5 de agosto de 2026

O golpe sempre esteve em curso

 
Heráclito Fontoura Sobral Pinto (1893-1991) foi um dos maiores juristas do Brasil e certamente o mais sábio. É dele esse pensamento: "Os militares tendo proclamado a República, julgaram-se donos da República. E nunca aceitaram não serem donos da República". Sobral Pinto ganhou relevância no Brasil ao defender Luiz Carlos Prestes, líder comunista, durante a ditadura Vargas. Ele era católico fervoroso, homem com pensamento político de direita e não tolerava ditaduras ou prisões ilegais, comuns no seu país ontem e hoje.

Para esse jurista morto faz 35 anos, nossa República tem um "pecado original" por ter nascido de um ato de força das Forças Armadas e não de uma construção democrática com a participação da população. Em consequência disso os militares sempre acreditaram ter a tutela permanente sobre o Estado. Resultado em golpes só após o império: proclamação da República, congresso dissolvido em 1891, Revolução de 1930, decretação do Estado Novo, golpe civil/militar de 1964. Além desses, várias aquarteladas marcaram a história recente do Brasil, durante diversos períodos. Juscelino Kubstcheck foi quem mais sofreu com eles e que começaram com a reação à sua posse (como no caso de Lula). Posteriormente vieram a Revolta de Jacareacanga e a Revolta de Aragarças. Ele não foi deposto por muito pouco.

Hoje mesmo o Clube Militar, congregação de militares de pijama sediado no Rio de Janeiro emite nota praticamente conclamando a população brasileira a derrubar o atual governo. E faz isso porque os militares da ativa se negam a nova aventura golpista. Recentemente fizeram um jantar na sua sede carioca com a presença de um "convidado ilustre": Flávio Bolsonaro, que foi acompanhado do advogado Ives Gandra Martins, conhecido militante extremista (junção das duas fotos acima). No Clube Militar só entra gente "do ramo".

O golpe de Estado sempre esteve em curso no Brasil, mesmo nos momentos de calmaria que ocorrem ao longo dos tempos. Basta vermos a outra foto abaixo e que mostra três dos maiores jornais brasileiros estampando a mesma manchete, com todas as letras iguais, em 31 de julho último. Quem como eu trabalhou uma vida quase inteira em imprensa diária sabe que essa "coincidência" é impossível. Os jornais, grandes como a Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, os médios e os pequenos  jamais compartilham suas manchetes e principais matérias, mesmo quando é óbvio o assunto mais importante do dia. Três manchetes saírem exatamente iguais só acontece quando há um conluio entre as direções das empresas. Elas são ligadas ao grande capital, ao "mercado" e não suportam o Governo Lula. Hoje fariam e fazem tudo para impedir o quarto mandato desse presidente. Sobretudo com a ajuda providencial dos Estados Unidos.

Aliás, o governo neofascista de Donald Trump, contando com a ajuda sempre "cordial" da Argentina de Javier Milei e de Israel de Benjamin Netanyahu não esconde mais de ninguém que já interfere no processo eleitoral brasileiro de todas as formas. Autoridades brasileiras  tiveram vistos cancelados e não podem ingressar nos Estados Unidos, tarifas chantagistas tentam sufocar nossa economia, dois funcionários do Departamento de Estado que viriam ao Brasil trabalhar contra o sistema eleitoral tiveram o visto negado por nós e o embaixador norte-americano indicado por Trump depois de 19 meses de governo - e porque isso era conveniente aos planos de intervenção - ainda não teve seu "agrément" (pedido de concordância) concedido. Para retaliar, os EUA retiraram o visto de nossa embaixadora.

Nunca antes as relações entre Brasil e Estados Unidos e Argentina, que já têm mais de dois séculos, estiveram tão agredidas. A pressão e a chantagem são claras e fortes. E isso é mais um motivo para o Brasil não ceder, mesmo quando a gente sabe que nossas Forças Armadas e parcela da população são lacaias dos ianques e de seus interesses. Ontem mesmo, lendo matérias de Internet, fiquei estupefato. Alguém perguntou a um cidadão o que ele faria se os EUA invadissem o Brasil. Resposta: "não sou de soltar foguetes, mas acho que faria isso". Um povo sem dignidade está destinado a ser lacaio de interesses estranhos aos seus. O governo Trump já está saqueando abertamente as riquezas da Venezuela, condenando o povo cubano à fome e armando o governo sionista de Israel para completar o genocídio palestino na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. É preciso ao Brasil mostrar que não faz parte desse projeto criminoso da extrema direita política de controlar o mundo.

Ainda que isso nos custe muito caro!       

30 de julho de 2026

"We can do it"

Já se vão muitos anos e, se bem me lembro, foi a revista "Realidade", antecessora de "Veja", quem conseguiu imagens de um silo nuclear de algum lugar dos Estados Unidos. A gente podia ver na foto o controle da instalação, a ogiva do míssil e, na parede ao fundo, grandes, os dizeres bem mostrados: "We can do it". Sim, eles sempre puderam fazer isso, mas desde o fim da guerra fria contra a hoje inexistente União Soviética, o botão que dispara míseis nucleares capazes de destruir totalmente o mundo parecia esquecido nas paredes dos silos que ainda existem. Mas agora um homem laranja, um homem bomba chamado Donald Trump (foto acima), pode reacender o estopim da guerra nuclear. Ele tem medo da China. Muito medo. Como todo psicopata medroso, um dia acaba perdendo o controle. Eis o risco.

Os Estados Unidos são um império decadente e sabem disso. A China, um enorme país ascendente, e os Estados Unidos também sabem disso. A paranóia de Trump vê os chineses como aqueles que vão sepultar o sonho americano de dominar o mundo e esse presidente usa a ameaça e o medo como armas contra essa quase perda de status mundial. Ontem ele propôs um tal "Pacto de Sobrevivência Ocidental" como forma de evitar o seguinte: "Eles vão invadir a Europa! Estão invadindo a Europa...é uma invasão total! E o Reino Unido é o suspeito número um!. Quem se juntar ao Pacto fecha fronteiras, deporta em massa, defende sua cultura. Quem não...fica sozinho diante da invasão. E o primeiro que deve assinar é o Reino Unido...ou afunda!". Silêncio sepulcral no Salão Oval da Casa Branca.

O projeto do presidente dos EUA começa pelo domínio da América Latina. Aqui ele já tem uma presidente fantoche subjugada na Venezuela e uma figura patética ecoando seus brados a partir de Buenos Aires. Esse personagem, Javier Milei, vocifera contra a China esquecendo-se de que seu País, o maior devedor do FMI nos dias atuais, recebeu um polpudo cheque do governo chinês para poder sobreviver. Sem apoio internacional e boa coexistência com o Brasil, sucumbe. Os argentinos sabem disso e tentam alertá-lo, mas ele não quer ouvir. Prefere cumprir ordens de seu mentor maior sem olhar para as consequências. Hoje a Argentina tem hordas de sem teto pelas ruas, pessoas que entram em filas de açougues para comprar carne de burro e mais de 20 mil empresas falidas na cauda de cometa das loucuras mileianas que buscam sabe-se lá o que dos anseios presidenciais.

Para completar o caldo de cultura de mais uma loucura nacional, os argentinos acordaram hoje sabendo que por obra e graça de Milei, daqui para a frente qualquer estrangeiro que falar mal daquele país e de qualquer coisa a ele ralacionado vai ser imediatamente expulso de lá. Milhares de brasileiros moram, trabalham e sobretudo estudam em terras argentinas.   

Em um discurso no Estado do Michigan, faz poucos dias, o presidente ianque chamou de comunista (que falta de imaginação...) uma pessoa que o interrompeu chamando-o de "protetor de pedófilo" durante um discurso que fazia parte das comemorações pelos 250 anos da Independência de seu país. O manifestante foi retirado do local. Esse périplo trumpista faz parte da campanha dele para as eleições de meio de mandato, quando corre o risco de perder maioria em pelo menos uma das duas casas legislativas norte-americanas e, mais do que isso, de se tornar um "pato manco" se derrotado na Câmara e no Senado.

Em meio a tantas incertezas, à necessidade de apoiar quase incondicionalmente Benjamin Netanyahu, de encontrar um meio de encerrar a guerra no Irã e que foi iniciada por ele, de impedir a vitória da Rússia na Ucrânia e de conseguir com o Congresso mais dinheiro para gastar com armas, esse eterno candidato a fazer do Prêmio Nobel da Paz uma piada de mau gosto no plano internacional, dá voltas em torno de si mesmo tentanto encontrar o caminho que jamais construiu pois na sua vida toda ele só fez destruir. E para quem não sabe para onde deve ir ao vai, qualquer caminho serve. 

Mostra disso é o fato de que em seu governo não existe diplomacia. Tudo o que se refere a política externa é feito por um genro e um amigo, estes sim de sua inteira confiança. Eis Donald Trump! Eis o homem que pode tirar da poeira dos tempos de guerra fria as imagens dos silos nucleares dos Estados Unidos, como esse da foto ao lado, e que dormitavam em suas camas/sepulturas até a chegada desses novos tempos de distopia mundial.

