durante o governo anterior o ministro André Mendonça sofreu resistências, mas foi aprovado. Os mesmos parlamentares que hoje acusam o governo de militância, militavam em seu nome. A mulher do então presidente, Michele Bolsonaro, comemorou de maneira efusiva a aceitação daquele ministro por ser ele evangélico, e essa não era uma de suas atribuições. Aliás, não é a de ninguém. Atualmente as nomeaçoes, aprovações de leis e tudo o mais passam obrigatoriamente por "bancadas". Existem várias e agora há até mesmo a das bets, e da qual já participam 12 parlamentares, seis deputados federais e seis senadores. Esse câncer de nossa política tende a se espalhar, sem um remédio eficaz que o combata.

E hoje, na ressaca dessa decisão esdrúxula do Senado, identifico um risco: o presidente Lula nomeou algumas pessoas para cargos importantes atendendo a anseios sobretudo de bancadas como a evangélica, e ainda liberou mais verbas para criminosas emendas parlamentares. Se os políticos entenderem que essas indicações de ministros das cortes superiores de Justiça podem ser doravante um bom negócio em termos pecuniários ou de blindagem, aí então, além de termos de dizer adeus definitivamente aos critérios de saber jurídico e vida ilibada, teremos que atender a exigências ainda a sair dos esgotos da política nacional, tipo: "E aquele meu processo, como vai ficar depois?"      

25 de abril de 2026

Ensaio sobre a estupidez

 

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta" (Albert Einstein)

Einstein era judeu numa Alemanha que se nazificava. Em 1933, considerado "inimigo número 1" do Reich alemão, renunciou à cidadania de seu país, imigrou para os Estados Unidos e pode continuar a estudar e produzir ciência física até morrer. Em Berlim sua casa foi transformada em sede da Juventude Hitlerista, forma encontrada então para os nazistas combaterem a "física judaica degenerada" daquele desertor que pelo resto de sua vida lecionou no Instituto de Estudos Avançados, em Princeton. 

Ele teve mais sorte do que Dietrich Bonhoeffer (foto), que acabou sendo preso pela polícia política nazista e levado ao cárcere. Lá, seria executado pela forca na madrugada de 09 de abril de 1945, poucos dias antes de a Alemanha ser libertada do jugo nazifascista pelos exércitos aliados. Hitler não queria que seus maiores inimigos sobrevivessem à sua derrota já certa.

Mas quem era esse inimigo terrível? Um revolucionário comunista? Um "terrorista selvagem" como são chamados hoje os inimigos das atuais extremas direitas? Um membro de movimentos de insurgência anti-Israel? Um guerrilheiro treinado para tomar o poder? Não, nada disso. Era um teólogo e filósofo, além de pastor luterano, membro ativo de uma das vertentes do protestantismo. Mas cometeu o "erro" de não aceitar a ditadura alemã e lutar contra ela. Foi preso e morto. Só que antes escreveu, e muito, sobre a estupidez humana.

Ele disse, em tradução livre: "A estupidez é um inimigo mais perigoso que a maldade. Contra a maldade você pode lutar, resistir, denunciar, pode prender, porque a maldade tem uma lógica, quer algo, e como quer algo é possível se antecipar a ela. Mas contra a estupidez não há defesa porque a pessoa estúpida - e aqui vem algo importante - não é alguém com pouca inteligência, é alguém que renunciou a usar seu pensamento próprio, alguém que entregou sua capacidade de pensar a um líder, a um grupo, a um slogan, a uma ideologia barata, e depois que isso ocorre ninguém pode convencê-la com a lógica, não pode recorrer à sua razão porque ela já não tem a razão própria, mas sim a de outros que a dominam".

Por isso Hitler dominou pessoas cultas como médicos, engenheiros, professores, técnicos os mais variados, porque esses indivíduos, quando chegam ao poder, quando o ocupam muitas vezes sem imaginar que um dia chegariam a tanto, agem como autômatos e são incapazes de raciocinar por si próprias. Foi por esse motivo que no nazismo gente comum cometeu as maiores atrocidades possíveis e imagináveis. Crimes dos quais sobretudo a Alemanha hoje se envergonha. Conheci um médico, coitado, que um dia foi cogitado para ser secretário municipal de saúde de Cariacida. Ele não precisava disso, mas embriagou-se pela possibilidade e viveu aquilo como um sonho. E quem era o prefeito de então? Um homem culto, probo, de carreira respeitada? Não, não era. Era Cabo Camata, um criminoso sem princípios que depois escolheu outro medico por indicação de partido político a ele ligado.

