2 de julho de 2026

Associação inevitável

Quando a gente fala do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, geralmente tem a intenção de associar o nome e a figura dele a uma foto como essa ao lado, que o mostra com cara de idiota e abraçado a uma bandeira de seu país. Mas isso está longe da realidade. Montado na maior e mais mortífera máquina de guerra do mundo moderno, o  cruel fascista norte-americano tem o poder de destruir o mundo. Só não o faz porque isso significaria derrotar também seu projeto de poder absoluto e voltado ao grande capital internacional. Tanto sangue derramado seria ruim até mesmo para os negócios...

Somente depois que entrou na presidência dos EUA Trump viu suas empresas faturarem mais de 2,2 bilhões de dólares, o que representa cerca de estratosféricos R$ 11 bilhões. Principalmente em criptomoedas facilitadas pelos atos que pratica na Casa Branca. Está muito distante dos presidentes anteriores a ele que, chegando ao poder, procuraram se fastar ao máximo do mundo dos negócios. O com cara de doido, não. A presidência para ele é negócio privado. E precisa ser muito lucrativo, coisa de família.

E é privado também o fato de que governa para os amigos, contanto estejam estes associados à sua maneira de pensar. Agora mesmo, quando a Suprema Corte do seu país recusou-se a permitir que ele tirasse cidadania de pessoas nascidas lá, qual foi a reação? Vai tentar lutar para mudar a Constituição. Afinal, se ela não existe para servir a ele, não serve para existir como está. E é assim com todos os projetos modernos de ditadores da atual extrema direita mundial. Nós nos lembramos sempre de Bolsonaro, não é?

No que tange ao Brasil o presidente ianque tem dois objetivos: ajudar a nossa extrema direita política a voltar ao poder e derrotar o PIX, uma invenção brasileira apoiada e engrandecida pelo atual governo, mas que contraria interesses de bandeiras de crédito como VISA e Mater Card. Onde já se viu isso? Trump sabe que não vai tocar no PIX com Lula no poder, mas sabe que fará do Brasil seu quintal se um Bolsonaro ou um primata tipo Romeu Zema chegar ao Planalto. Daí a escolha é simples, rápida e rasteira.

O Brasil não pode ceder e ainda é preciso que os brasileiros que amam sua bandeira nacional promovam uma campanha para que Flávio Bolsonaro, seu irmao Eduardo e todo o restante da quadrilha que tenta vender o Brasil a uma potência estrangeira sejam responsabilizados na Justiça por isso. Num outro país, o que inclui os Estados Unidos, estariam todos presos. Mas os EUA de hoje, além de apoiar esse tipo de gente, ainda permite que seu território se torne coito de bandidos. Depende de para quem esses bandidos torcem...

Trump não está pensando em combater o terrorismo, mas sim quem contraria seus interesses. Nem em defender a democracia porque, se fosse assim, não seria parceiro da Arábia Saudita e de El Salvador, antros de ditaduras de extrema violência. Seu objetivo é fazer da América do Sul um potentado norte-americano, com todos os governos sendo de direita ou extrema direita e, sobretudo, dóceis a ele e a seus projetos. Atualmente quem está atrapalhando é o Brasil - o maior país sul-americano - e o México, vizinho dele. Agora Trump vai tentar parar os dois, intervir em eleições e atacar a economia desses indóceis.

É preciso os brasileiros decidirem para onde querem ir. Se pretendem ter um país soberano devem lutar por essa soberania, pois atacar a economia brasileira também atinge a dos EUA. Mas se querem ser quintal de uma potência estrangeira, vendo o saque de sua economia como está sendo feito com o petróleo da Venezuela, basta fazer isso nas urnas. Quem tem honra, dignidade e vergonha na cara não vai traçar um caminho como esse. Aliás, quem tem honra, dignidade   vergonha na cara não promove guerras familiares de baixo nível disputando espólio político de presidiário condenado por ser culpado de tentativa de golpe de Estado como acontece agora, e a céu aberto, nas entranhas do esgoto bolsonarista de Brasília.