Tempos capazes de gerar pesadelos como o da criação desse tal Pacto de Sobrevivência e que na verdade é a tentativa final do império decadente de manter hegemonia mundial e, mais do que isso, de rapinar riquezas naturais de países que ainda se curvam ante o imperialismo ocidental como é feito hoje de forma descarada sobretudo na Venezuela, um Estado outrora soberano e que foi sequestrado num ato de pirataria incapaz de encontrar respalto algum na legislação internacional que é seguida e respeitada pela maioria das nações exceto Estados Unidos, Isarel e outros poucos e que não pretendem modificar, mas sim subverter a ordem mundial para a criação de um sistema no qual o termo liberdade vai estar intimamente ligado somente ao apoio total, incondicional, ao que a extrema direita entender como correto.

We can't do it!      

                     
 

28 de julho de 2026

Fantoche de fraldão

Quando eu era criança, gostava de ver teatro de bonecos. Havia no clube, na escola e mesmo nos treatros que apresentavam peças infantis. Os bonecos eram fantoches manipulados por artistas que ficavam escondidos na parte de trás daqueles pequenos palcos fazendo a festa acontecer. Muito divertido! Uma vez, no clube do qual meus pais eram sócios, o chefe de uma daquelas companhias explicou para todos que no início era difícil manipular os bonecos. Mas depois, com a experiência e o domínio cênico, "nossos bonequinhos fazem o que a gente quer. E ainda ficamos olhando a performance deles". Javier Milei é o fantoche de Donald Trump. E, ao que se conta e se viu em São Paulo (foto do boneco), usa fraldão.

O problema dele é não saber o que deve diferenciar um presidente da República, mesmo em atividade privada, de um exibicionista de botequim. Não disseram ao sujeito que um presidente jamais deve se referir a outro, sobretudo na casa deste, como "presidiário" representando um candidato a presidente cujo pai cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, dentre outras coisas. E nem chamar um ministro de uma Suprema Corte de "lixo careca" quando ele não seria capaz de dizer isso de um membro de seu Judiciário. Mas como fazer esse tipinho qualquer entender tal espécie de coisa se ele é capaz de fazer inúmeros discursos em sua terra e sempre terminando a fala com um sonoro "carajo"?

Milei veio ao Brasil em atividade privada sem comunicar seu deslocamento ao Governo Federal de nosso país. Mas ele não sabe o que é protocolo... Também usou jato oficial do governo argentino e diplomatas seus numa atividade totalmente irregular. Mas foi recepcionado pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro e pelo governador de São Paulo Tarcísio de Freitas que sabiam ser tudo isso estranho e ainda assim permitiram e incentivaram a performance mileiana com tapete azul na entrada do Palácio dos Bandeirantes em substituição ao tradicional tapete vermelho. Talvez Freitas não saiba, mas essa cor é usada oficialmente há séculos por significar poder, nobreza e honra e não o comunismo.

Seria essa palhaçada apenas mais uma aberração sem sentido de Javier Milei se os desdobramentos não pudessem ir muito além disso. Mas podem. O Mercosul vive hoje um excelente momento de crescimento de atividades econômicas entre países sul-americanos que podem vir a ser afetadas por essa patacoada. A União Europeia e os asiáticos esperam seriedade de seus parceiros e não esse tipo de coisa. Além do mais o intercâmbio econômico entre Brasil e Argentina é muito grande, importante para os brasileiros e quase vital aos argentinos. Não deve e não pode ser afetado por atos irresponsáveis cometidos por um chefe de estado incapaz de compreender onde está, quais devem ser seus limites e suas responsabilidades.

Ao longo de dois séculos Brasil e Argentina enfrentaram momentos difíceis, mas nunca, nem nas épocas das ditaduras chegou-se a esse ponto. Jamais um argentino ou um brasileiro, na Casa Rosada ou no Palácio do Planalto, xingou o outro. O ponto (de não retorno?) é alcançado agora e graças à interferência nefasta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e de seu secretário de Estado, Marco Rubio, que precisavam de mais um fantoche sul-americano para continuar a obra de tentar tornar toda a América Latina um quintal dos Estados Unidos e por onde a extrema direita possa desfilar sua ira incontida na busca de rapina. Na Venezuela já está sendo roubado o todo o petróleo possível no ato de pirataria confesso mais absurdo de que se tem notícia. No Brasil há muito mais a pilhar.

Por enquanto chamamos de volta o embaixador em Buenos Aires. Se a crise escalar por obra e graça de Milei, usando fraldão ou não, desgraçadamente vai ser preciso ir mais adiante. Pelo bem de nossos países isso não pode e não deve acontecer. Tomara a reação contrária sobretudo entre os argentinos possa frear o ímpeto desse fantoche circense.

26 de julho de 2026

Universos paralelos

Acompanhar o noticiário político dos últimos dias tem sido um exercício de paciência, sobretudo e principalmente para com a análise dos universos paralelos de alguns candidatos à presidência da República. Ronaldo Caiado se confirmou hoje falando da excelência de seu trabalho em Goiás, mas se esquecendo de que é um dos pais da UDR, a União Democrática Ruralista, que caçou os membros do MST em seu Estado representando unicamente os interesses do grande latifúndio do qual ele orgulhosamente faz parte e impedindo a reforma agrária. E nunca nutriu interesse algum por pobres e deserdados. Problema de memória, claro.

Flávio Bolsonaro, ontem, fez parte de um espetáculo chulo de desrespeito ao Brasil, permitindo que o desqualificado presidente argentino Javier Milei agredisse nosso país em solo brasileiro, dentre outras coisas chamando um ministro do Supremo Tribunal Federal de "lixo careca" e o presidente de "presidiário". É inconcebível isso acontecer em evento oficial e de política interna brasileira entre dois países que mantêm relações diplomáticas, são vizinhos e possuem um longo histórico de relações comerciais e de amizade. Ainda mais com o convidado recebendo a mais alta condecoração do governo paulista para cometer tal desatino de baixo nível. O Itamarati já respondeu convocando a Brasília seu embaixador em Buenos Aires. 

Esses episódios não foram capazes de impedir o presidente Lula de dar longa entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post (foto da capa) e na qual ele explicou o cerne da posição do Brasil diante do tarifaço do governo Trump às importações brasileiras. Pela primeira vez na história, tarifas de importação são usadas como armas contra nações amigas. No caso específico da América do Sul, a não ser que se trate de um estado vassalo, capaz de dizer "sim" a todas exigências dos EUA, como mostra a imagem abaixo, de uma das declarações do presidente brasileiro ao jornal norte-americano.

Teremos daqui para a frente uma das campanhas políticas mais agressivas e mentirosas de todos os tempos no Brasil, e isso graças ao fato de que o presidente atual se candidatou à reeleição naquela que será sua última campanha política de uma longa vida de atividades, sobretudo executivas. Ele já é alvo preferencial de todos os demais candidatos e tanto seu nome quanto a sigla partidária à qual pertence devem se tornar motivo de agressões as mais variadas. Um dos temas será tentar colar nele e em seu partido a pecha de estarem a serviço do crime organizado e da corrupção, o que não encontra respaldo na realidade dos fatos. E fatos são fatos. Não se deve agredí-los.

A raiz desse tipo de fenômeno, se é possível chamar por esse nome, está  a Casa Branca onde o atual presidente desrespeita todo mundo, bombardeia países, mata cidadãos inocentes e tenta desqualificar instituições caras à civilização como é o caso do Tribunal Penal Internacional, a ponto de o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarar claramente ter pedido ao Secretário de Estado Marco Rubio para que os EUA rompam com o TPI, que nem ele nem seu país reconhecem. Netanyahu, sempre fica bem explicar, é um criminoso internacional sionista, massacrador de palestinos e outras nacionalidades, defensor da "Grande Israel" e que sente prazer em ver morrerem os "inferiores". Como fez Hitler...

Seu ídolo Trump, que defende para si o Prêmio Nobel da Paz (supremo deboche!), já brincou até de ser candidato a novo mandato presidencial, embora sabendo que tal coisa é expressamente proibida pela Constituição de seu país. Mas esse tipo de código legal sempre foi um impecílho para os projetos de gente como ele, o presidente de El Salvador, o da Argentina e tantos outros mais espalhados pelo mundo afora e que talvez se julguem acima do bem e do mal. Principalmente do bem. Esse presidente ianque, capaz de rir da morte dos outros e debochar do roubo das riquezas naturais de Venezuela, deve se inspirar em um compatriota seu, já morto e que era autor de pensamento digno de ser registrado no fechamento desse artigo:  "Você consegue muito mais com uma palavra amável e um revólver do que somente com uma palavra amável" (Al Capone). 