Por isso existe Donald Trump hoje. Por isso o nazifascismo gerou Benjamin Netanyahu, um fiel executor da herança de Hitler. Ele e seus ajudantes abjuram os ditadores passados, mas são iguais a eles em quase tudo. Aqueles fizeram dos judeus os inimigos a serem aniqulados. Os sionistas atuais fazem o mesmo com os árabes e sobretudo os palestinos. Essa turba controlada e subjugada pela ideologia da extrema direita precisa ter um inimigo comum como bandeira, alguém a ser aniquilado. Uma etnia ou ideologia.

Pensemos nisso hoje, às vésperas de uma eleição decisiva no Brasil. Jair Bolsonaro, que é em tudo e por tudo filhote daqueles que desprezam os princípios constitucionais das nações, "elegeu" seu rebento mais velho, o "moderado" para tentar a presidência da República e buscar mais uma vez no golpe de Estado, no estupro da nossa democracia e na violação de todos os princípios legais que regem essa Nação um meio de chegar ao poder para torná-lo absoluto e passar por cima até mesmo do Supremo Tribunal Federal, como Trump deseja fazer nos EUA. Ainda dá para reagir. Que esse ensaio sobre a estupidez sirva para acordar a todos nós enquanto ainda é tempo.

Bonhoeffer disse que a única maneira de enfrentar os estúpidos é com coragem. Ele tinha razão!                    

23 de abril de 2026

O fanfarrão que estica a corda

Tem gente que ocupa boa parte de seu tempo para estudar o gestual de Donald Trump. As poses sentado diante de interlocutores com o corpo todo à frente na poltrona, quase saindo dela enquanto seus auxiliares ficam compenetrados atrás, o punho fechado demonstrando força como nessa foto acima, os braços para o alto como em comemoração ou então com uma dancinha ridícula. Finalmente, para evitar nos alongarmos muito, o dedo apontado geralmente em direção a algum jornalista como quem diz um "fala você agora!". Tudo isso foi estudado ao longo dos muitos anos passados como animador de auditório nos programas de TV que fazia nos EUA. Tudo rigorosamente tudo, meticulosamente estudado.

Adolf  Hitler fazia o mesmo com seu fotografo pessoal, durante os anos 1930  na Alemanha. Com todos os recursos da época, Heinrich Hoffmann usava longas sessões de fotografia nas quais o ditador alemão ensaiava várias poses que seriam depois mostradas em seus discursos diante de platéias imensas, geralmente em áreas abertas. Era o que se podia fazer então. Na foto vertical o leitor pode ter uma noção do que era o show hitlerista.


Mas notem bem esse ponto em comum entre ambos: suas aparições nunca deixavam (ou deixam, no caso atual) de ser ensaiadas. São parte de um espetáculo que visa mostrar força, poder, transmitir medo e em última análise matar também. O ditador alemão chegou ao ponto de não precisar mais dar satisfações a ninguém no age de seu poder, antes do declínio. Trump ainda tem que aceitar as regras do jogo democrático, mas as odeia. Se pudesse, destruiria todas elas. No fundo ainda vive essa esperança, mas sabe que precisa agir com cuidado e sempre cercado por párias incapazes de questionar uma única de suas ordens. Nesse ponto, como Hitler fazia.

Há um ponto não comum agora separando o ditador alemão de seu protótipo norte-americano: o primeiro jogou tudo numa aposta na qual ele sabia que ganharia o mundo caso vencesse ou seria morto se perdesse. Perdeu! Trump, não. Sabe que os freios e contrapesos da Constituição dos Estados Unidos não podem ser superados com facilidade e sente medo. Muito medo de ser derrotado e perder até a liberdade.

Agora, sobretudo e principalmente em relação às eleições de meio de mandato, quando pode perder a maioria no Congresso de seu país e virar um "pato manco", usa de toda a força possível de ser reunida para governar. Mas que ninguém se iluda: o protótipo de ditador dos Estados Unidos vai fazer o diabo para driblar a sorte, as leis de seu país e continuar ao comando do projeto de poder total. Não desistirá fácil. A extrema direita estará ao seu lado esticando a corda, ameaçando, fazendo todo tipo de fanfarronices e tentando manter o astro de televisão como chefe da Casa Branca. Ele tem ainda muito tempo pela frente para fazer ameaças ao planeta inteiro e colocar o rabo entre as pernas dizendo que venceu em todas as vezes em que tudo der errado. Seu medo maior é ouvir um "você está demitido" do povo norte-americano em novembro, como fazia na TV com os calouros.  

