
Em mais uma demonstração de que vive fora da realidade, o presidente dos Estados Unidos anunciou um tal de Conselho da Paz e para este convidou várias personalidades mundiais que ocupam cargos de comando em diversas regiões, dentre as quais o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O convite foi entregue à embaixada brasileira em Washington, encaminhada ao Itamarati e este pediu informações complementares aos EUA antes de uma resposta oficial. Mas isso é um cilada e não devemos participar dela de forma alguma. De que paz estamos falando? Será por acaso da paz dos cemitérios?
O Conselho é genérico e não diz especificamente que cuidará da causa dos palestinos, o povo que está sendo masssacrado pelo sionismo internacional como mostra a foto acima. Os membros terão mandato de três anos a menos que doem um bilhão de dólares para a "causa". E só o presidente dos Estados Unidos terá direito de veto! Essa anomalia diplomática exclui os palestinos do grupo decisório e, pior de tudo, faz de conta que a ONU não existe. O Brasil, é sempre bom lembrar, defende o multilateralismo e a Organização das Nações Unidas. Por trás dessa mais nova criação de Trump está o desejo de ele dominar o mundo.
É bom lembrar que a ONU surgiu das cinzas da II Guerra Mundial substitundo a Liga das Nações, a primeira organização intergovernamental criada para promover a cooperação e alcançar a paz internacional, isso em 1919, e que deixou de existir por não ter sido capaz de evitar a II Grande Guerra. Mas essa segunda organização vem sendo desrespeitada em todos os sentidos e sofre de males como o poder de veto que até hoje é mantido como privilégio dos vencedores do conflito provocado pelo nazifascismo e encerrado faz 80 anos. E é o renascimento desse pensamento político racista que mais uma vez nos assombra.
Trump age sem pensar no fato de que dentro de três anos não será mais presidente. Provavelmente voltará a comparecer a audiências na Justiça de seu país como réu. Vive num mundo onde pode invadir países, sequestrar presidentes dos quais não gosta, considerar uma outra nação como um estado norte-americano e, pior do que isso, determinar que todos aqueles que discordam dele têm que pagar tarifas aos EUA. Quer porque quer ser dono da Groenlândia, a maior ilha do mundo e que vivia em paz até ele ser eleito. Trump é uma anomalia como ser humano e um psicopata perigoso ao comando da maior máquina de guerra dos tempos atuais. Mas, também, de um império em decadência.
É o fato de ele saber que os tempos áureos ianques passaram que o faz querer usar da força como argumento. E tentar dobrar todos à sua vontade. A Europa cometeu um erro ao se deixar levar pelas asas dos Estados Unidos, sob as quais aceitou ficar considerando a OTAN como uma salvaguarda sem restrições ao "expansionismo soviético". Não era e não é. A dissolução da União Soviética poderia ter servido para que esse órgão perdesse importância e um realinhamento fosse tentado. Não foi. A distância continuou mantida em relação aos russos e o resultado é esse.
Nas últimas décadas depois do final da II Guerra Mundial, em 1945, os EUA fracassaram em todos os conflitos nos quais se envolveram ou provocaram. O exemplo mais candente ainda é a guerra do Vietnã, mas há outros. Em todos os casos, além de serem militarmente derrotadas, as forças armadas norte-americanas deixaram um rastro de destruição atrás de si e nações em frangalhos. O caso do Iraque salta aos olhos. De forma indecentemente mentirosa os ianques invadiram o país alegando que este possuía armas de destruição em massa. Arrasaram tudo, uma das regiões mais antigas da cultura humana, e fizeram com que os danos de sua passagem perdurassem até os dias atuais em quase toda a região.
Trump talvez seja mais nefasto ao planeta do que Hitler. Possivelmente guarda mais ódio em seu microcérebro do que Netanyahu. E deve deixar como herança sua um imenso rastro de destruição quando sair do poder ou este o abandonar. Tem que ser detido e, ao que parece, isso vai caber aos próprios norte-americanos. De nossa parte seria oportuno não pisar no pântano. Mas essa decisão cabe a Lula e ele deve estar considerando muitos fatores.
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