11 de março de 2009

Cuidado com telefonemas falsos!


Amigos;
venho falando disso já há algum tempo. E com retorno de leitores. Fiz um artigo, "Telefonema falso e falso sequestro" e outro, "Reféns do terror", nos quais falo sobre um drama passado por mim com um telefonema de falso sequestro e também a loucura de receber ligações de vários lugares, no meu celular ou em casa, com o telefone ficando rigorosamente mudo. Você pode ler os dois posts na relação de "janeiro 2009", que está aí ao lado.
A Vivo não dá informações. Diz que está juridicamente impedida. A Polícia não registra boletim de ocorrência porque alega não ter a quem intimar. E a gente fica tendo que atender ligações de bandidos, em certos casos com mulheres gritando, dizendo ser a filha da gente e pedindo socorro por ter sido sequestrada. Logo em seguida entra um vagabundo na linha para perguntar se a gente é o pai e completando: "Nóis é matador!"
Segundo a Polícia os telefonemas são procedentes de delegacias. Isso é um Samba do Crioulo Doido. Os sujeitos ligam de delegacias, são presos da Justiça e ninguém faz nada!
Anote esse números. São todos de vagabundos ou bandidos, que ligam para o celular ou para a casa da gente, quase todos os dias, torrando a paciência. Algum tipo de golpe eles certamente querem dar:
O (021) 9249-3178, do Rio de Janeiro, foi o dos bandidos que simularam o sequestro de minha filha. Meu pavor maior foi que ela estava mesmo viajando. Surgiu outro carioca: 3521-9404. E mais um segundo uma leitora: 2122-0649. Agora, mais três passados por um leitor deste blog: 9200-5742, 9979-6837 e 9147-9674, todos também com o DDD 021. E de criminosos que simulam sequestros.
Fiquem atentos a ele também.
Esses que se seguem são dos números que ligam e ficam mudos. Alguns foram passados a mim por leitores do blog e vão sendo atualizados à medida em que escrevo. Já coloquei mais alguns de São Paulo na relação.
Há seis Ceará (85): 3216-0510, 3255- 9900, 3466-0707, 3216.0512, 3216-0222 e 3255 0202. Segundo denúncia de leitor, o 9900 e o 0707 seriam da Oi, usados para infernizar quem cancela contas. Há outro que surgiu agora: (081) 21010021. E esse está "atacando" muito. Os de São Paulo - inicialmente era só um - (11) mas agora são 3201-4500, 2886-2600, (este, segundo informado, pertence a uma grande empresa de telemarketing, com milhares de empregados, portanto não sendo telefone malicioso. Não recebe ligações. Fica em aberto saber porque toca para os outros e fica totalmente mudo. Mas enche o saco de qualquer um. É rei das reclamações), 2113-9400, 2886-2400, 3304-4392, 3323-2672, 3369-6470, 3369-6700, 3304-9397, 3304-4392, 3305-6370, 2813-0450, 3515-4660, 2391-0150, 2391-0155, 3304-9397 e 2391-0160. Além deles, temos agora o (012) 2139-2450. Os do Espírito Santo, que não recebem ligação (27), são 3301-1571, 3301-1572, 3301-1573, 3301-1574 e 3301-1575. Mas você também pode ligar para os de baixo (1570 e inferiores) e os de cima (1576 e superiores). O recado é idêntico.