É irônico, mas de Brasília uma sua cópia tupiniquuim estará o tempo todo diante das TVs olhando o infinito para aprender e passar as aulas ao 01 que sonha com o Palácio do Planalto onde quer entregar depois seu País a Tio Sam. Vocês o acham moderado, democrata?  Não se iludam, o projeto dele de governo prevê corroer e destruir a democracia brasileira começando pela economia e as relações de trabalho, esfacelando o salário mínimo, os aposentados, o direito do povo à aposentadoria e quem sabe à greve também. Torçam para não acontecer.

Mas torçam votando em outubro! 

17 de abril de 2026

O lawfare como arma

 

As pessoas mais lúcidas vão concordar com essa minha afirmação: tudo o que o Brasil não precisava nos dias de hoje era viver uma crise de grandes proporções envolvendo os poderes da República. Sobretudo e principalmente Legislativo e Judiciário. Então, uma pergunta que cabe fazer é essa: o que deu na cabeça do senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, mas gaúcho de nascimento, para que ele trouxesse a público um parecer tão tresloucado de CPI do crime organizado como o que leu em plenário? É certo que a peça foi rejeitada, mas o estrago já estava feito. E que estrago!

Estamos vivendo uma fase dura do trato político no Brasil, onde o lawfare se transformou de método de trabalho para arma de combate. Essa, digamos técnica, consiste no uso estratégico e deturpado da lei e procedimentos jurídicos para perseguir e deslegitimar, podendo chegar a prejudicar ou aniquilar um oponente, seja ele político - a prática mais comum entre nós - econômico ou militar. Por aqui ele é usado dia e noite pela extrema direita política nos embates que são realizados, sobretudo nessas pré campanhas próximas às eleições.

O emedebista Alesandro era tido e havido como político equilibrado, de bom ou até fino trato. Ao longo de sua atuação no Senado, chegou a concordar em mais de 70 por cento com as propostas que vinham do atual Governo. Ficou difícil de ser entendido o fato de ele, da noite para o dia, ter elaborado um parecer sobre crime organizado no qual pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como participantes dessa mesma organização, além do procurador geral da República. Estranho, muito estranho: no relatório elaborado não constava um único nome de membro da classe política. E temos hoje no Brasil o pior e mais corrupto Poder Legislativo de todos os tempos.

Poucas coisas podem servir melhor ao País do que as comissões parlamentares de inquérito, pois elas têm o poder de levantar dados, investigar fatos e trazer à luz os problemas mais candentes do Brasil. Mas quando se transformam em armas a serem usadas contra o Estado, tornam-se mais letais que o crime organizado pretensamente combatido. E isso acontece sempre que a balança da Justiça é puxada para baixo por mãos indevidas, movidas por interesses inconfessados e em épocas nas quais é fácil produzir uma crise institucional.

Teremos pela frente eleições nas quais o jogo sujo vai ser colocado na ordem do dia. O lawfare já está sendo usado até mesmo por quem não sabe o que é isso. Tanto que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro usou como propaganda de campanha imagens de penúria e venda de ossos ocorrida nos anos de governo de seu pai, veiculadas pelo programa Fantástico e que podem ser, como estão sendo, desmascaradas facilmente. Ou seja: não se usa do menor pudor nem resquícios sequer de honra para tentar obter votos. Vale tudo. E se num quadro como esse até relatórios senadoriais podem ser produzidos e usados com objetivos pouco claros, estaremos diante de uma situação para lá de anômala.

Ontem o senador Alessandro Vieira esticou ainda mais a corda dizendo ter absoluta certeza de que a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal vai chegar. Talvez, senador, talvez. Os tribunais, da mesma forma que as demais organizações, são ocupados por seres humanos e estes carregam consigo seus méritos e defeitos. No Poder Legislativo atual esses segundos abundam graças ao baixo nível de grande parte de seus ocupantes. Vai daí, é bem mais provável que venhamos a ver legisladores de algemas. Mas isso não é o ideal.