23 de julho de 2026

A arte de jogar sujo

É coisa de família jogar sujo e contra a democracia o que os Bolsonaros fazem insistentemente no Brasil. Da mesma forma é do estilo de Donald Trump fazer o mesmo nos Estados Unidos. Os dois sentem cheiro de derrota nas eleições que se aproximam e agem como é de praxe para a extrema direita política no mundo todo, tentando desacreditar suas democracias. Mais: agem de modo a buscar atingir as instituições de seus países para justificar uma derrota depois com o discurso de que resultados foram fraudados. Na foto acima, Flávio Bolsonaro fala a diplomatas colocando em dúvida as urnas eletrônicas do Brasil e repete a receita de seu pai, derrotado nas eleições de 2022.  Fórmula vencida!
Um advogado judeu que viveu o início do nazismo na Alemanha, Ernst Fraekel escreveu o livro "O Estado Dual" e no qual ele explica como o nazifascismo funciona e não é eliminando o direito, mas sim o utilizando como instrumento de poder. Na Alemanha havia o Estado Normativo e dentro do qual contratos, empresas e burocracias continuavam a funcionar normalmente. Do outro havia o Estado de Prerrogativas onde o poder agia sem limite algum, com violência, supendendo direitos e perseguindo inimigos. Essa é a combinação ideal para a corrente política e sua receita para parecer democrática.
Portanto, o fascismo moderno não chega destruindo eleições, agredindo abertamente institituições seculares, mas sim esvaziando tudo o que existe por dentro delas. A tirania moderna não prega a derrocada das democracias, mas sim as mantendo com tribunais e tudo o mais. Mas as corrói por dentro. Isso permite a ela se legitimar perante grande parte das sociedades com uma aura de normalidade, de democracia. Por isso às vezes a gente ouve que durante a ditatura militar brasileira somente aqueles que eram cooptados pelo extremismo adversário pagavam o preço. Eram os que contestavam o regime.
Foi Benito Mussolini, ditador da Itália, quem criou o lema "Deus, Pátria, Família" para efeito de convencimento. Aqui no Brasil a extrema direita, via Jair Bolsonaro, acrescentou um "Liberdade" para se aproximar mais do conservadorismo. Mas essa liberdade só lhes serve enquanto submissa, enquanto apoiadora do regime político. Saiu de suas fronteiras, deixa de existir. Na verdade é uma farsa. O mesmo acontece com as instituições.
É difícil saber se Flávio Bolsonaro tem arcabouço intelectual para agir como age por convicção ou se é manipulado como em um teatro de bonecos. Mas sabemos todos tratar-se de um gangster capaz de tudo pelo poder. De uma coisa ele e seus próximos entendem sobremaneira: da arte de jogar sujo como fazem manipulando fatos através da mentira.
Esse é o risco maior. Ontem eu estava no cinema vendo "A Odisséia" e através das crenças e mitos da antiguidade é possível ver como são perigosos os cantos das sereias. Às vezes é preciso que a gente se amarre aos mastros de nossas convicções para não nos deixarmos levar por elas e nos atirarmos ao mar. Milhões não conseguem fazer isso.
Estamos próximos das eleições mais importantes do Século XXI e é preciso pensar nisso. Saber o que queremos para nós. Tanto aqui quanto nos Estados Unidos o canto das sereias pode nos levar ao encontro do novo nazifascismo travestido de democracia. O dano que isso vai provocar é inimaginável, caso tenha sucesso. Mas devemos apostar que as sereias serão desnudadas e colocadas de lado por uma parcela majoritária das sociedades. Tomara!   

17 de julho de 2026

Reciprocidade, sim!

Sim, é preciso usar nossa Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos pela primeira vez na história, e fazendo agora. Não é mais possível a nosso país ver com passividade a sequência de atos atentatórios à soberania nacional brasileira praticados desde a posse na Casa Branca do atual presidente Donald Trump (foto) e seu séquito de extremistas políticos de direita, dentre os quais se destaca o Secretário de Estado Marco Rubio. É preciso dar um basta a isso tudo, mesmo mantendo as negociações atuais.

O que acontece é que estamos sendo vítimas de uma tentativa clara de interferência político/ideológica nas eleições de outubro próximo, ao mesmo tempo em que o governo dos EUA protegem sua economia e tentam privilegiar políticas e empresas norte-americanas no Brasil sob a camuflagem de acusações comerciais diversas. E falsas.

Basicamente os Estados Unidos querem três coisas do Brasil: o PIX sendo equiparado às bandeiras americanas do Visa e do Mastercard, a abertura de nosso mercado ao etanol deles e moratória de quatro anos para tributos e multas de plataformas digitais. É o principal. Nada disso se pode negociar. O PIX é sistema público e para pessoas físicas não há cobrança de tarifas na maoiria dos casos. Tarifas existem só para pessoas jurídicas ou em transações com fins comerciais. Além disso, elas são pequenas.

Equiparar esse sistema nosso aos cartões bancários dos EUA para eles competirem em pé de igualdade só seria possível com a cobrançs de tarifas iguais às deles, pois seu sistema é privado e não faz transferências sem custo. Então essa equiparação anularia o caráter social que levou à criaçao do nosso sistema e que hoje beneficia milhões de brasileiros.

Deixar o etanol dos EUA entrar aqui como eles desejam poderia matar todo o esforço de manutenção do Programa Pró Alcool, criado para incentivar os veículos bicombustíveis nacionais. Finalmente, moratória de multas e de tributos para plataformas digitais somente as manteria ao largo das leis brasileiras que elas insistem em desconhecer, obrigando sempre a nossa Justiça a intervir para fazer com que cumpram a legislação. Nada disso é aceitável.

O Secretário de Estado mente quando fala que o Brasil age de má fé nas negociações. Isso não é verdade. Foram mais de 30 reuniões para tratar do problema, sem resultado algum de caráter técnico. E tal situação decorre do fato de que o lado técnico não importa, mas somente tentar pressionar politicamente o Brasil. Temos um déficit comercial de 7,5 bilhões de dólares no comércio com os Estados Unidos e tal fato sequer foi colocado na mesa.

As demais alegações igualmente são insustentáveis. Dizer, por exemplo, que o atual governo incentiva o desmatamento ilegal e o trabalho escravo é agredir a verdade. Tudo o que o atual governo fez ao longo dos anos foi lutar pela redução do desmatamento e o combate a outras práticas criminosas, como é o caso do garimpo ilegal que era largamente aprovado pelo governo anterior e gerava até mesmo uma grnade série de homicídios. Indígenas chegaram a morrer de fome nas reservas abandonadas pelo Estado durante quatro anos seguidos.

Ontem o vice-presidente Geraldo Alkmin e ministros do governo deram entrevista coletiva ao final do dia e explicaram todos os pontos da questão (segunda foto). Nada ficou sem ser focalizado. Portanto, cabe ao Brasil esperar pela concretização das ameaças dos Estados Unidos para tomar medidas de reciprocidade que nada serão além da defesa de nossos interesses sobretudo comerciais. E também cabe encaminhar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), órgão necessário em situações esdrúxulas como essa. A defesa intransigente dos interesses nacionais está acima de tudo hoje e sempre.

Também ontem à noite, em Washington, o presidente Trump falou longamente sobre as eleições de 2020 e disse - sem provas, sempre - que a China interferiu no pleito norte-americano. Ele pretende, com uma ordem executiva, interferir nas eleições de meio de mandato de seu país. Para a extrema direita não basta querer fazer outros países vassalos seus porque é preciso também destruir sua própria democracia interna. Portanto, é preciso estar atento e forte porque o golpismo sobrevive a cada esquina e a América do Sul foi eleita para ser seu quintal. Reciprocidade, sim!      

15 de julho de 2026

O Congresso Tiririca

O presidente do PL, Waldemar da Costa Neto, em entrevista longa dada ontem à Globo News explicou (sic!) como funcionam as emendas parlamentares do Brasil que já alcançam R$ 50 bilhões anuais e tendem a aumentar ainda mais tal é a voracidade dos políticos sobre o orçamento da União: o deputado Tiricica (foto) não tem como usar tudo a que tem direito por não possuir votos junto a prefeitos. Só possui "votos de opinião" e então Waldemar, presidente do PL, envia aos prefeitos que só ele sabe quem são o dinheiro do meu, do seu, do nosso imposto para que Tiririca possa usar tudo em benefício próprio ou de terceiros para ser gasto sabe-se lá como. E presidentes de partidos não podem destinar emendas.       
 A figura de linguagem "voto de opinião", mais uma criação da anomalia política brasileira ligada às emendas, está lançada. E Tiririca é um retrato aproximado do que é o Congresso Nacional de hoje: está ao final de seu terceiro mandato, com mais de 15 anos de Câmara e raras são as pessoas que conhecem iniciativas suas. Há registros: isenção pedágios para materiais de circo, isenção de taxa de Enem para doadores de sangue e isenção de contas de água e luz para circos. Que maraviha! Tiririca, claro é (ou foi) de circo.
Aos 61 anos de idade sabe que pode não se reeleger e não deve querer voltar ao picadeiro. Usa então emendas parlamentares via presidente de partido para tentar obter votos. Isso sedimenta uma nova anomalia na política brasileira: a perpetuação de políticos ou seus descendentes nesses cargos públicos, repetindo mandatos quase indefinidamente, o que impede a renovação do exercício dessa atividade no Brasil. E o orçamento da União é hoje usado largamente não apenas para que prefeitos e governadores possam se manter nos cargos ou fazer sucessores, mas também para que não detentores de mandatos utilizem essas verbas públicas à larga.
Ontem Waldemar do PL deu entrevista como se estivesse fazendo alguma coisa absolutamente normal ao usar tal dinheiro tal qual fosse operador dele. E falou com a convicção de que vai seguir em frente mesmo com a reação do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que pretende frear isso. E precisa fazê-lo porque para a classe política, como dizia um antigo programa de TV já faz muitos anos fora do ar, "O Céu é o Limite". Eles vão seguir em frente sequestrando o orçamento até que um poder maior os detenha ou então que o eleitor se canse disso. Que o eleitor diga "basta", "chega", "não pode mais". Mas até lá a farra continua, pois outra forma de o orçamento ser secreto já foi encontrada.
Faço aqui então uma sugestão: ontem o Congresso aprovou a Pauta Bomba, que vai destinar uma boa montanha de dinheiro a agentes de saúde e outros para que estes tenham aposentadoria especial por causa da natureza perigosa de seu trabalho. Mas não há de onde esse montante ser retirado para cobrir o rombo do orçamento. Ou será que há? Basta que seja retirado do total das emendas parlamentares e não do INSS, já com deficit grande. Ora, se nossos deputados e senadores gostam de fazer bondades, que as façam com o "seu"dinheiro. E não vão comprometer nem a metade da bolada de todos os anos.