Com relação ao (11) 2113-9400, segundo leitor do blog (Chelo Trentini Pintora), pertenceria ao setor de cobranças do Citibank e vem sendo usado para fazer terrorismo contra pessoas e/ou empresas que têm contas ou pendências pecuniárias com a instituição. O que é ilegal. Vocês podem ver a correspondência do leitor, junto com diversas outras, ao final do texto.
Tem um cujo DDD ainda não sei: 7872-4030.
Mas esse outro eu sei o DDD: (48) 3203-1150. Cuidado com ele. E há outro com mesmo DDD: 2106-0049. É coisa de criminoso! As pessoas que o atenderam ouviram informações de que os "felizardos" haviam ganho prêmios. Há posts sobre isso nesse artigo.
Divulgue. Reaja. Talvez alguém faça alguma coisa!
Agora, segundo outro leitor do blog, surgiram mais dois números, ambos do Paraná: : (44) 99523019 e (44) 98078515. Estes ligam a cobrar. Não atenda de forma nenhuma. Há a suspeita de que sejam telefonemas dados por criminosos.
Um leitor mandou mais esses números: 2106-7550, 28860-2600, 3201-4500 (todos do DDD (011) e 2125-7150, DDD( 021). Outro enviou o número (011) 2886-2600. Do outro lado da linha há uma voz de homem. E só fala pornografia.
Hoje surgiu mais um número: (012) 3909-1900. Esse não fala nada e dá sinal de ocupado quando a pessoa tenta falar com ele. Já esse próximo que mostrarei, segundo outro leitor, liga para fazer ameaças. É do criminoso que usa 0 (022) 9885-2329.
Hoje surgiram mais dois números com DDD diferente, agora (o79). São eles o 9972-9407 e o 9910-7824. Cuidado com estes últimos também.
Agora, surgiu um número do Rio Grande do Sul. Vamos anotá-lo para evitar problemas futuros. De preferência, não atendendo: (051) 8214-9100. Nesse número, os pilantras dizem que são do HSBC e pedem dados pessoais. Jamais forneça!
Vejam dois telefones de São Paulo (011) e que começaram a aparecer no meu celular. Tomem cuidado com o 9211-6403 e com o 9230-7725. Os dois, depois que você atende, permanecem mudos. Ou são imediatamente desligados.
Há um outro que também perturba os leitores: (019) 3447-9300. Esse DDD, notem bem, é usado por vários municípios do interior de São Paulo, todos eles com população baixa. Recurso encontrado pelos vigaristas para tornar o rastreamento mais difícil. Cuidado com ele.
E, para terminar pelo menos por agora, mais um número que me foi enviado por leitor do blog: (071) 3266-8070. Fica mudo. Muito cuidado com ele.
Segundo uma leitora, grande parte dos telefones listados neste texto pode ser encontrado por intermédio de um site chamado "achecerto". Ela procurou no Google. Eles constam como sendo de uma empresa de nome Meta Soluções Comerciais, Atendimento e Relacionamento, com sede na Rua 7 de Abril, 230, 10º andar, conjunto 101, no Centro de São Paulo. É preciso ter olho vivo com esse pessoal.
E AGORA UM AVISO MUITO IMPORTANTE: NÃO ATENDAM TELEFONEMAS DO NÚMERO (11) 9965-0000. TODOS OS TELEFONES QUE ATENDEM ESTÃO SENDO CLONADOS. Eu já havia dado esse aviso, mas recebi hoje um reforço da informação por parte de um jornalistas aqui no Espírito Santo. TODO CUIDADO É POUCO!!!!!!!!!!
Estamos acrescentando novos números sempre. Atualizado pela última vez em 10/02/2011.

