Mostra disso é o fato de que em seu governo não existe diplomacia. Tudo o que se refere a política externa é feito por um genro e um amigo, estes sim de sua inteira confiança. Eis Donald Trump! Eis o homem que pode tirar da poeira dos tempos de guerra fria as imagens dos silos nucleares dos Estados Unidos, como esse da foto ao lado, e que dormitavam em suas camas/sepulturas até a chegada desses novos tempos de distopia mundial.
Blog de variedades. Um pouco de esporte, um pouco de política, um pouco de fofoca, um pouco de mais tudo o que surgir de interessante. Enfim, um pouco de jornalismo na vida de quem gosta de notícias e interpretação de fatos
30 de julho de 2026
"We can do it"
Mostra disso é o fato de que em seu governo não existe diplomacia. Tudo o que se refere a política externa é feito por um genro e um amigo, estes sim de sua inteira confiança. Eis Donald Trump! Eis o homem que pode tirar da poeira dos tempos de guerra fria as imagens dos silos nucleares dos Estados Unidos, como esse da foto ao lado, e que dormitavam em suas camas/sepulturas até a chegada desses novos tempos de distopia mundial.
28 de julho de 2026
Fantoche de fraldão
O problema dele é não saber o que deve diferenciar um presidente da República, mesmo em atividade privada, de um exibicionista de botequim. Não disseram ao sujeito que um presidente jamais deve se referir a outro, sobretudo na casa deste, como "presidiário" representando um candidato a presidente cujo pai cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, dentre outras coisas. E nem chamar um ministro de uma Suprema Corte de "lixo careca" quando ele não seria capaz de dizer isso de um membro de seu Judiciário. Mas como fazer esse tipinho qualquer entender tal espécie de coisa se ele é capaz de fazer inúmeros discursos em sua terra e sempre terminando a fala com um sonoro "carajo"?
Milei veio ao Brasil em atividade privada sem comunicar seu deslocamento ao Governo Federal de nosso país. Mas ele não sabe o que é protocolo... Também usou jato oficial do governo argentino e diplomatas seus numa atividade totalmente irregular. Mas foi recepcionado pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro e pelo governador de São Paulo Tarcísio de Freitas que sabiam ser tudo isso estranho e ainda assim permitiram e incentivaram a performance mileiana com tapete azul na entrada do Palácio dos Bandeirantes em substituição ao tradicional tapete vermelho. Talvez Freitas não saiba, mas essa cor é usada oficialmente há séculos por significar poder, nobreza e honra e não o comunismo.
Seria essa palhaçada apenas mais uma aberração sem sentido de Javier Milei se os desdobramentos não pudessem ir muito além disso. Mas podem. O Mercosul vive hoje um excelente momento de crescimento de atividades econômicas entre países sul-americanos que podem vir a ser afetadas por essa patacoada. A União Europeia e os asiáticos esperam seriedade de seus parceiros e não esse tipo de coisa. Além do mais o intercâmbio econômico entre Brasil e Argentina é muito grande, importante para os brasileiros e quase vital aos argentinos. Não deve e não pode ser afetado por atos irresponsáveis cometidos por um chefe de estado incapaz de compreender onde está, quais devem ser seus limites e suas responsabilidades.
Ao longo de dois séculos Brasil e Argentina enfrentaram momentos difíceis, mas nunca, nem nas épocas das ditaduras chegou-se a esse ponto. Jamais um argentino ou um brasileiro, na Casa Rosada ou no Palácio do Planalto, xingou o outro. O ponto (de não retorno?) é alcançado agora e graças à interferência nefasta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e de seu secretário de Estado, Marco Rubio, que precisavam de mais um fantoche sul-americano para continuar a obra de tentar tornar toda a América Latina um quintal dos Estados Unidos e por onde a extrema direita possa desfilar sua ira incontida na busca de rapina. Na Venezuela já está sendo roubado o todo o petróleo possível no ato de pirataria confesso mais absurdo de que se tem notícia. No Brasil há muito mais a pilhar.
Por enquanto chamamos de volta o embaixador em Buenos Aires. Se a crise escalar por obra e graça de Milei, usando fraldão ou não, desgraçadamente vai ser preciso ir mais adiante. Pelo bem de nossos países isso não pode e não deve acontecer. Tomara a reação contrária sobretudo entre os argentinos possa frear o ímpeto desse fantoche circense.