9 de julho de 2026

O agro e o saque do Estado

Quem acompanha os noticiários que falam sobre o chamado agronegócio do Brasil sabe que os grandes latifundiáros nacionais saqueiam o Estado já faz um bom tempo. Eles realizam encontros como a Conforto Experience, em Nova Crixás (GO) a feira Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT) ou em mega fazendas. Vão a essas "reuniões de trabalho" em dezenas de aviões executivos (foto acima) e lamentam as safra que dão pouco lucro.

Então decidem assaltar o Estado com a tomada de dinheiro público via Plano Safra. E a chamada bancada ruralista pressiona o Congresso - agora por intermédio do Senado - para aumentar a cada ano o repasse de dinheiro a esses enpresários. Uma bolada imensa. A coisa funciona assim: investem apenas dinheiro do contribuinte e só pagam os emprestímos se lucrarem muito. Jamais investem seus lucros, que só viram luxos como aviões executivos.

Os lucros são privados. Os prejuízos, públicos.

Agora mesmo discute-se o próximo Plano Safra, que vai atender aos novos plantios. O governo imaginava dar ao setor uma ajuda extra subsidiada para aqueles que tiveram prejuízos imensos contabilizados por causa das enchentes que atormentaram o sul do Brasil recentemente. Mas todos querem o mesmo: dinheiro do contribuinte para quase literalmente não pagarem. E só o agro tem isso. Para os outros setores investimento é risco assumido.

Eles foram ao Congresso, à sua base parlamentar, para pressionar por uma nova pauta bomba que vai custar cerca de R$ 80 bilhões aos cofres públicos sem que haja fonte de receita definida para a cobertura dessa montanha de dinheiro fácil. Ou seja, eles ficarão ainda mais ricos à custa do contribuinte, sobretudo dos que ganham pouco. E a bancada ruralista já está de braços dados com o presidente do Senado, David Alcolumbre, que usa seu poder de Presidente do Congresso para prejudicar o Brasil em tudo e por tudo. Ele não gosta do epítero, mas é o comandante em chefe do Congresso Inimigo do Povo.

Aliás, há um aleijão legislativo vigorando no Brasil de hoje. O Congresso Nacional não é mais formado por partidos políticos, que são a base da democracia representativa, mas por frentes de interesses empresariais diversos. São as bancadas! Além da ruralista, há a da bala, a evangélica ou da bíblia e outras menos votadas. Recebem o apelido de Frentes Parlamentares e todas têm interesses defendidos por centenas de lobistas que lá estão todos os dias. Estes também são chamados de profissionais de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) o consultores em advocacy. Nome charmoso?

Atualmente se arregimentaram tanto que o PL do Lobby (2014/22) já está na Comissão de Constituição e Justiça pronto para virar lei por obra e graça da proposta de um deputado do PT. Ou seja, essas pessoas que servem como intermediárias do grande capital para defender a eles e sempre que possível passarem ao largo do interesse público agora serão profissão de profissão definida por lei. E terão mais facilidade para chegar até gente como Alcolumbre para confiscar o dinheiro do Orçamento da União da forma mais leviana possível. Como o Orçamento secreto e as milhares de emendas parlamentares através das quais nossos suados impostos são desviados para os esgotos do país.

Os argumentos? Todos eles carregam no PIX!             

 

7 de julho de 2026

A derrota da ética

Se o jogador tem a oportunidade de cobrar um pênalti faltando dois minutos para o término do tempo de acréscimo de uma partida decisiva e até então perdida por 2 a 0, manda a inteligência que ele pegue a bola, defina a cobrança e bata logo. Se fizer o gol deve correr em direção onde a bola entrou, pegar, levar também correndo para o meio de campo e esperar ansioso que o árbitro reinicie a partida. Se seu time tiver a chance de empatar e provocar uma prorogação será em um único lance. Não mais do que isso.

O Brasil perdia por 2 a 0 da Noruega domingo nos Estados Unidos e precisava ganhar para chegar às quartas-de-final da competição. O técnico Ancelotti colocou Neymar no time quando o placar ainda estava em 0 a 0 e perdeu uma das suas marcações altas porque o atacante que entrou não marca ninguém. E jogou para ver Haaland fazer 2 a 0 para sua equipe, jogando sem quem pudesse marcá-lo com eficiência. Ele geralmente só precisa de uma bola para decidir um jogo e nós lhe demos duas. Demos mais: demos a indignidade e falta de ética de um jogador em fim de carreira que não sabe perder e, em vez de cobrar logo o pênalti, ficou provocando o goleiro adversário que reagiu rindo dele (foto). Afinal, não iria sujar a linda vitória de sua equipe lutando contra uma figura patética como Neymar.

Haaland (dizem que a pronúncia é Hôlan) recentemente usou quase oitocentos mil dólares de dinheiro ganho jogando futebol para comprar um livro de mais de 500 anos, extremamente raro e que conta parte da história do então reino norueguês hoje monarquia constitucional com democracia parlamentar. Em seguida doou o exemplar à bilioteca pública da região onde nasceu. Deu aos moradores de seu país, sobretudo estudantes, a oportunidade de lerem a história norueguesa contada por quem participou dela no passado. Isso reforça o nacionalismo saudável e endereça a garotada ao amor pela leitura.

E Neymar? Consta que ele comprou um relógio de cerca de um milhão de dólares, pensa em trocar seu avião por outro maior e também comprar um novo iate. Recentemente foi pergundado a ele se lia autores brasileiros. Resposta: "Não porque são todos comunistas". Pela parte que me toca, muito obrigado. Neymar saiu de campo dando vexame e chutando um adversário depois da derrota. Os noruegueses saíram orgulhosos pela vitória  e em momento algum fizeram pouco de seu adversário que, por sinal, admiram.

Não é impossível ao Brasil voltar a trilhar os caminhos das vitórias no mundo do futebol. E nos demais também. Mas antes disso alguns jogadores terão que se tornar homens de verdade. Somente depois vai ser possível voltar a revelar craques como fazíamos no passado, na época em que nosso futebol chegava aos mundiais como favorito. Deixamos isso para trás na cauda de cometa de uma infinidade de erros, casos de corrupção, malversação de dinheiro público e outras coisas mais. A solução, hoje, é ver a Copa do Mundo dos Estados Unidos à distância e sem nos deixarmos contaminar pelos arroubos trumpistas que fazem do futebol uma panacéia. Ele também é um  atraso para o esporte e o mundo.

Faltam quatro anos para um novo sonho de Copa do Mundo. Resta esperar com a certeza de que há muito por fazer. E então fazer tudo.      

2 de julho de 2026

Associação inevitável

Quando a gente fala do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, geralmente tem a intenção de associar o nome e a figura dele a uma foto como essa ao lado, que o mostra com cara de idiota e abraçado a uma bandeira de seu país. Mas isso está longe da realidade. Montado na maior e mais mortífera máquina de guerra do mundo moderno, o  cruel fascista norte-americano tem o poder de destruir o mundo. Só não o faz porque isso significaria derrotar também seu projeto de poder absoluto e voltado ao grande capital internacional. Tanto sangue derramado seria ruim até mesmo para os negócios...

Somente depois que entrou na presidência dos EUA Trump viu suas empresas faturarem mais de 2,2 bilhões de dólares, o que representa cerca de estratosféricos R$ 11 bilhões. Principalmente em criptomoedas facilitadas pelos atos que pratica na Casa Branca. Está muito distante dos presidentes anteriores a ele que, chegando ao poder, procuraram se fastar ao máximo do mundo dos negócios. O com cara de doido, não. A presidência para ele é negócio privado. E precisa ser muito lucrativo, coisa de família.

E é privado também o fato de que governa para os amigos, contanto estejam estes associados à sua maneira de pensar. Agora mesmo, quando a Suprema Corte do seu país recusou-se a permitir que ele tirasse cidadania de pessoas nascidas lá, qual foi a reação? Vai tentar lutar para mudar a Constituição. Afinal, se ela não existe para servir a ele, não serve para existir como está. E é assim com todos os projetos modernos de ditadores da atual extrema direita mundial. Nós nos lembramos sempre de Bolsonaro, não é?

No que tange ao Brasil o presidente ianque tem dois objetivos: ajudar a nossa extrema direita política a voltar ao poder e derrotar o PIX, uma invenção brasileira apoiada e engrandecida pelo atual governo, mas que contraria interesses de bandeiras de crédito como VISA e Mater Card. Onde já se viu isso? Trump sabe que não vai tocar no PIX com Lula no poder, mas sabe que fará do Brasil seu quintal se um Bolsonaro ou um primata tipo Romeu Zema chegar ao Planalto. Daí a escolha é simples, rápida e rasteira.

O Brasil não pode ceder e ainda é preciso que os brasileiros que amam sua bandeira nacional promovam uma campanha para que Flávio Bolsonaro, seu irmao Eduardo e todo o restante da quadrilha que tenta vender o Brasil a uma potência estrangeira sejam responsabilizados na Justiça por isso. Num outro país, o que inclui os Estados Unidos, estariam todos presos. Mas os EUA de hoje, além de apoiar esse tipo de gente, ainda permite que seu território se torne coito de bandidos. Depende de para quem esses bandidos torcem...