O bom é que ao longo do dia de hoje, por iniciativa do ministro Luiz Fachin, está sendo colocada água nessa fervura. É o melhor caminho. 

8 de abril de 2026

A Justiça precisa ser mudada

"Não há nada mais relevante para a vida social que a formação do sentimento de Justiça" - Rui Barbosa.  

No Brasil a Justiça não tem o direito de falhar. Se ela perder o respeito do homem comum, do cidadão que acredita nos valores da cidadania, rapidamente se tornará pasto para os abutres.

Sempre que os meios de Comunicação mostram matérias depreciativas dos conceitos de Justiça, aqueles que pregam o fim do Estado Democrático e de Direito vibram. São eles os artífices dos golpes de Estado, os incentivadores das negações de nossos nortes como sociedade e dos tumultos como meio de chegar ao poder e mantê-lo contra todos os preceitos constitucionais hoje em vigor e cujo conjunto de valores é intenção dessa turba destruir. A história recente do Brasil mostra isso com abundantes cores nos mais diversos episódios e não apenas nos do tristemente conhecido 08 de janeiro de 2023.

Nos últimos dias têm abundado as matérias que mostram comportamentos erráticos de ministros do Supremo Tribunal Federal. Não apenas no tocante à vida ligada às suas atividades enquanto juízes na Suprema Corte, mas também nas decisões que visam proteger uns aos outros e a todos através de outras que resgardam os interesses dos poderosos. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é um exemplo disso. Dificilmente se chega a ele e também raramente os grandes meios de Comunicação o tratam da mesma forma que os demais, sobretudo os ligados ao governo federal atual. Esse ex-presidente de BC tem muito a explicar, e não apenas sobre o escândalo do Banco Master e seus filhotes.

No Brasil é triste ver o Supremo envolvido em episódios pouco claros. Ele foi um dos principais responsáveis pela intocabilidade de nossa Constituição e pela manutenção do Estado Democrático e de Direito depois dos episódios que culminaram com o 08 de janeiro de 2023. Então, ver um ministro que tem esposa recebendo milhões por serviços de advocacia prestados a gente sem honra, outro desfrutando os prazeres de resorts seus e da família, mais um com filho recém formado em Direito ganhando um dinheirão, também mais um discursando publicamente para deixar entender que não será estrela, isso quando seu discurso é a antesala dessa situação, e mais outros restringindo o acesso e a divulgação de investigações ao cidadão comum é de fazer corar. Principalmente quem sente vergonha!

Na internet, um dia desses alguém postou pergunta sobre saudade da ditadura militar brasileira. Foi assustador ver a quantidade de pessoas falando sobre como era bom andar nas ruas naquela época (sic!), que os militares só mataram bandidos, deixaram a tarefa pela metade, não tiveram coragem para impedir a posse do atual presidente, precisam voltar mesmo sem eleições e outras coisas mais. Em parte isso é fruto de ignorância, mas no maior  percentual dos discursos é principalmente resultado do reacionarismo que marca a sociedade brasileira. E esse aleijão moral nacional só pode ser transposto e tornado passado sem volta com educação e exemplo. Esse exemplo, excelentíssimos senhores ministros dos tribunais superiores, precisa vir obrigatoriamente de cima. Caso contrário o brasileiro comum, esse que está chegando agora aos bancos escolares não vai aprender que somos uma sociedade culturalmente múltipla, mas focada em valores éticos e morais que devem ser defendidos contra intempéries e agressões externas.

Justiça não é um poder seletivo ou medroso e por isso ele deve tardar o mínimo possível para não falhar justamente para aqueles que mais precisam dele. E estes estão na base da pirâmide social e não nos píncaros onde moram ministros e o poder de decisão que na maioria das vezes não olha para baixo. Por isso o intelectual Rui Barbosa, um conservador como grande parte dos brasileiros, pedia que houvesse sentimento de Justiça entre seus iguais. Dessa forma é transferida confiança e respeito a todos os inquilinos das leis que regem o País.

Ouvindo diariamente as falas dos políticos sabemos o que todos pensam e também em que limite ideológico estão aqueles para os quais tudo o que temos em matéria de cultura legal pode ser pura e simplesmente destruído. Eis o perigo: eles não querem substituir os dez ministros que hoje compõem a corte maior da Justiça, mas sim esta, que para esse grande grupo é apenas e tão somente um incômodo. Por isso precisamos refazer rapidamente a estrutura do poder reinante. Ele é necessário, mas seus vícios e defeitos podem destruí-lo e a nós também.                     