26 de julho de 2026
Universos paralelos
Flávio Bolsonaro, ontem, fez parte de um espetáculo chulo de desrespeito ao Brasil, permitindo que o desqualificado presidente argentino Javier Milei agredisse nosso país em solo brasileiro, dentre outras coisas chamando um ministro do Supremo Tribunal Federal de "lixo careca" e o presidente de "presidiário". É inconcebível isso acontecer em evento oficial e de política interna brasileira entre dois países que mantêm relações diplomáticas, são vizinhos e possuem um longo histórico de relações comerciais e de amizade. Ainda mais com o convidado recebendo a mais alta condecoração do governo paulista para cometer tal desatino de baixo nível. O Itamarati já respondeu convocando a Brasília seu embaixador em Buenos Aires.
Esses episódios não foram capazes de impedir o presidente Lula de dar longa entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post (foto da capa) e na qual ele explicou o cerne da posição do Brasil diante do tarifaço do governo Trump às importações brasileiras. Pela primeira vez na história, tarifas de importação são usadas como armas contra nações amigas. No caso específico da América do Sul, a não ser que se trate de um estado vassalo, capaz de dizer "sim" a todas exigências dos EUA, como mostra a imagem abaixo, de uma das declarações do presidente brasileiro ao jornal norte-americano.
Teremos daqui para a frente uma das campanhas políticas mais agressivas e mentirosas de todos os tempos no Brasil, e isso graças ao fato de que o presidente atual se candidatou à reeleição naquela que será sua última campanha política de uma longa vida de atividades, sobretudo executivas. Ele já é alvo preferencial de todos os demais candidatos e tanto seu nome quanto a sigla partidária à qual pertence devem se tornar motivo de agressões as mais variadas. Um dos temas será tentar colar nele e em seu partido a pecha de estarem a serviço do crime organizado e da corrupção, o que não encontra respaldo na realidade dos fatos. E fatos são fatos. Não se deve agredí-los.23 de julho de 2026
A arte de jogar sujo
17 de julho de 2026
Reciprocidade, sim!
15 de julho de 2026
O Congresso Tiririca
A figura de linguagem "voto de opinião", mais uma criação da anomalia política brasileira ligada às emendas, está lançada. E Tiririca é um retrato aproximado do que é o Congresso Nacional de hoje: está ao final de seu terceiro mandato, com mais de 15 anos de Câmara e raras são as pessoas que conhecem iniciativas suas. Há registros: isenção pedágios para materiais de circo, isenção de taxa de Enem para doadores de sangue e isenção de contas de água e luz para circos. Que maraviha! Tiririca, claro é (ou foi) de circo.
9 de julho de 2026
O agro e o saque do Estado
Então decidem assaltar o Estado com a tomada de dinheiro público via Plano Safra. E a chamada bancada ruralista pressiona o Congresso - agora por intermédio do Senado - para aumentar a cada ano o repasse de dinheiro a esses enpresários. Uma bolada imensa. A coisa funciona assim: investem apenas dinheiro do contribuinte e só pagam os emprestímos se lucrarem muito. Jamais investem seus lucros, que só viram luxos como aviões executivos.
Os lucros são privados. Os prejuízos, públicos.
Agora mesmo discute-se o próximo Plano Safra, que vai atender aos novos plantios. O governo imaginava dar ao setor uma ajuda extra subsidiada para aqueles que tiveram prejuízos imensos contabilizados por causa das enchentes que atormentaram o sul do Brasil recentemente. Mas todos querem o mesmo: dinheiro do contribuinte para quase literalmente não pagarem. E só o agro tem isso. Para os outros setores investimento é risco assumido.
Eles foram ao Congresso, à sua base parlamentar, para pressionar por uma nova pauta bomba que vai custar cerca de R$ 80 bilhões aos cofres públicos sem que haja fonte de receita definida para a cobertura dessa montanha de dinheiro fácil. Ou seja, eles ficarão ainda mais ricos à custa do contribuinte, sobretudo dos que ganham pouco. E a bancada ruralista já está de braços dados com o presidente do Senado, David Alcolumbre, que usa seu poder de Presidente do Congresso para prejudicar o Brasil em tudo e por tudo. Ele não gosta do epítero, mas é o comandante em chefe do Congresso Inimigo do Povo.
