Se algum dia alguém me pedir uma imagem perfeita, pronta e acabada da indignidade humana, eu mando a essa pessoa a foto aí acima. Foi tirada ontem na Casa Branca durante o almoço que o "imperador" Trump ofereceu à "presidente" Maria Corina. Juntos e quase colados estavam o psicopata e a capacho, num encontro para o qual ela sequer foi recebida pelo chefe de Estado na entrada principal. Ingressou na Casa Branca por um acesso lateral e nem lá foi esperada à porta, como manda o protocolo ao menos da boa educação.
Maria Corina é parte da estrutura do golpe que levou à deposição por prisão e sequestro do presidente Nicolás Maduro, e isso é de conhecimento geral. Foi um golpe de Estado magnificamente bem organizado e os Estados Unidos são professores doutores no assunto. Surpreendentemente, boa parcela do regime venezuelano fez parte da trama por participação ou omissão. Para nossa sorte o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje ocupante de um "apartamento" na Papudinha, não fez o curso. Deixou de aprender o básico da matéria.
Quem estuda isso com interesse, vê que há "coincidências" grandes entre o atual presidente dos EUA e o antigo ditador nazista Adolf Hitler, morto em 1945. No caso deste, ele começou sua busca por "espaço vital" ou "Lebensraum" com a tomada da Renânia, que os alemães estavam probidos de ocupar por causa do Tratado de Versalhes, ao final da Primeira Guerra Mundial. Depois anexou a Áustria, recebido quase com tapete vermelho, os sudetos, que eram parte da Tchecslováquia, Boêmia e Morávia. Somente quando foi invadida a Polônia os europeus acordaram e Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha.
Trump chama suas pretensões de "segurança nacional", o mesmo axioma que ditaduras como a do Brasil usaram no passado. Atacou a Venezuela para tirar um ditador de lá quando na verdade queria e quer o petróleo; chegou a chamar o primeiro ministro canadense de "governador" porque imagina aquele país como o 51º estado norte-americano e agora volta seus olhos para a Groenlândia, que já se disse disposto a atacar militarmente para evitar que ela seja "ocupada" por Rússia e China. Talvez os contrapesos existentes nos tempos modernos freiem esse indivíduo. Senão teremos uma terceira gerra mundial às nossas portas. Como outros presidentes americanos, esse também tem fixação por Cuba. Freud explica?
Existem poucas diferenças entre Hitler e Trump além do bigodinho do primeiro e a cabeleira loura do segundo. Na raiz dos pensamentos de ambos está a beligerância, a mentira e a falta de qualquer tipo de decência. Tanto que o presidente norte-americano se acha digno do Prêmio Nobel da Paz e pretende continuar a lutar por ele. Pior de tudo, tem chance de conseguir isso pois, afinal de contas, é tratado como líder mundial apesar dos pesares. Isso faz parte de uma farsa, espécie de teatro do absurdo que resiste aos tempos e se retroalimenta graças à passividade com que o mundo acompanha as loucuras trumpistas atuais.
E ao que tudo indica o narcisismo maligno, transtorno de personalidade antissocial e declínio cognitivo de Trump, todos já diagnosticados por estudiosos que o têm como foco, atingiram mais pessoas de sua proximidade. A última, a porta voz Caroline Leavitt deu um show pitiático contra um jornalista credenciado na Casa Branca que a questionou sobre o assssinato de uma americana pelo ICE. Chamou o homem de esquerdista, falso profissional e, dentre outras coisas, disse que ele não poderia continuar ali.
Sempre a mesma receita.

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