10 de março de 2009

Dom Dedé e a Inquisição


Dom Dedé, ou Dom José Cardoso Sobrinho (vejam-no no seu ofício), como preferirem, queria ver morta uma criança de nove anos que estava grávida de gêmeos, estuprada que fora várias vezes pelo padrasto. Não adiantou os médicos explicarem que uma criança que nem sequer pelos pubianos tem ainda, não pode parir dois seres humanos. Isso representa risco até para mulheres adultas.
E como não conseguiu convencer a Justiça e a família da criança a matá-la, ele excomungou mãe, médicos, etc. Todos os que estiveram direta ou indiretamente ligados à interrupção daquela gravidez absurda e indesejada. Se não morresse a criança grávida, era grande o risco de morrerem os fetos. De uma forma ou de outra, algo grave iria acontecer.
Mas Dom Dedé não entende isso. Seus dogmas estão acima do bem e do mal, da vida e da morte, da mais tênue capacidade de entendimento. Imagino que se tivesse vivido há cinco séculos, o bispo de Olinda e Recife mandaria para a fogueira todos os envolvidos na interrupção da gravidez da menina. É triste. E ainda por cima porque ele é o titular de uma diocese que durante muitos anos teve como arcebispo ninguém menos que Dom Helder Câmara.
Não adianta discutir com Dom José. Ele vive nos tempos da Inquisição. Tem sua Inquisição pessoal, privada, e para que a autoridade episcopal não seja contestada toda a Igreja aprovou suas bulas de excomunhão. Em breve, Dom Dedé deverá pegar uma caravela para Roma onde uma carruagem de ouro o levará ao Papa para outras homenagens.
Mas felizmente a menina estuprada está viva. E deverá ser curada mentalmente também.

5 de março de 2009

A posse e a dúvida


Um fato incomum: houve engarrafamento de trânsito ontem (04/03), no final da tarde, para a posse do médico Luciano Rezende (PPS) como Secretário de Esportes do Estado do Espírito Santo. Ex-remador, especialisa em Medicina Esportiva, com experiência em controle anti-doping de competições internacionais (como membro do COI), ele recebeu do governador Paulo Hartung (PMDB) carta branca para agir.
Mas sobretudo para fazer duas coisas: criar uma lei de incentivo ao esporte no Espírito Santo - sumamente necessária - e terminar as obras do Estádio Kleber Andrade, hoje do Governo do Estado, para que o Espírito Santo tenha um endereço onde o futebol e outras modalidades esportivas possem se desenvolver.
Luciano ainda quer dar ênfase ao esporte estudantil. Ele admitiu que as escolas brasileiras têm poucas instalações esportivas e, talvez por cortesia para com alguns presentes, não disse que parte dessa "herança" deve-se à ditadura militar. Ela queria acabar com a atividade política estudantil pós-64 e, para isso, atacou os grêmios estudantis, bem como todas as formas de associação entre jovens estudantes. As instalações de esportes, locais de grandes concentrações, foram algumas das vítimas dessa "repressão". Com reflexos negativos até hoje.
Talvez Luciano consiga alcançar seu intento. Será bom muito menos para ele e muito mais para a população capixaba, sobretudo os jovens. De boa sorte é o que precisa Luciano Rezende.


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Eu fiquei me atendo a um outro fato, este "subalterno", da posse. Em seu discurso, diante do ex-senador Roberto Freire, figura ímpar na dignidade da política brasileira, o governador Hartung lembrou sua militância política no velho PCB - onde eu também estava - e disse que, ao final de seus oito anos de mandato, quer ser lembrado, não com saudade, mas com respeito. E completou afirmando que, para isso, precisa completar o trabalho de formação de quadros que iniciou desde o primeiro dia de seu primeiro governo, quando se dispôs a fazer uma administração "de mãos limpas". Era um contraponto com a administração passada.
Ouvi aquilo com atenção. À minha frente estava Roberto Freire. Corri os olhos pela multidão de pessoas presentes, todas aplaudindo freneticamente as palavras proferidas pelo governador - aplaudiriam até os pigarros - e pensei com os meus botões:

- Quantos Cabo Anselmo ainda poderá haver por aqui?

2 de março de 2009

Vamos denunciar telefonemas falsos!


