
Flávio Bolsonaro diz que se vencer a eleição de 25 deste mês vai criar o "Ministério da Prosperidade" e ficar sempre, o tempo todo de seu mandato que ele pretende aumentar para cinco anos, "junto ao povo brasileiro". Isso não é novidade na história moderna e vou contar a vocês como surgiu o "Carro do Povo" lançado há quase um século na Alemanha e cujo chefe de Estado, Adolf Hitler queria o amor incondicional de sua população.
Quando esse futuro ditador assumiu o poder na Alemanha, em 1933, seu país tinha um dos menores índices de motorização da Europa e ele queria mudar isso. Radicalmente. Inspirando-se em um modelo de produção em massa que havia sido criado por Henry Ford nos Estados Unidos, tocou o projeto de construir as "autobahns", rede de estradas alemãs tambem chamadas de "autobahnen" ou "Bundesautobahn". Mas pretendia mais: precisava de um carro para o povo chamar de seu e que custasse no máximo 1.000 Marcos do Reich, preço de uma moto na época. Ele entregou o projeto a Ferdinand Porsche - nome que nos remete até hoje a bons automóveis - e fez mais uma série de exigências que não vêem ao caso no nosso artigo. O carro foi lançado depois de idas e vindas - foto do lançamento - e se tornou, com o passar dos tempos, no icônico Fusca que os brasileiros amaram a partir de 1959. Cada um de nós tem ao menos uma história com eles.
Só para nos "alegrar", o projeto também se chamou KdF-Wagen (Kraft durch Freude ou "Força pela Alegria"). Que coisa bonitinha! Em 1959 ele passou a ser montado no Brasil, em São Paulo. As autobahns alemãs existem até hoje e lá elas não têm limite de velocidade em certos trechos onde "se recomenda" não passar dos 130 quilômetro por hora. Aqui isso ia fazer um sucesso incapaz de ser imaginado pelos mais prudentes.
A prosperidade e a alegria sempre foram fixações do fascismo ou da extrema direita política, como vocês preferirem chamar sem que a gente entre em considerações acadêmicas. Esse projeto esconde o totalitarismo, as ditaduras civis e militares e os governos que pretendem se eternizar no poder. Hitler destruiu a democracia da Alemanha, tentou conquistar o mundo, gerou a II Guerra Mundial, os campos de concentração ou extermínio e sua guerra foi responsável por cerca de 40 milhões de mortos totais, a maioria deles civis e não só na Europa.
Por trás de uma aparência quase gentil, Flávio Bolsonaro, o 01 esconde um projeto extremista de poder e que começou com a ascensão do pai, o militar frustrado que tentou um golpe de Estado em 08 de janeiro de 2023 para não deixar a presidência a seu sucessor. Agora o clã quer voltar ao poder do Brasil, o último país da América do Sul que tem importância continental e ainda não se rendeu aos planos do novo fascismo que aqui em nosso continente é representado por Donald Trump, comandante do esquema mundial e encastelado na Casa Branca, onde elabora planos planetários. Mirabolantes.
Esse Flávio não tem compromisso algum com a democracia. Da mesma forma que Tarcísio de Freitas em São Paulo, Sérgio Moro no Paraná, Jorginho Melo em Santa Catarina e agora Luciano Zucco no Rio Grande do Sul. Cuidado, capixabas, com Lorenzo Pazolini aqui no Espírito Santo. Ele é um dos tentáculos desse polvo de proporções gigantescas...
Por tudo o que foi dito e ainda muito mais, é preciso preservar o Brasil. Já há fazendeiros querendo invadir terras de povos naturais, incêndios florestais e destruição de centros de estudos e pequisas em Universidades Federais. Tudo o que representa o progresso no Brasil e no restante do mundo eles odeiam. Acredito piamente na capacidade que temos de vencer a eleição de 25 de outubro, colocando para fora do poder de Estado do Brasil esse projeto que não chamo de tupiniquim em respeito aos nossos lindos povos originários.
Vamos lutar contra isso. Chorar o leite derramado vai ser muito pior.
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