Aliás, há um aleijão legislativo vigorando no Brasil de hoje. O Congresso Nacional não é mais formado por partidos políticos, que são a base da democracia representativa, mas por frentes de interesses empresariais diversos. São as bancadas! Além da ruralista, há a da bala, a evangélica ou da bíblia e outras menos votadas. Recebem o apelido de Frentes Parlamentares e todas têm interesses defendidos por centenas de lobistas que lá estão todos os dias. Estes também são chamados de profissionais de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) o consultores em advocacy. Nome charmoso?
Atualmente se arregimentaram tanto que o PL do Lobby (2014/22) já está na Comissão de Constituição e Justiça pronto para virar lei por obra e graça da proposta de um deputado do PT. Ou seja, essas pessoas que servem como intermediárias do grande capital para defender a eles e sempre que possível passarem ao largo do interesse público agora serão profissão de profissão definida por lei. E terão mais facilidade para chegar até gente como Alcolumbre para confiscar o dinheiro do Orçamento da União da forma mais leviana possível. Como o Orçamento secreto e as milhares de emendas parlamentares através das quais nossos suados impostos são desviados para os esgotos do país.
Os argumentos? Todos eles carregam no PIX!
7 de julho de 2026
A derrota da ética
Se o jogador tem a oportunidade de cobrar um pênalti faltando dois minutos para o término do tempo de acréscimo de uma partida decisiva e até então perdida por 2 a 0, manda a inteligência que ele pegue a bola, defina a cobrança e bata logo. Se fizer o gol deve correr em direção onde a bola entrou, pegar, levar também correndo para o meio de campo e esperar ansioso que o árbitro reinicie a partida. Se seu time tiver a chance de empatar e provocar uma prorogação será em um único lance. Não mais do que isso.
O Brasil perdia por 2 a 0 da Noruega domingo nos Estados Unidos e precisava ganhar para chegar às quartas-de-final da competição. O técnico Ancelotti colocou Neymar no time quando o placar ainda estava em 0 a 0 e perdeu uma das suas marcações altas porque o atacante que entrou não marca ninguém. E jogou para ver Haaland fazer 2 a 0 para sua equipe, jogando sem quem pudesse marcá-lo com eficiência. Ele geralmente só precisa de uma bola para decidir um jogo e nós lhe demos duas. Demos mais: demos a indignidade e falta de ética de um jogador em fim de carreira que não sabe perder e, em vez de cobrar logo o pênalti, ficou provocando o goleiro adversário que reagiu rindo dele (foto). Afinal, não iria sujar a linda vitória de sua equipe lutando contra uma figura patética como Neymar.
Haaland (dizem que a pronúncia é Hôlan) recentemente usou quase oitocentos mil dólares de dinheiro ganho jogando futebol para comprar um livro de mais de 500 anos, extremamente raro e que conta parte da história do então reino norueguês hoje monarquia constitucional com democracia parlamentar. Em seguida doou o exemplar à bilioteca pública da região onde nasceu. Deu aos moradores de seu país, sobretudo estudantes, a oportunidade de lerem a história norueguesa contada por quem participou dela no passado. Isso reforça o nacionalismo saudável e endereça a garotada ao amor pela leitura.
E Neymar? Consta que ele comprou um relógio de cerca de um milhão de dólares, pensa em trocar seu avião por outro maior e também comprar um novo iate. Recentemente foi pergundado a ele se lia autores brasileiros. Resposta: "Não porque são todos comunistas". Pela parte que me toca, muito obrigado. Neymar saiu de campo dando vexame e chutando um adversário depois da derrota. Os noruegueses saíram orgulhosos pela vitória e em momento algum fizeram pouco de seu adversário que, por sinal, admiram.
Não é impossível ao Brasil voltar a trilhar os caminhos das vitórias no mundo do futebol. E nos demais também. Mas antes disso alguns jogadores terão que se tornar homens de verdade. Somente depois vai ser possível voltar a revelar craques como fazíamos no passado, na época em que nosso futebol chegava aos mundiais como favorito. Deixamos isso para trás na cauda de cometa de uma infinidade de erros, casos de corrupção, malversação de dinheiro público e outras coisas mais. A solução, hoje, é ver a Copa do Mundo dos Estados Unidos à distância e sem nos deixarmos contaminar pelos arroubos trumpistas que fazem do futebol uma panacéia. Ele também é um atraso para o esporte e o mundo.