A reação dos leitores desse blog à matéria que escrevi denunciando os trotes telefônicos e crimes com telefones é pano de fundo para uma outra denúncia: não se faz nada, rigorosamente nada para coibir esse tipo de ato criminoso. Em Reféns do terror, contei a história de pânico passada por mnha família numa determinada madrugada, quando marginais ligaram para minha casa fingindo ter sequestrado uma filha minha que havia viajado. Em Telefonemas falsos e falsos sequestros, enumerei alguns dos telefones dos quais vagabundos e vagabundas ligavam para mim, no celular e na minha casa, com o mais absoluto silêncio quando o telefone era atendido. Eram interurbanos, na maioiria das vezes, e nem sequer a cobrar.
O que se argumentou para explicar isso: "Senhor, são telefonemas de dentro de delegacias!". Inclusive o do falso sequestro de minha filha? "Sim, senhor".
Que maravilha! Que país fantástico! Bandidos ligam de dentro de delegacias, fingem estar matando pessoas - as mulheres gritam fingindo ser a filha da gente - e nenhuma autoridade pode fazer nada. Pior do que isso: ninguém ouve nada. Porra nenhuma!
Tentei de todas as formas saber de onde vinham os telefonemas mas não consegui. O tal "sigilo telefônico", pretensamente protetor da minha e da sua privacidade, protege o criminoso nas delegacias de onde ele pode telefonar a todo momento, para todo mndo, sem que ninguém possa - ou queira - fazer nada. Isso é o Samba do Crioulo Doido!
Só para lembrar, eis alguns dos telefones usados por bandidos: três do Ceará (85) são 3216-0510, 3216.0512 (passado por Leandro, leitor do blog) e 3216-0222. O de São Paulo (11) é 3201-4500. Os do Espírito Santo, que não recebem ligação (27), são 3301-1571, 3301-1572, 3301-1573, 3301-1574 e 3301-1575. Mas você também pode ligar para os de baixo (1570 e inferiores) e os de cima (1576 e superiores).
Existem outros, claro. Muitos outros. Vamos fazer o seguinte: denunciar o maior número possível. Tentar de todas as formas chamar a atenção das autoridades. Antes que um bandido desses sequestre efetivamente uma filha nossa ou de um deles, as mate e providências sejam tomadas depois disso. Seria muito melhor agora, sem o sangue correr.

12 de fevereiro de 2009

Aposentado tem que morrer!


Veja bem a foto aí ao lado. Aquele idoso senhor, mais ou menos desgastado pelo tempo, um aposentado, encontra-se num asilo. O lugar para o qual o presidente Lula e seu entourage mandariam todos os demais, caso isso fosse possível. Assim essa gente imprestável - no ver deles - e inútil - no ver deles - pararia de reclamar contra os aumentos da aposentadoria.
Afinal, para dar aumentos é preciso fazer algumas contas. Como negar os reajustes dos parlamentares se o governo depende deles para seus negócios, confessos ou não? Como negar os aumentos dos membros do Judiciário se há tantos processos correndo nos mais diversos escalões? Além do mais, desculpas, há: são poderes independentes. Têm o direito de viver vida de nababos. São a Bélgica nessa Belíndia em que vivemos. O senhor da foto no alto do texto é a Índia. Como a esmagadora maioria dos nossos aposentados e pensionistas.
Aliás, estou sendo injusto. Há "pensionistas" e pensionistas. Há aqueles dos poderes Legislativo, Judiciário e alguns do Executivo. Onde, por exemplo, um motorista - nada contra os motoristas - pode ganhar bem mais do que um engenheiro em início de carreira. Dane-se, caramba! Afinal de contas, nosso douto presidente não é engenheiro. O diploma que ele queria, já tem.
Não vamos reclamar. 5,92 por cento está de bom tamanho. Do tamanho da inflação oficial e do projeto do governo federal, que é nivelar todos por baixo, ganhando salário mínimo da Previdência Social. Se Dilma foi eleita, esse projeto de concretiza.
Você reclama porque o reajuste dos remédios ao longo dos últimos 12 meses foi superior a isso? E daí? Quem manda aposentado, essa gente velha, ter que tomar remédio, às vezes controlado, às vezes todos os dias? Aposentado não tem que tomar remédio. Aposentado tem que morrer no asilo, onde poucos vão ver, poucos vão saber. E Lula vai continuar curtindo os mais de 80 por cento de aprovação. Viva ele? Sim, como diria Fernando Collor, que acreditava na incomensurável capacidade de o brasileiro ser roubado sem reclamar, assim vive o líder, et caterva.
Viva ele!