6 de abril de 2026

O sionismo travestido

A deputada Tábata Amaral, com ar de moça singela, acabou recentemente por mostrar as garras. Não pequenas, mas longas: ela é parte do movimento que desemboca no Congresso Nacional através do PL 1424/2026, alinhado a algumas normas internacionais capazes de limitar e criminalizar críticas ao Estado de Israel. Uma legislação que confunde sionismo com judaismo e tem o intuito de legitimar, como se possível fosse, os crimes de guerra hoje cometidos pelo Estado Sionista de Israel contra o povo palestino na Faixa de Gaza, na Cisjordânia ilegalmente ocupada e em outros lugares e situações.

Vamos explicar em breves palavras. O sionismo é um movimento político e ideológico surgido no final do século XIX que defende a criação de um estado nacional judeu na sua chamada "pátria ancestral", a Palestina. Isso remete os defensores desse princípio ao Monte Sião, elemento geográfico da região de Jerusalém e onde os judeus sionistas entendem que têm direito não apenas ao estado que lhes deu a ONU em 1948, mas também à expulsão de lá e todos os palestinos, que para eles não seriam parte do direito divino judaico.

Tábata e os brasileiros envolvidos nessa questão não são inocentes úteis. Na sua maior parte o grupo de pessoas faz parte do "sionismo cristão", um aleijão filosófico religioso e político constituído por imensa maioria de evangélicos combatidos pelas correntes tradicionais e que dão apoio incondicional a Israel na crença de que o retorno dos judeus à Terra Santa é o cumprimento de profecias bíblicas essenciais para a segunda vinda de Jesus à terra. E acrescento o seguinte: quem age em nome de Deus é capaz de tudo ou todas as coisas.

O sionismo, identificado na foto que abre esse artigo, não é unanimidade nem em Israel. A imagem deixa isso claro. Mas a vertente cristã do movimento encontrou terreno fértil no Brasil, como mostra a foto abaixo. E esse crescimento da anomalia judaica - sim, porque os judeus sequer são cristãos - é o que impulsiona por aqui as legiões de brasileiros vestidos com bandeiras de Isarel e dos Estados Unidos em manifestações públicas, todas elas ligadas à extrema direita política e agora adicionadas à campanha que vai desembocar nas eleições gerais de outubro, quando elegeremos o nosso próximo presidente da República.

Tábata não está agindo por conta própria. O movimento internacional pró Estado de Israel ocupa grande parte do mundo e se manifesta sobretudo nas esferas políticas dos países, pois é nelas que está o poder. Os legisladores brasileiros envolvidos com o PL 1424/2026 têm patrocínio dessas correntes, amplo apoio financeiro e, inclusive, acabam sendo diretamente responsáveis por violências cometidas no Brasil por "turistas israelenses", grande parte militares de folga, ou então por reações de setores do poder brasileiro cooptado por essa corrente como a Prefeitura do Rio de Janeiro, que no final da semana multou um estabelecimento que mostrava cartaz com restrições de atendimento lá de israelenses e norte americanos. Não há base legal para isso.

Há, sim, uma diferença imensa entre antissemitismo e antissionismo. O primeiro caso não se cultiva no Brasil. O segundo, sim, e porque esse pensamento, hoje vastamente difundido até mesmo entre as crianças de Israel, é o nazismo moderno. Em nada difere do hitlerismo que pretendeu eliminar todos os judeus. O sionismo de hoje tem intenção de fazer o mesmo com os palestinos, e já desenvolve o genocídio daquele povo todos os dias, por todos os meios.

A essência do movimento que hoje em terras brasileiras pretende tornar antissemitismo qualquer crítica que se queira fazer a Isarel esquece que naquele país os nazistas modernos criaram uma lei que permite a pena de morte aos palestinos, mas não aos outros cidadãos do país que cometam idêntico crime. Também faz vista grossa até de militares que praticam tido ao alvo contra crianças palestinas que, na visão deles, serão os "terroristas" do futuro. Isso além de inúmeras outras aberrações. O Brasil não pode embarcar nessa ação criminosa. Hoje mesmo o presidente dos Estados Unidos chamou os iranianos de "animais" e disse que suas forças armadas vão continuar a cometer crimes de guerra sem temer as leis internacionais.

Isso não é a civiliação, é a barbárie!