Trump não está pensando em combater o terrorismo, mas sim quem contraria seus interesses. Nem em defender a democracia porque, se fosse assim, não seria parceiro da Arábia Saudita e de El Salvador, antros de ditaduras de extrema violência. Seu objetivo é fazer da América do Sul um potentado norte-americano, com todos os governos sendo de direita ou extrema direita e, sobretudo, dóceis a ele e a seus projetos. Atualmente quem está atrapalhando é o Brasil - o maior país sul-americano - e o México, vizinho dele. Agora Trump vai tentar parar os dois, intervir em eleições e atacar a economia desses indóceis.

É preciso os brasileiros decidirem para onde querem ir. Se pretendem ter um país soberano devem lutar por essa soberania, pois atacar a economia brasileira também atinge a dos EUA. Mas se querem ser quintal de uma potência estrangeira, vendo o saque de sua economia como está sendo feito com o petróleo da Venezuela, basta fazer isso nas urnas. Quem tem honra, dignidade e vergonha na cara não vai traçar um caminho como esse. Aliás, quem tem honra, dignidade   vergonha na cara não promove guerras familiares de baixo nível disputando espólio político de presidiário condenado por ser culpado de tentativa de golpe de Estado como acontece agora, e a céu aberto, nas entranhas do esgoto bolsonarista de Brasília. 

29 de junho de 2026

Tigrinhos que matam

Existem alguns tigrinhos que matam. Que tomam todo o dinheiro dos incautos. Que levam à falência, dentre outras coisas. Ou à morte, como já aconteceu mais de uma vez no Brasil, uma delas com um cidadão que conseguiu torrar R$ 109 milhões em um único dia nos jogos online e depois tirou a própria vida ao ver que havia arruinado a si e a seus familiares. Os jogos online, todos eles e não apenas o Trigrinho, são um câncer que colocamos em nossas vidas com a ajuda do ex-presidente Michel Temer e do Congresso Nacional.

O pior de toda essa tragédia representada pelos jogos online, também chamados de BETS, é que eles são uma isca para os mais desesperados por dinheiro e que acreditam na hipótese de ficarem ricos jogando nesses cassinos virtuais. Não vão ficar. Pior do que isso, o mínimo que pode acontecer é irem à falência e levarem todos os entes queridos junto, o que certamente provocará a dissolição da célula familiar. Tive três experiências nesse campo e posso relatar como foram elas. Não é coisa bonita.

Na primeira eu estava em Vina Del Mar, no Chile, e fui jogar no Cassino Municipal, situado num prédio histórico numa região belíssima. É um prédio de 1930. No hotel fui instruído a levar somente o passaporte e uma nota de cem dólares. Nenhum cartão de crédito. Aceitei a opinião e essa foi minha sorte. Na entrada acabei "premiado" com um copão de uísque e um pratinho de sal com uns poucos amendois. Dá uma sede danada! Troquei minha nota de cem dólares e joguei na roleta e nas máquinhas de caça níqueis. Essas caçaram todos os meus últimos. Fiquei lá tempo suficiente ver pessoas gastando fortunas e uma senhora sair chorando, certamente pelas perdas. Lembro-me de que em função do ambiente, cheguei ao final a tentar pegar um cartão de crédito no bolso. Felizmente estavam no hotel. Fui embora apenas sem a minha única nota de cem dólares.

A outra experiência foi em Guarapari, no Hotel Coronado. Lá funcionava um cassino ilegal dirigido por um "banqueiro" de bicho famoso e que foi deputado estadual aqui no Espírito, quando da construção do prédio atual da ALES. Vi um leiloeiro do Rio de Janeiro que tinha voado para cá com todas as despesas pagas, perder uma verdadeira fortuna na roleta. Peguei meu amigo, que havia me levado para lá, e o retirei do lugar enquanto ele ainda tinha as calças. Pagou a dívida em cheque que o "banqueiro" depois devolveu com um "Porra, Fulano!" Esse "Fulano" era uma pessoa de certo destaque no Estado. 

Na terceira vez - não estou colocando por ordem de datas, pois não me recordo dos anos em que os fatos se deram - visitei com outro amigo o cassino que funcionava no Hotel Porto do Sol, em Jardim Camburi. Havia lá pelo menos uns quatro representantes do nosso desqualificado Congresso Nacional, de Brasília, e que haviam voado para cá com algumas "assessoras". Eram deputados e um senador que torraram fortunas do meu, do seu, do nosso dinheiro. Uma das "assessoras", mais rodada, virou-se para outra, bem jovem, e disse: "Largue disso, meu amor, você é nova e bonita". Ouviu da outra de volta: "Para que isso, colega? Somos passageiras do mesmo barco".

Todo mundo naquela época sabia que os dois cassinos funcionavam normalmente, embora tudo fosse ilegal. E quando digo todo mundo era quase todo mundo mesmo. Ao que me consta a Polícia não passava por lá e, creio, devia ser por fata de GPS... Hoje, via internet, milhares estão tendo as vidas destruídas, perdendo bens que foram adquiridos ao longo de décadas de trabalho duro e ainda não há uma reação mais dura por parte do Estado, pois a reação maior e contrária vem justamente do pior Congresso de todos os tempos, esse eleito por nós. Os parlamentares deveriam estar a postos lutando pelo Brasil da mesma forma como poucos lutam contra a escala 6X1, mas qual nada! Uma boa parcela deles está nos Estados Unidos vendo os jogos da Copa do Mundo como o nosso dinheiro suado.

Mesmo assim lutemos para derrotar as BETS. Todas elas. Já levaram, segundo cálculos sérios, cerca de R$ 3 bilhões só do Bolsa Família. É crueldade extrema! Pior de tudo: engordam o caixa das grandes empresas de Comunicação e de muita gente famosa, grande parte trabalhando em TV e que faz propaganda rasgada dessas "empresas". E a propaganda tenta passar a culpa por todos os danos às vítimas: "Jogue com responsabilidade!" Dá vontade de encerrar o artigo com um sonoro palavrão em caixa alta.

25 de junho de 2026

O significado da vida


É abribuída ao poeta e filósofo indiano Rabindranath Tagore a seguinte citação: "Aquele que planta árvores, sabendo que nunca se sentará à sua sombra, ao menos começou a compreender o significado da vida". O que tem de bom esse pensamento do homem da foto ao lado e que morreu aos 80 anos de idade em 1941? Ele disserta sobre altruísmo, legado e desapego, assuntos que não estão ou nunca estiveram ao alcance do entendimento de gente como o "bispo" Edir Macedo, o "banqueiro" Daniel Vorcaro e centenas ou milhares de outras pessoas que habitam o dia-a-dia do Brasil de hoje. Elas nunca pensam, por exemplo, em que legado deixarão aos seus descedentes. Ou será que viveram por isso?

Às vezes parece que sim, porque o presidiário Jair Messias Bolsonaro fez de seus quatro filhos clones seus. Sobretudo na falta de ética, na não existência de altruísmo em seus atos e em jamais terem se imaginado como sendo obrigados ao desapego em momento algum da vida. Essa é uma doença grave que atinge a humanidade de hoje, tanto no Brasil quanto em grande parte dos outros países como os Estados Unidos, por exemplo.

Por que o cidadão Donald Trump considera como vitórias suas ter ele pretensamente interferido nas eleições de oito países da América do Sul? E por que para ele é importante, aos 80 anos de idade, roubar - e esse é o termo exato! - as riquezas naturais de outros países também pretensamente para enriquecer sua nação? É mais correto pensar que ele deseja morrer deixando a seus descendentes séculos de vida mansa montada em milhões de dólares ou então poder suficiente para que estes multipliquem ainda mais seus bens. Vejam que o séquito dele em viagens é sempre formado pelos donos das maiores fortunas do mundo.

E Benjamin Netanyahu difere deste em quê? Somente talvez no tamanho da fortuna, posto que seu sonho maior é nunca ter que pagar pelos crimes praticados e que envolvem fraucatruas fiscais as mais soberbas existentes. Ora, para alcançar seus objetivos Netanyahu precisa das guerras que mantém a alto custo humano. Trump também necessita delas porque grande parte do apoio econômico de que dispõe para governar é dado a ele e a seu grupo MAGA pelos grandes fabricantes de armamentos dos Estados Unidos. Uma paranóia abastece a outra e as duas, juntas, patrocinam um genocídio imenso que, se não for detido, vai provocar ao menos a quase extinção dos palestinos de sobre a face da terra. Trata-se de um crime tão grande ou maior do que o gestado e promovido por Hitler e o nazismo.

Um drama tão imenso a humanidade não merece. E ainda mais porque se ele for transportado para o Brasil o nível dos personagens cai bem mais. Uma briga que está muito distante de ser de salão entre a senhora Michele Bolsonaro e os filhos do ex-presidente, certamente em torno do espólio político deste, agora ganha espaço no noticiário de rádios, jornais,

televisões e outros meios de comunicação, sobretudo redes sociais. São as entranhas da extrema direita política nacional sendo trazidas ao público em vez da discussão de planos de governo, busca de soluções de problemas e outros assuntos de interesse. A ex-primeira dama gravou um vídeo na noite de ontem (imagem ao lado) e no qual "denuncia" Flávio Bolsonaro de a estar desprezando, humilhando ou coisa parecida. O pano de fundo dessa comédia pastelão é a conquista de votos da extrema direita política através da chamada "pauta de costumes" e que se resume em tentar conquistar votos sobretudo do eleitorado menos dotado intelectualmente e das mulheres por intermédio de um projeto que visa, antes de mais nada, dividir o clã hoje fora do poder em dois.