6 de fevereiro de 2009

Um país, dois poderes


Vira e volta e os meios de Comunicação divulgam pesquisas nas quais o Poder Legislativo surge como o menos respeitado de todos os três do Brasil. Vira e volta e partidos políticos, com seus membros, são lançados ao balde lixo da história. Ou à latrina desta mesma história. O que acontece para que esse conceito tão desprezível perdure?
Talvez o atual corregedor da Câmara dos Deputados possa descobrir isso, caso pare para pensar um pouco, recolhido a uma das suítes de seu castelo mineiro. O castelo que ele não declarou ao Imposto de Renda ou ao Legislativo, porque está em nome dos filhos.
Talvez os presidentes da Câmara e do Senado queiram perguntar isso à população no intervalo entre uma votação e outra de vantagens pecuniárias para eles próprios e seu apaniguados.
Talvez os deputados estaduais consigam alguma luz no fim do túnel, no intervalo entre uma ida e outra aos palácios dos governadores para negociar a entrega da independência de sua instituição em troca de vantagens políticas, sobretudo para as próximas eleições.
Talvez os vereadores de milhares de câmaras municipais possam ter alguma ideia se tiverem tempo para fazer o mesmo, no caso nas prefeituras em vez de nos palácios estaduais. Aqui no Espírito Santo, por exemplo, e na Capital, Vitória, a compra do legislativo municipal, trocado por cargos comissionados na Prefeitura, é chamada de "parceria".
Portanto, talvez.
Talvez um dia eles descubram que vivemos no país de dois poderes. O terceiro está à venda.

5 de fevereiro de 2009

Shoplambança


Quando a gente olha para as imagens parece uma festa. Todo mundo rindo, todo mundo mostrando mercadorias lindas. Mas tome cuidado porque o Shoptime erra. E quando erra não quer corrigir o erro de forma alguma.
Eu adquiri produto dia 28 sob número 01-16031141. Compra feita de Vitória-ES para entrega em São Paulo. Trata-se de presente de casamento de daqui a dois dias. Nos documentos disponibilizados via internet estava tudo certo, inclusive endereço de entrega. Mas a minha surpresa chegou ao receber a mercadoria em Vitória. Tentei falar para o Shoptime para relatar a lambança feita. Ele não respeita a regulamentação atendimento em centrais telefônicas. De tempo de espera. Passa-se horas tentando falar. Fica-se ouvindo música o tempo todo. Nos contatos por e-mail, não veio resposta. E a data do casamento estava chegando... Na única vez em que uma atendente ofereceu “solução”, queria que a transportadora voltasse a Vitória, recolhesse a mercadoria para a central para ela ser conferida e, então, mandada para o endereço correto. Chegaria, quem sabe, no primeiro aniversário de casamento do casal...
O consumidor não é respeitado no Brasil. O Shoptime é empresa de âmbito nacional, 24 horas por dia na TV. E isso deve estar acontecendo a mais pessoas.
Tomem cuidado!

3 de fevereiro de 2009

Golpe de assaltantes. Cuidado

Atenção, há mais desonestos na internet querendo dar golpes. E agora este é de assalto. Leia e preste muita atenção quanto a isso:
Nos últimos dias, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná (Curitiba) estão enviando pelos Correios uma carta com papel timbrado da NET, TVA, SKY, Directv ou outro qualquer canal de TV por assinatura. Na carta, que por sinal é muito bem elaborada , os vigaristas dizem que estão modernizando tecnologia e que será necessária a substituição de equipamento dentro da casa do assinante. Eles colocam um número de telefone (de um comparsa) para o agendamento. Se a pessoa (assinante) não conhece o golpe e não telefona para o verdadeiro número da Operadora de TV, para confirmar se isto procede mesmo, os marginais praticam o assalto em sua residência com hora marcada e com você abrindo a porta e servindo um cafezinho.
As próprias vítimas marcam o dia em que sua residência vai ser assaltada! Qualquer pessoa que receba carta deve confirmar o número com o telefone que consta na fatura mensal. Nunca com o número de telefone da carta recebida. E se receber e-mail pedindo pra atualizar o MSN para a versão 8.0, não clique pois é um vírus. E também se alguém chamado felipegadeia@hotmail.com quiser adicionar seu computador ao MSN, não aceite. É um vírus que apaga em 3 minutos todo o HD. Se alguém na tua lista adiciona, você também pega o vírus.
Atenção, portanto.

