A tática adotada pelo neofascismo é essa: "Acuse o inimigo por seus atos denunciados. Inverta a lógica". E assim é feito. Em Curitiba, durante o lançamento da candidatura do senador Sérgio Moro a governador daquele Estado Flávio Nantes Bolsonaro disse que o atual presidente, Lula, "lambeu as botas" do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump. Até as crianças inocentes sabem que é o inverso e que o atual candidato da extrema direita à presidência da República vende soberania e riquezas do Brasil aos ianques para tentar ganhar as eleições de outubro. Mas ele joga do modo como aprendeu nas cartilhas do gangsterismo, do nazifascismo e das milícias, transferindo - ou tentando transferir - seus pecados ao oponente. Flávio e o restante dos Bolsonaro são a escória da escória na política.Nessa foto acima o candidato que se mostra como "moderado" faz arminha juntamente com o criminoso Fabrício Queiroz, que já ganhou dinheiro público em seu gabinete de deputado. Mas não foi só ele. Na foto mais abaixo o leitor pode ver Flávio Bolsonaaro agachado e usando camisa azul, com seu sorriso falso e ao lado de dois criminosos do círculo íntimo do bolsonarismo: TH Jóias (E) e Rodrigo Bacellar, ambos com ligações claras junto ao Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro. O segundo era presidente da Assembleia Legislativa carioca, onde Flávio foi deputado estadual. Está preso por ligação com o tráfico de drogas. E esses são apenas dois dos criminosos conhecidos e que tinham relações diretas com esse chamado filho 01. Mas não é o maior caso. Nem de longe.
O hoje candidato à presidência cometeu o crime de homenagear um presidiário, Adriano Magalhães da Nóbrega, ou Capitão Adriano ou Gordinho, com a Medalha Tiradentes, a maior honraria que a ALES concede aos cariocas e só deve fazê-lo por mérito consagrado. Pior: foi fazer a entrega na cadeia onde o sujeito estava antes de fugir, se esconder, acabar localizado e sendo morto no interior da Bahia num episódio claro de queima de arquivo. Antes disso o 01 havia empregado a mãe e a mulher desse ex-capitão em seu gabinete da Assembleia. Pagou bandidos - mais de um - e parentes destes com dinheiro do contribuinte carioca, o pobre brasileiro que já viu quase todos os seus ex-governadores mais recentes na cadeia. E em todas as acusações há corrupção.
Mas Adriano não foi um criminoso comum, como Fabrício e outros. Sargento da PM e campeão de tiro, ocupou a banda podre da Polícia Militar do Rio de Janeiro de onde acabou expulso. Antes, foi segurança de banqueiro do jogo do bicho, um dos líderes do Escritório do Crime, o grupo de extermínio formado por policiais e ex-policiais, também integrou a milícia feroz que atua em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio de Janeiro, e chegou a ser preso acusado de pelo menos três homicídios (houve uma absolvição por falta de provas) e também foi acusado de "rachadinhas", a marca registrada de Flávio Bolsonaro. "Currículo" para ninguém botar defeito! Nem na Papuda!
Ele teve proximidade com Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, os assassinos confessos da vereadora Marielle Franco, crime ocorrido em 18 de março de 2018 e pelo qual também foram condenados os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, respectivamente conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (que beleza!) e deputado federal pelo mesmo Estado. As conexões entre Ronnie Lessa e Adriano da Nóbrega são muitas. Ambos eram ex-policiais e figuras centrais em esquemas de contravenção, pois atuavam como pistoleiros de aluguel e líderes de grupos de extermínio. Além de tudo isso, uma "grande coincidência": Ronnie morava na Condomínio Vivendas da Barrra, pertinho da residência de Jair Bolsonaro. Eles se frequentavam. Tudo em casa!
Portanto, não foi só de loja de chocolates e de mansão comprada com dinheiro suspeito e vindo sabe-se lá de que lugar e de centenas de "rachadinhas" que o candidato bolsonarista à presidência da República se construiu. Estamos correndo o risco de colocar um gangster na presidência do Brasil. E isso com todos os danos que virão caso ele até lá não derreta eleitoralmente ou não seja preso por envolvimento em corrupção, sobretudo junto com Daniel Vorcaro et caterva no Caso Master, o maior escândalo de corrupção de nossa República. Dos bilhões roubados via Banco Master saíram os R$ 61 milhões que financiam (sic!) o filme Dark Horse, o relato que conta uma pseudo história do papai presidiário.
Flávio não quer desistir, mesmo sabendo que grande parte da direita política honesta brasileira já desembarcou de seu palanque. Ele insiste porque essa é a vontade do papai, o criminoso condenado Jair Messias Bolsonaro, único presidiário brasileiro que pode ficar em casa vendo TV porque tem soluços e de onde comanda todo o seu grupamento político, dando ordens, enviando recados e ainda secundado pela mulher mãe de sua única filha e hoje sonhando com um futuro político de destaque (por que não o Senado?) nesse Brasil que se acostumou a fechar os olhos para a extrema direita. Essa mulher, Michele, sobre quem os corredores do Poder Legislativo de Brasília conta histórias, é seu pombo correio.
Dentre as grandes obras mais recentes de Flávio está uma ida a Wasshington onde teve um encontro relâmpago com o presidente dos Estados Unidos e seu Secretário de Estado. Conseguiu tornar terroristas duas facções brasileiras criminosas que são no máximo mafiosas, com todas as consequências maléficas que isso pode ter para nossa economia e soberania, agora necessitando ser defendida contra a rapina ianque. Era a vingança que o clã queria e confessada pelo outro gangster, Eduardo! Um dos argumentos usados por eles para torpedearem até mesmo nosso PIX, que tanto bem faz aos brasileiros, foi o de que os membros do PV e PCC o usam para cometetimento de crimes diversos.
Só que essa forma de transferência de dinheiro é aberta a todos os brasileiros de graça, para desespero do Master Card, Visa e outros meios de pagamento tarifados. Criminosos por criminsosos, os Bolsonaro tanbém usam o PIX. Aliás, eles dizem igualmente que o presidiário Jair foi o seu criador. É mentira mas, como falam eles, e daí? O que importa ser mentira? Precisamos contê-los, fazendo isso por meios legais e eleitorais e impedir que um gangster confesso suba a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027. Essa tarefa urge.