É triste isso tudo. Ao longo de sua "carreira" política o atual presidiário Bolsonaro jamais demonstrou altruísmo e desapego em momento algum da vida para assim fazer de seus atos e de seu exemplo um legado aos que ainda o seguem. Na cauda de cometa de toda essa miséria exposta às outras pessoas, sobretudo no Brasil, os partidos políticos tradicionais vão aos poucos desaparecendo. E a vida em sociedade democrática tem que levar em conta o debate ideológico entre agremiações políticas porque é do confronto das ideias que nascem as sínteses novas. Mas como fazer isso 84 anos depois da morte de Tagore, no Brasil tão pouco conhecido, se a política pelo convencimento foi derrotada pela ignorância?

Aliás, os derrotados somos nós mesmos.            

23 de junho de 2026

São de Jesus!


A foto acima mostra um helicoptero decolando do heliponto situado no telhado do Templo de Salomão, o maior da Igreja Universal do Reino de Deus e que está localizado em São Paulo. Nunca foi explicado o que estava sendo feito e nem se houve investigações acerca das grandes malas colocadas na aeronave. Como não estávamos em dezembro, com toda certeza não se tratava de presentes de Papai Noel e a suspeita até hoje não desfeita é de que era mesmo dinheiro arrecadado nos cultos desse tal templo junto aos fieis. Na foto abaixo o "missionário" Edir Macedo, dono da denominação, oficia um culto fantasiado de rabino.

Hoje a Polícia Federal está fazendo a Operação Miragem, que visa apurar um esquema fraudulento vindo da gestão nacional do Banco Digimais, controlado pelo chamado "bispo" Macedo, o fundador da igreja. Não se trata de pouco: há indicios de que R$ 670.348.945,70 tenha sido desviados nos últimos tempos. E esse é o valor exato sequestrado em bens e valores ligados aos investigados.

Para chegar a tanto a PF, que é uma Polícia Judiciária, analisou relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil e estes revelaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira. Surpresa? Nenhuma. Para chegar aos crimes basta seguir seu rastro. Ou o dos controladores.

Nos últimos tempos e no rastro da Teologia da Prosperidade nascida nos Estados Unidos, várias denomimações chamadas neopentecostais surgiram no Brasil. Edir Macedo é dono da maior de todas e da TV Record. O "missionário" R. R. Soares (Romildo Ribeiro Soares) detém o comando da Igreja Internacional do Reino de Deus; o "apóstolo" Valdomiro Santiago está à frente da Igreja Mundial do Poder de Deus; o "apóstolo" Hernandes e a "bispa" Sônia são fundadores da Igreja Renascer em Cristo; o "pastor" Silas Malafaia preside a Assembleia de Deus Vitória em Cristo. E essas são as maiores atualmente.

Faz alguns meses Malafaia, feroz defensor do ex-presidente e hoje presidiário Jair Bolsonaro, pediu isenção de impostos para adquirir um novo helicoptero caro para seus deslocamentos. Recentemente Macedo fez o mesmo e nesse caso para comprar um aparelho de R$ 35 milhões. A justificativa de ambos é a mesma: não se trata da aquisição de aeronaves para eles. Elas são de Jesus. Que, obviamente, as cede a seus discípulos para uso pessoal. E como aviões não podem constar sob o nome de Jesus, a posse tem que se bem terrena.

O neopentecostalismo é hoje uma das pragas do Brasil e até mesmo praticantes das igrejas tradicionais calculam o mal que ele faz. Uma das vertentes desse mal - isso além, é claro, da evasão de divisas vista no helicóptero - é o princípio da renúncia quase total ao pagamento de impostos, a maioria esmagadora deles, e que vem se direcionando a tudo o que diz respeito até nesmo indiretamente a cada uma delas.

Isso sem falarmos no controle quase absoluto dos "fieis" via uma lavagem cerebral diária e bem feita, o que faz de cada um deles um servo disposto a tudo por seus mestres ou líderes religosos que combinam até "milagres" em cultos realizados com regras teatrais. Não há limites para a submissão, e como a Teologia da Prosperidade prega a conquista do poder pelo voto (somente assim?), a submissão leva cada fiel a ser um eleitor perfeito e incondicional dos candidatos a cargos políticos principalmente da extrema direita. Por isso são frequentadores assíduos das congregações.

Michele Bolsonaro, da Igreja Batista Atitude, que o diga.

19 de junho de 2026

Decidir o que é certo!

  
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça foi o palestrante mais graúdo do fórum "Os Desafios da Advocacia no Século XXI" (foto acima) e não perdeu tempo: declarou que "o papel do bom juiz não é ser estrela". E continuou dizendo que seu grande desafio em qualquer processo é "entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelo dever de fazer o certo". Foi delirantemente aplaudido pelos presentes à sede da OAB-RJ em março último. Ele, que mantém frequentes e intensas rusgas com o também ministro Alexandre de Moraes, hoje é o relator do Caso Master. Determinou quebra de sigilos totais da totalidade dos investigados no maior esquema de corrupção de todos os tempos no Brasil, menos no caso de Flávio Bolsonaro, o mais graúdo de todos os acusados. Entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelo dever de fazer o certo nem sempre é fácil.

Ou oportuno...

André, desde seu sorteio para a relatoria do caso toma decisões todos os dias e está em todas as mídias. Vira e volta tem rusgas com outros ministro, sendo que na última vez foi com Gilmar Mendes. Deixar de ser estrela às vezes não é fácil nessas circnstâncias, claro. O Caso Master não é do interesse de ninguém e talvez porque envolva um número imenso de grandes próceres desta nossa República, e retiro do termo prócere aqui usado um de seus significados e que se refere à nobreza. Todos, indistintamente, fogem dele como o diabo da cruz e talvez porque Daniel Vorcaro tenha conseguido o feito antes nunca alcançado de ser o mafioso mais destacado da máfia brasileira capaz de atingir todos os três poderes. 

E ela age da maneira mais solerte e ampla possível. Vocês sabem que são Rosimara Renz e Henrique Carvalho? São um casal catarinense natural de Itapiranga que decidiu tratar uma criança de quatro anos, filha deles, com cannabis medicinal. Na Operação Menor Protetor eles tiveram aprendidos na fazenda onde moravam pés de maconha e óleos e equipamentos de trabalho que mostravam claramente o carater medicinal do uso da maconha.  Passaram o diabo no Estado governado por um fascista e com fascistas o representando no Congresso Nacional. As constantes convulsões da pequena menina estão controladas, mas os papais não poderão curtir essa vitória, condenados que foram dia 18 último a pena em regime fechado pelo juiz Victor Mattos. A pequena Zaia está livre da doença, ao menos por agora. E depois?

Não é só a corrupção que destrói o que o Brasil tem de melhor. A estupidez que o fanatismo bolsonarista move nos aniquila. E esse fanatismo capaz de levar pessoas a usarem celular na cabeça para falar com extra terrestres, rezar para pneus, acampar diante de quarteis e urrar pelas ruas é em grande parte apoiado ou patrocinado por essa mesma gente. Por esse mesmo modo de pensar hoje representado por Flávio Bolsonaro, um gangster de paletó e gravata que pensa subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai presidiário devidamente anistiado da mesma forma que todos os demais condenados pelos crimes contra o Estado Democrático e de Direito e agora capazes de jurar de pés juntos que não errarão mais.

O Caso Master é a mais clamorosa obra de corrupção dos últimos anos e nascida durante o governo Bolsonaro, não importa se em São Paulo, Rio de Janeiro ou na Bahia. É plurinacional... O símbolo da cleptocracia que a extrema direita está arquitetando para o Brasil e que, se voltar ao poder, nossa democracia, esse incômodo jurídico criado pela Constituição de 1988, deixará de existir. Daí talvez, e é preciso lutar para que tal não aconteça, André Mendonça não precisará mais se preocupar em entender, decidir e fazer, até porque será a estrela maior. E Lula, que com todos os defeitos do mundo sempre esteve ao lado da democracia, não terá mais como importunar os "perseguidos" de hoje.

Pensar nisso é decidir o que é certo!  

17 de junho de 2026

A corrupção não é linda

 

Quem olha essa foto de dois homens unidos por um abraço nos alpes pode pensar que se trata de caso de amor. Diriam que o amor é lindo! Mas esse é um caso de amor ao dinheiro. E tão incondicional que envolve chantagem, ameaças de morte e outros crimes mais. Tanto que um dos envolvidos na história, o indivíduo conhecido como Sicário e que viveu como tal, morreu na Polícia Federal, tudo indica que por suicídio. Os dois "amigos" dessa foto são o banqueiro corrupto Daniel Vorcaro, à esquerda e o senador também corrupto Ciro Nogueira, à direita. Ambos envolvidos numa grande trama de roubo de dinheiro público.

É incrível como a corrupção envolve o Brasil, sobretudo na política. No caso presente, esse do Banco Master, é grande o rol de pessoas que fazem parte direta ou indiretamente das falcatruas que estão sendo apuradas. Ciro foi ministro e até ontem, ao que se saiba, era homem de confiança do bolsonarismo raiz. Daniel Vorcaro roubou o que era possível para manter seu banco em operação. Para tanto, conseguiu envolver gente graúda no cenário da política nacional, como o senador citado, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o do Senado, Davi Alcolumbre e grande entorno. É corrupção para mais de metro....