28 de janeiro de 2009

"Solução final"

O tema dos trotes de marginais é sério. Mas ontem contaram-me um fato hilário sobre o tema. É real, aconteceu no Espírito Santo e o nome da pessoa envolvida não será fornecido por razões mais do que óbvias, até porque eu estou romanceando um pouco. Ela é mulher, solteira, sem filhos, advogada com família morando em Vitória, mas residindo e trabalhando numa das mais importantes cidades do interior do Estado.
Uma bela noite ela está em casa e o telefone toca. Do outro lado da linha vem a voz ameaçadora:
- Seguinte: sua filha está com nóis. E vamos matá ela!
Imediatamente, ela finge desespero:
- Não faça isso, por favor. O que eu tenho que fazer. Quero minha filha de volta!
Para o marginal é sopa no mel.
- Anote aí: pegue o dinheiro no caixa e depois saia de casa para depositar. Vá até a rua tal, vire à direita...
- Devagar, não estou entendendo...
- Vou falar de novo. Faça o que eu mando. Vá por alí, pegue a rua tal, passe pela praça logo adiante...
- Não estou entendendo nada, moço. Por favor, fala de novo que estou muito nervosa...
- Olha, dona, presta atenção. - o sujeito já está nervoso - Saia de casa, pegue o dinheiro, vá pela rua tal, contorne a praça fulano, pegue a avenida sicrano...
- Ai, não sei ir...
- Moça, não torra a paciência. É na rua fulano, depois na avenida sicrano, em seguida na praça beltrano. Entendeu, porra?
- Olha, moço, está dando muito trabalho. Pode matar!
E desligou o telefone.