Faltam quatro anos para um novo sonho de Copa do Mundo. Resta esperar com a certeza de que há muito por fazer. E então fazer tudo.
2 de julho de 2026
Associação inevitável
Quando a gente fala do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, geralmente tem a intenção de associar o nome e a figura dele a uma foto como essa ao lado, que o mostra com cara de idiota e abraçado a uma bandeira de seu país. Mas isso está longe da realidade. Montado na maior e mais mortífera máquina de guerra do mundo moderno, o cruel fascista norte-americano tem o poder de destruir o mundo. Só não o faz porque isso significaria derrotar também seu projeto de poder absoluto e voltado ao grande capital internacional. Tanto sangue derramado seria ruim até mesmo para os negócios...
Somente depois que entrou na presidência dos EUA Trump viu suas empresas faturarem mais de 2,2 bilhões de dólares, o que representa cerca de estratosféricos R$ 11 bilhões. Principalmente em criptomoedas facilitadas pelos atos que pratica na Casa Branca. Está muito distante dos presidentes anteriores a ele que, chegando ao poder, procuraram se fastar ao máximo do mundo dos negócios. O com cara de doido, não. A presidência para ele é negócio privado. E precisa ser muito lucrativo, coisa de família.
E é privado também o fato de que governa para os amigos, contanto estejam estes associados à sua maneira de pensar. Agora mesmo, quando a Suprema Corte do seu país recusou-se a permitir que ele tirasse cidadania de pessoas nascidas lá, qual foi a reação? Vai tentar lutar para mudar a Constituição. Afinal, se ela não existe para servir a ele, não serve para existir como está. E é assim com todos os projetos modernos de ditadores da atual extrema direita mundial. Nós nos lembramos sempre de Bolsonaro, não é?
No que tange ao Brasil o presidente ianque tem dois objetivos: ajudar a nossa extrema direita política a voltar ao poder e derrotar o PIX, uma invenção brasileira apoiada e engrandecida pelo atual governo, mas que contraria interesses de bandeiras de crédito como VISA e Mater Card. Onde já se viu isso? Trump sabe que não vai tocar no PIX com Lula no poder, mas sabe que fará do Brasil seu quintal se um Bolsonaro ou um primata tipo Romeu Zema chegar ao Planalto. Daí a escolha é simples, rápida e rasteira.
O Brasil não pode ceder e ainda é preciso que os brasileiros que amam sua bandeira nacional promovam uma campanha para que Flávio Bolsonaro, seu irmao Eduardo e todo o restante da quadrilha que tenta vender o Brasil a uma potência estrangeira sejam responsabilizados na Justiça por isso. Num outro país, o que inclui os Estados Unidos, estariam todos presos. Mas os EUA de hoje, além de apoiar esse tipo de gente, ainda permite que seu território se torne coito de bandidos. Depende de para quem esses bandidos torcem...
Trump não está pensando em combater o terrorismo, mas sim quem contraria seus interesses. Nem em defender a democracia porque, se fosse assim, não seria parceiro da Arábia Saudita e de El Salvador, antros de ditaduras de extrema violência. Seu objetivo é fazer da América do Sul um potentado norte-americano, com todos os governos sendo de direita ou extrema direita e, sobretudo, dóceis a ele e a seus projetos. Atualmente quem está atrapalhando é o Brasil - o maior país sul-americano - e o México, vizinho dele. Agora Trump vai tentar parar os dois, intervir em eleições e atacar a economia desses indóceis.
É preciso os brasileiros decidirem para onde querem ir. Se pretendem ter um país soberano devem lutar por essa soberania, pois atacar a economia brasileira também atinge a dos EUA. Mas se querem ser quintal de uma potência estrangeira, vendo o saque de sua economia como está sendo feito com o petróleo da Venezuela, basta fazer isso nas urnas. Quem tem honra, dignidade e vergonha na cara não vai traçar um caminho como esse. Aliás, quem tem honra, dignidade vergonha na cara não promove guerras familiares de baixo nível disputando espólio político de presidiário condenado por ser culpado de tentativa de golpe de Estado como acontece agora, e a céu aberto, nas entranhas do esgoto bolsonarista de Brasília.