O incrível em tudo isso é que agora mesmo as TVs estão colocando no ar declaração do presidente da Câmara e na qual este diz que o assunto está sendo investigado e ele tem explicação para todos os seus atos. Está bom... Os demais estavam muito ocupados para falar. O certo é a gente ter a mais absoluta certeza de que nunca antes houve no Brasil caso de corrupção como esse. O dinheiro roubado envolveu mais de um banco e até mesmo o BRB, instituição pública de Brasília envolvida nessa faucatrua gigantesca.

Chegou-se ao cúmulo de quase gerar uma lei federal de aumento do montante do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para garantir esse seguro mais polpudo em benefício da corrupção e a desviar verba de fundos de aposentados no Rio de Janeiro para tapar os buracos de rombos em cofres de banco privado como o Master. Não há mais limites a essa gente sem princípios! E a corrupção não é linda como jamais foi!

Mas há, isso sim, meios e modos de a sangria de recursos ser estancada e os corruptos pagarem por seus crimes. O melhor caminho é hoje o Supremo Tribunal Federal se colocar acima das divergências pessoais entre ministros e agir apenas e tão somente com foco na legalidade e no combate à corrupção. Isso, mesmo que as investigações presentes e futuras venham a comprometer um ou mais de seus membros, o que não é impossível. O compromisso único de um ministro de STF deve ser a constitucinalidade, e ainda que tal leve ao sacrifício de um ou mais de seus membros. O Brasil não tolera mais a corrupção.

E ela é tão endêmica nos dias de hoje que se entranha por todos os segmentos da vida nacional. Não mora só em Brasília. Ora bolas, se lá os graúdos podem desviar recursos das mais diversas formas, por que não nos andarem inferiores?, pensa grande parcela dos corruptos de plantão. E assim eles agem sempre lutando por suas dinastias políticas e pela troca do endereço estadual por um federal porque lá a colheita é melhor até mesmo nas chamadas emendas parlamentares, essa invenção providencial para desviar verba pública.

11 de junho de 2026

A Copa do Extremismo

 

Quando o Brasil realizou aqui a Copa do Mundo de 2014, teve que se sujeitar, na assinatura dos termos de compromisso, a uma série de exigências por parte da FIFA que restringiram até mesmo sua independência como nação. Além de o país estar subordinado à Lei Geral da Copa, as mudanças decorrentes dessa situação chegaram a adequações estruturais e financeiras que envolveram até mesmo alterações temporárias na nossa legislação. Não tínhamos sequer soberania jurídica total, como ocorre em todas as demais situações. Era aceitar ou o Mundial seria transferido para outro país.

Mas isso faz 12 anos... Agora o governo de Donald Trump faz o que quer e submete as pessoas a constrangimentos inimagináveis na Copa de 2026, que desde hoje é realizada nos EUA, no México e no Canadá. A sequência de fotos acima mostra a delegação do Senegal sendo alvo de revistas totais mesmo na pista de taxi do aeroporto onde desembarcou, antes de chegar ao terminal aeroportuário. O que aconteceu com a delegação da Holanda, desembarcada quase na mesma hora, foi totalmnete diferente. Um árbitro somali escalado pela FIFA para atuar na Copa e que tinha até passaporte diplomático de seu país voltou do aeroporto, não admitido. E não foi aceito apenas e tão somente porque tinha aquela nacionalidade. Nada mais.

E a FIFA? Curva-se.

O que se passa com a delegação do Irã é ainda pior. Proibida de ingressar em território norte-americano, está hospeadada em Tijuana, no México, ao lado da fronteira. Vai ter que ingressar no país ianque para jogar e retornar imediatemente ao lugar de onde saiu. Não pode sequer pernoitar no quintal de Trump embora as normas da FIFA determinem o contrário. E os ingressos de seus torcedores foram simplesmente cancelados sem maiores explicações embora tenham sido adquiridos como mandam as regras, online.

Isso nunca aconteceu até hoje. Uma Copa do Mundo é uma competição esportiva e nada mais. Todos os países que se classificam nas diversas eliminatórias têm direito de tomar parte da disputa. Motivações políticas não podem interferir de forma alguma. Sempre foi assim até hoje com a entidade que dirige o futebol. Mas agora ela está sendo presidida por Gianni Infantino desde fevereiro de 2016 e com mandato até 2027. E esse presidente, que já criou um troféu da paz para Trump, é poodle desse personagem. Poodle domesticado!

A imensa maioria das reações do presidente dos EUA tem origem racista. A Somália fica na África, tem população negra, é pobre e os somalis já foram chamados de todos os epítetos de raça por parte do supremacista branco da Casa Branca. O Senegal, a mesma coisa. O árbitro que teve o ingresso nos Estados Unidos recusado poderia ser enviado para apitar os jogos a serem realizados no Canadá ou no México, mas nem isso Infantino faz. Hoje a gente está tendo uma festa de abertura da maior competição de futebol do mundo sem que os jogadores, atores maiores nesse espetáculo, sejam a atração principal. Ao contrário, esta está na Casa Branca, movida pelo ódio. Trata-se de um degenerado que um dia pagará por isso.

Ele promove a Copa do Extremismo patrocinada pela FIFA.     

7 de junho de 2026

Telecontos e o descaso

A série "Telecontos Capixabas", da TVE do Espírito Santo, foi uma experiência inédita, um programa pioneiro de adaptação literária em teledramaturgia realizado pela televisão capixaba. Viveu entre os anos de 1983 a 1986 e morreu da mesma forma como morrem no Estado dos capixabas a esmagadora maioria das iniciativas de divulgação de nossas formas culturais: por inanição financeira. Falo dela hoje porque fazem exatamente 40 anos que foi ao ar "O pênalti", adaptação de conto meu, um dos primeiros feitos e que tinha o futebol como foco.

Essa série, como dizem os que a acompanharam, representou um marco na cultura deste Estado e era incursão única no universo ficcional na nossa televisão. E é preciso notar que a iniciativa não foi das emissoras privadas ligadas a grandes redes nacionais, sempre com verbas graúdas,  mas sim de uma emissora de rede estatal ligada à TV Educativa. Como a TVE não tem um acervo guardado de sua história, a maior parte do que foi feito se perdeu. Acredita-se que tenham sido gravados 12 episódios no total, com autores capixabas diversos, mas nada disso está preservado. No meu caso fiquei com o poster do programa e uma cópia das filmagens inicialmente feita em fita cassete, mas depois transportada para um CD e que se encontra comigo até hoje.

A produção contava com episódios de 40 a 60 minutos divididos em blocos, tendo tido uma equipe de produção comandada pelo diretor geral Ricardo Conde, idealizada e dirigida por Antônio Carlos "Toninho" Neves, e a equipe de produção era formada por Gerusa Conti e composta exclusivamente de atores capixabas e contando com nomes como Vera Viana, Cristina Valadão e Denise Martins. Especificamente no caso de "O pênalti", dele participaram Valdete Dias Ferreira, Denise Martins e Duda Palhese na produção, além de Cláudio Mothé, Marcos Komká, Alvarito Mendes Filho, Emílio Cortes, Alcides Vasconcelos, Antônio Pepino, Jair Fonseca, Milton Neves, Lena Borges, Aluízio Mendes Franklin, Nelson Batista e Luiz Alberto de Oliveira atuando. Como se tratava de um conto sobre futebol, foi gravado no campo e com jogadores do 138 Unidos da Vale Futebol Clube e Esporte Clube Mariano. Cito esses nomes para que se tenha noção da dimensão que esse projeto tomou graças à garra e ao denodo daqueles que o fizeram.

Infelizmente esse registro dos 40 anos de "O pênalti" indo ao ar é quase um obituário. Quase todas as pessoas citadas por mim estão aposentadas e algumas delas, mortas. Mortos também estão os esforços por adaptar as obras de autores capixabas para transformar a literatura regional em produções televisivas. Tentei fazer a pauta da TVE durante algum tempo quando seu diretor geral era Orlando Bonfim Júnior, mas tive que abandonar o barco porque o clima de déjà vu me fez desistir. Já havia vivido isso e antes e ele prenuciava a volta de algo que recordava em mim o início da morte do jornalismo capixaba, que havia começado com a Rede Gazeta de Comunicação e hoje se acentua nela mesma.

A jornalista Mirian Bilich, que trabalhou durante anos na TVE na época áurea da emissora, diz que ela chegou a ter 14 produções locais na sua grade de programação, enviando seus melhores trabalhos à Fundação Padre Anchieta, de São Paulo, que os requeria. Era um jornalismo brilhante! Algumas direções políticas e politiqueiras fizeram com que o canal se reduzisse ao que é hoje: 0 programa local. E a TVE patina desde então. Resta a saudade do nosso "Telecontos Capixabas" e dessa tentativa de levar a produção literária de nosso Estado à televisão. Foi muito bom enquanto durou e para muita gente.                           