27 de janeiro de 2009

Talefonema falso e falso sequestro

- Esse telefonema do falso sequestro de sua filha pode ter relação com os outros telefonemas que você recebia!
O policial disse isso com convicção. E o fato a que ele se referia surgiu há cerca de três meses e foi relatado por mim a ele. O meu celular tocou e ficou mudou ao ser atendido. Olhei no bina e lá estava um número do Ceará. De telefone convencional. Não há ninguém lá para ligar para mim. Além do mais, quem ligaria do Ceará para um celular de Vitória sem falar. Ligações interurbanas em horário comercial custam caro.
As ligações prosseguiram. Muitas vezes por dia. Conhecedor dos números - passaram a ser dois - não atendi mais. Elas cessaram. Mas achei estranho, relatei o caso à Vivo, que é muito esperta, por e-mail, pedindo para saber que telefonemas eram esses. Veio a resposta:
"Em atenção a sua solicitação, informamos que a Vivo somente fornece as informações consideradas sigilosas (rastreamento de celular, origem das chamadas entre outros) mediante autorização judicial." E seguiam-se outras considerações, encerradas com o conselho para que eu registrasse um boletim de ocorrência, o popular BO, numa delegacia de polícia ou no Ministério Público.
Como não havia continuação das ligações, desisti. Mas elas voltaram. E para meu telefone particular, de casa. Como eles sabem esses endereços? Aos mesmos dois números do Ceará foram acrescentados um de São Paulo e vários do Espírito Santo.
Esses últimos continham uma curiosidade: eram sequenciais. Resolvi ligar para eles e ouvi, em todos os casos, a mesma gravação: "Chamada gratuita: este número está temporariamente programado para não receber chamadas".
Resolvi fazer um teste, já que se tratava de números sequenciais, e liguei para os logo acima e os logo abaixo. Deu a mesma coisa. Todos, rigorosamente todos, não recebem chamadas. Mas enchem o saco do cidadão ligando para a casa dele, para o celular dele, sem que o filho da mãe que liga diga nada.
Liguei para os números do Ceará: estão eternamente ocupados. Então, como encontram tempo para torrar a paciência? O de São Paulo é diferente: manda mensagem em inglês. Chique, não?
Creio que estou diante de uma constatação. No seu comunicado para mim a Vivo diz: "Ligações recebidas somente entrarão nos relatórios caso tenham sido realizadas a cobrar." Ora, acho que o pessoal das ligações sabe disso. Nunca liga a cobrar!
Mas, depois da ligação comunicando o falso sequestro, o policial que me recebeu na DPJ de Vitória acha que esses fatos têm relação um com o outro. Só que ele não pode fazer o BO pois não tem uma pessoa a que citar. Um endereço para constar. Um fato delituoso para ser determinado com autor. Falso sequestro é crime, certo. Mas quem o cometeu?
Você quer conhecer os números para fazer um teste ou se precaver contra eles? Então lá vão: os dois do Ceará (085) são 3216-0510, 3216.0512 (passado por Leandro, leitor do blog) e 3216-0222. O de São Paulo (011) é 3201-4500. Os do Espírito Santo, que não recebem ligação (027), são 3301-1571, 3301-1572, 3301-1573, 3301-1574 e 3301-1575. Mas você também pode ligar para os de baixo (1570 e inferiores) e os de cima (1576 e superiores). Dá no mesmo. E surgiram mais três: 9900-5742, 9979-6837 e 9147-9674, todos com DDD 021. Estão aterrorizando a vida de várias pessoas.
O número inicial, que aterrorizou a mim, minha mulher e uma das minhas filhas com a simulação de um sequestro para tentativa de extorsão era também do Rio de Janeiro (021): 9249-3178. Segundo a Polícia, com toda a certeza telefone usado de dentro de cadeia ou penitenciária.
Quando Alexander Graham Bell inventou o telefone, não poderia imaginar que no segundo país do mundo onde seria adotado, o Brasil, um dia ele se tornaria inimigo potencial do cidadão. E que as leis em vigor nesse país seriam as aliadas dos marginais.
Segundo uma leitora, grande parte dos telefones acima listados podem ser encontrados pelo site "achecerto", bastando digitar no Google. Ele indica os telefones como sendo de uma empresa situada na Rua 7 de Abril, 230, 10º andar, conjunto 101, no Centro de São Paulo. Olho vivo nesse pessoal, vale a pena!
Atenção: no texto "Cuidado com telefonemas falsos!", o leitor terá uma lista mais completa dos telefones suspeitos. Vou aos poucos identificando mais alguns.

