Imagino que deva estar sendo muito difícil para o atual governo brasileiro responder ao "convite" dos Estados Unidos de fazer parte do tal Conselho da Paz que, na verdade, é a destruição da ONU pelo presidente Donald Trump e sua substituição por um fantoche sob sua única e exclusiva guarda e em atendimento a projetos dele em sociedade com o sionismo de Israel. É uma ONU só de Trump! Na prática, a paz defendida por esse mandatário psicopata pode ser vista na foto acima: pouco sobrou da Faixa de Gaza depois de iniciado o genocídio do povo palestino sob o comando de Benjamin Netanyahu.
Como esse homem vê Gaza? Da mesma forma como a Venezuela: uma oportunidade de negócios. Grande negócios! O líder dos EUA, colocado na Casa Branca pela segunda vez, jamais em toda a sua vida se importou com democracia, liberdades individuais, direitos humanos ou meio ambiente. Dane-se tudo isso. Não fosse assim e ele não estaria lado a lado com o chefe de Estado da Arábia Saudita que controla seu país com punhos de ferro e mandou matar, esquartejar e desaparecer com o corpo de um jornalista seu opositor.
A Arábia Saudita é boa para os negócios! Da Venezuela Trump quer logo de saída 50 mihões de barris de petróleo. Mas vai querer muito mais. De Gaza ele já disse mais de uma vez sonhar com um resort de luxo onde seu genro saberá usufruir das chances de mais enriquecimento. E não é preciso ser inteligente para perceber que não haverá lugar para os palestimos nesse éden do futuro. Os que sobreviverem ao massacre serão expulsos de lá, não importando para onde.
Já Cuba, Trump pretende destruir porque ela representa um símbolo de resistência. Faz seis décadas sobrevive ao bloqueio dos Estados Unidos sob os mais diversos governos deles e com muita pressão em todos os sentidos. E isso na costa americana! O topete loiro não aceita tal coisa e, por saber o que terá pela frente, o presidente cubano Dias Canel já foi obrigado a colocar seu país em estado de guerra. Uma nação que nunca representou perigo militar para os ianques!
A Groenlândia é outro caso de psicopatia clara. Ele quer porque quer anexar a ilha aos Estados Unidos. Em linguagem clara, pretende tomar à força e contra o desejo de seus habitantes um Estado associado ao Reino da Dinamarca. Para quê? Pelo petróleo que existe lá, pelos minerais estratégicos e outras riquezas. China e Rússia jamais invadiram a ilha e não parecem dispostos a isso. Ao menos nenhum movimento é feito nesse sentido. A China, por sinal, não participa de guerras desde sua consolidação como Estado.
Vejam como as coisas se agravam: sob o comando do ministro fascista de segurança Itamar Ben-Gvir, Israel demoliu ontem a sede da Agência da ONU para Refugiados Palestinos em Jerusalém Oriental, substituindo a bandeira do órgão por uma de seu país. A presidência rotativa pertence ao Brasil. Em Paris, uma juíza francesa que atuava no caso Marine Le Pen foi ameaçada por emissários dos EUA de ser incluída na Lei Magnistsky caso não reduzisse a pressão sobre a acusada. O presidente dos EUA usou mais uma vez sua ridícula rede social para atacar os europeus, fazer ameaças envolvendo a Groenlândia e usar uma foto da Venezuela e outra do Canadá como possessões dos Estados Unidos.
É hora de dizer chega! O mundo tem que enfrentar esse Hitler do Século XXI.

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