4 de junho de 2026

Um PIX no sapato

Notem bem uma coisa que talvez tenha passado desapercebida a muita gente - aos jornalistas da Globo News, certamente - quando a "carta" de Flávio Bolsonaro foi lida na TV logo depois de ser endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele falava o tempo todo que tentou de diversas formas evitar as novas taxações do governo norte-americano sobre nossa economia - pois sim.. - mas em momento algum tocava no PIX. Essa carta, mentirosa como tudo o que vem do  bolsonarismo, esta aí mesmo para quem quiser ver ou rever. Ele pode dizer jamais ter pedido ao dirigente dos EUA para não taxar o Brasil, já que nenhuma testemunha confiável estava presente à reunião entre eles, mas deve o tempo todo defender o sistema de pagamentos instantâneos brasileiros porque este é usado por praticamente todos e negá-lo publicamente seria suicídio. Isso só se faz por baixo dos panos, aliás como agem esses agentes do imperialismo atual.

Foi o irmão de Flávio, Eduardo, quem deixou escapar a forma como essa questão está sendo tratada. Ele falou com orgulho indisfarçável do Zelle, um sistema de pagamentos adotado nos Estados Unidos. Trump e seu governo querem transformar nosso sistema nesse avatar norte-americano. Mas ele é privado, não tem transferência de valores imediata, é ligado aos bancos que decidem se taxam ou não as transações, têm o direito de impor regras ao seu funcionamento e podem inclusive cancelá-lo a qualquer momento, contanto sua existência prejudique "os negócios" como dizem os agentes do mercado aqui e lá.

Flávio nada falou do PIX na "missiva". Tarcício de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros próceres da extrema direita evitam o assunto como o diabo foge da cruz. E nenhum deles toca no caso por um motivo simples: eles vão ceder aos Estados Unidos nesse ponto caso um deles chegue ao Palacio do Planalto em janeiro próximo. Oferecerão o sistema público, que é uma invenção brasileira, à voracidade ianque. Isso, juntamente com as terras raras, as instituições públicas e o que mais eles quiserem nos tomar. Como sempre foi, só que de forma menos explícita.

E vão fazer isso, não por ideologia mas sim por seu complexo de vira latas jamais disfarçado e nunca também confessado. Escondidos como estão escondidos até mesmo os rituais nazistas, como o de beber leite copiando o que faziam os líderes supremacistas brancos do século passado (foto ao lado). O ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Geobbels fazia isso porque para ele a prática significava a promoção de ideias de pureza racial ligadas a saúde, vitalidade e outros. Os nazifascistas brasileiros são seus filhos bastardos.

Com a proximidade da campanha eleitoral oficial, nossa extrema direita irá às ruas. E, como sempre, estará armada do que há de mais "moderno" em seu arsenal: a capacidade de tentar transferir para o outro lado, a seu opositor, todas as mazelas de suas vidas e crenças. Eles entendem que, assim agindo, conseguirão iludir a população, ganhar as eleições e reconquistar pelo voto um País em cujo poder pretendem se manter até mesmo por golpe, como já foi tentado recentemente. Só que as coisas começam a não dar tanto certo hoje como ontem. O Caso Master está derrubando Flávio Bolsonaro, outros desacertos começam a afetar alguns dos demais membros do alto escalão da oposição e agora surge esse sistema de pagamentos brasileiro, todo nosso, público, mas que eles pretendem destruir com a privatização travestida de modernidade. Parece que não vai dar certo em momento algum.

Em vez de pedra, a extrema direita tem um PIX no sapato.         

1 de junho de 2026

O gangster

 


A tática adotada pelo neofascismo é essa: "Acuse o inimigo por seus atos denunciados. Inverta a lógica". E assim é feito. Em Curitiba, durante o lançamento da candidatura do senador Sérgio Moro a governador daquele Estado Flávio Nantes Bolsonaro disse que o atual presidente, Lula, "lambeu as botas" do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump. Até as crianças inocentes sabem que é o inverso e que o atual candidato da extrema direita à presidência da República vende soberania e riquezas do Brasil aos ianques para tentar ganhar as eleições de outubro. Mas ele joga do modo como aprendeu nas cartilhas do gangsterismo, do nazifascismo e das milícias, transferindo - ou tentando transferir - seus pecados ao oponente. Flávio e o restante dos Bolsonaro são a escória da escória na política.

Nessa foto acima o candidato que se mostra como "moderado" faz arminha juntamente com o criminoso Fabrício Queiroz, que já ganhou dinheiro público em seu gabinete de deputado. Mas não foi só ele. Na foto mais abaixo o leitor pode ver Flávio Bolsonaaro agachado e usando camisa azul, com seu sorriso falso e ao lado de dois criminosos do círculo íntimo do bolsonarismo: TH Jóias (E) e Rodrigo Bacellar, ambos com ligações claras junto ao Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro. O segundo era presidente da Assembleia Legislativa carioca, onde Flávio foi deputado estadual. Está preso por ligação com o tráfico de drogas. E esses são apenas dois dos criminosos conhecidos e que tinham relações diretas com esse chamado filho 01. Mas não é o maior caso. Nem de longe.

O hoje candidato à presidência cometeu o crime de homenagear um presidiário, Adriano Magalhães da Nóbrega, ou Capitão Adriano ou Gordinho, com a Medalha Tiradentes, a maior honraria que a ALES concede aos cariocas e só deve fazê-lo por mérito consagrado. Pior: foi fazer a entrega na cadeia onde o sujeito estava antes de fugir, se esconder, acabar localizado e sendo morto no interior da Bahia num episódio claro de queima de arquivo. Antes disso o 01 havia empregado a mãe e a mulher desse ex-capitão em seu gabinete da Assembleia. Pagou bandidos - mais de um -  e parentes destes com dinheiro do contribuinte carioca, o pobre brasileiro que já viu quase todos os seus ex-governadores mais recentes na cadeia. E em todas as acusações há corrupção.


Mas Adriano não foi um criminoso comum, como Fabrício e outros. Sargento da PM e campeão de tiro, ocupou a banda podre da Polícia Militar do Rio de Janeiro de onde acabou expulso. Antes, foi segurança de banqueiro do jogo do bicho, um dos líderes do Escritório do Crime, o grupo de extermínio formado por policiais e ex-policiais, também integrou a milícia feroz que atua em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio de Janeiro, e chegou a ser preso acusado de pelo menos três homicídios (houve uma absolvição por falta de provas) e também foi acusado de "rachadinhas", a marca registrada de Flávio Bolsonaro. "Currículo" para ninguém botar defeito! Nem na Papuda!

Ele teve proximidade com Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, os assassinos confessos da vereadora Marielle Franco, crime ocorrido em 18 de março de 2018 e pelo qual também foram condenados os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, respectivamente conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (que beleza!) e deputado federal pelo mesmo Estado. As conexões entre Ronnie Lessa e Adriano da Nóbrega são muitas. Ambos eram ex-policiais e figuras centrais em esquemas de contravenção, pois atuavam como pistoleiros de aluguel e líderes de grupos de extermínio. Além de tudo isso, uma "grande coincidência": Ronnie morava na Condomínio Vivendas da Barrra, pertinho da residência de Jair Bolsonaro. Eles se frequentavam. Tudo em casa!

Portanto, não foi só de loja de chocolates e de mansão comprada com dinheiro suspeito e vindo sabe-se lá de que lugar e de centenas de "rachadinhas" que o candidato bolsonarista à presidência da República se construiu. Estamos correndo o risco de colocar um gangster na presidência do Brasil. E isso com todos os danos que virão caso ele até lá não derreta eleitoralmente ou não seja preso por envolvimento em corrupção, sobretudo junto com Daniel Vorcaro et caterva no Caso Master, o maior escândalo de corrupção de nossa República. Dos bilhões roubados via Banco Master saíram os R$ 61 milhões que financiam (sic!) o filme Dark Horse, o relato que conta uma pseudo história do papai presidiário.  

Flávio não quer desistir, mesmo sabendo que grande parte da direita política honesta brasileira já desembarcou de seu palanque. Ele insiste porque essa é a vontade do papai, o criminoso condenado Jair Messias Bolsonaro, único presidiário brasileiro que pode ficar em casa vendo TV porque tem soluços e de onde comanda todo o seu grupamento político, dando ordens, enviando recados e ainda secundado pela mulher mãe de sua única filha e hoje sonhando com um futuro político de destaque (por que não o Senado?) nesse Brasil que se acostumou a fechar os olhos para a extrema direita. Essa mulher, Michele, sobre quem os corredores do Poder Legislativo de Brasília conta histórias, é seu pombo correio. 

Dentre as grandes obras mais recentes de Flávio está uma ida a Wasshington onde teve um encontro relâmpago com o presidente dos Estados Unidos e seu Secretário de Estado. Conseguiu tornar terroristas duas facções brasileiras criminosas que são no máximo mafiosas, com todas as consequências maléficas que isso pode ter para nossa economia e soberania, agora necessitando ser defendida contra a rapina ianque. Era a vingança que o clã queria e confessada pelo outro gangster, Eduardo! Um dos argumentos usados por eles para torpedearem até mesmo nosso PIX, que tanto bem faz aos brasileiros, foi o de que os membros do PV e PCC o usam para cometetimento de crimes diversos.

Só que essa forma de transferência de dinheiro é aberta a todos os brasileiros de graça, para desespero do Master Card, Visa e outros meios de pagamento tarifados. Criminosos por criminsosos, os Bolsonaro tanbém usam o PIX. Aliás, eles dizem igualmente que o presidiário Jair foi o seu criador. É mentira mas, como falam eles, e daí? O que importa ser mentira? Precisamos contê-los, fazendo isso por meios legais e eleitorais e impedir que um gangster confesso suba a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027. Essa tarefa urge.