26 de janeiro de 2009

Reféns do Terror

2h35m da manhã de domingo para segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 . O telefone toca e nos acorda. Vou viver um drama que milhares de brasileiros já viveram ou vão viver. Do outro lado da linha, a voz de mulher com timbre jovem se esgoela:
- Fui assaltada, pai! É (e diz o nome da minha filha, que está viajando), pai!
- O que houve com você, filha?
A essa altura todo mundo acordou em casa. Há terror no rosto da mãe e a irmã está sentada na cama, pernas cruzadas, imóvel, como quem reza.
- Fui assaltada!, repete. E vem ao telefone a voz de um homem: "É o pai da (e diz o nome de novo)? Sua filha está comigo. Agora ouve: nós mata ela se você...
Desligo o telefone. Chamo minha filha pelo celular mas ele está fora de área. O terror aumenta. Quem sabe no telefone da casa da minha sobrinha, onde ela está? Com o medo estampado no rosto, a mãe não consegue encontrar na agenda. Não se lembra. Descontrolado, xingo todo mundo bem alto. Minha filha pega o celular da mãe, encontra o telefone da prima e liga para lá. Pergunta se é a minha sobrinha. Não é. Então, quem é? Era minha filha mesmo, a irmã dela, que acabava de acordar com o barulho do telefone. Todo mundo desaba de alívio. Corro ao banheiro para urinar.
Como esses canalhas conseguiram meu nome? Meu telefone? O nome da minha filha mais nova? E como sabiam que ela estava viajando?
Só depois de voltar, atento para um detalhe: no bina do telefone convencional onde atendi a ligação dos criminosos está o número 9249-3178. Mas ele é do Rio de Janero (021) e não da cidade onde minha filha se encontra. Como atentar para esse "detalhe" na hora do desespero?
Pela manhã, na Polícia, o policial anota o número. Vai passar para os policiais do Rio de Janeiro. O celular será bloqueado (presumo...) mas, em menos de 24 horas, os criminosos encontrarão mais cinco, dez, vinte - quantos forem necessários - celulares roubados. Esse também é roubado. E não há nada, absolutamente nada que se possa fazer para proteger a mim, cidadão, ou a qualquer outra pessoa nesse Brasil onde pagamos impostos injustos, tentando sobreviver à sanha do Estado perdulário, composto por demagogos e corruptos, afora algumas exceções.
Bagda é aqui.
E somos reféns do Terror.

23 de janeiro de 2009

"Cumprindo ordens"

Agora que o presidente Barack Obama assinou uma determinação legal proibindo torturas nas instalações militares dos Estados Unidos e marcando o fechamento da prisão de Guantánamo para dentro de no máximo um ano ou qualquer coisa além disso, podem escrever que as torturas vão parar. Afinal, os torturadores estavam até agora apenas "cumprindo ordens superiores".

Um psicólogo norte-americano, Jerry Burger (primeira foto acima) escreveu um que praticamente é a confirmação de outro, de Stanley Milgram (foto do meio) e no qual ambos dizendo que a obediência cega a ordens é uma realidade hoje como foi ontem. Principalmente a obediência a ordens superiores.
Burger fez um experimento com alunos seus. Com um ator em uma sala e uma espécie de máquina de choques que na verdade não funcionava, pediu a alunos seus para darem choques de intensidade progressiva no cobaia. Raros se negaram. E os choques começavam nos 15 e terminavam apenas nos 450 volts. O psicólogo procurou traços nas pessoas que davam os choques para tentar descobrir um padrão ou gestos de compaixão. Não os descobriu. Os estudantes apenas demonstravam estar fazendo o que era correto para os estudos. Esse material todo está no livro Personality (Personalidade, 2008).

Os soldados norte-americanos do Afeganistão, Iraque e da base de Guantánamo, onde funciona a prisão de segurança máxima Camp D acreditavam estar fazendo a coisa certa ao torturar porque isso lhes havia sido dito por seus superiores. E os "inimigos" eram pessoas más.

Da mesma forma, em 1961, quando os juízes que julgavam o carrasco nazista Afolf Eichmann (última foto abaixo) em Israel perguntaram a ele porque havia mandado milhares de judeus para morrerem nos campos de concentração, ele respondeu apenas: "Cumpri ordens".

A obediência cega ainda precisa ser mais pesquisada, estudada. Aqui no Brasil, entre 1964 e 1985, época em que durou o regime militar (que eu, prosaicamente, chamo de Ditadura Sanguinária), milhares de pessoas foram torturadas nos porões do Estado. Centenas morreram. Afinal, eram subversivas e queriam o fim do Brasil (sic!).

Os prisioneiros de Guantánamo, os que ainda estão no Iraque e no Afeganistão, não mais serão torturados. Daqui para a frente,os militares continuarão a cumprir ordens vindas de cima, cegamente. Só que as ordens agora são ao contrário.

8 de janeiro de 2009

A Terceira Ponte


O episódio que vive o Espírito Santo hoje, com uma quebra de braço entre o Governo do Estado e a Rodosol, concessionária da exploração da Terceira Ponte (foto) e Rodovia do Sol, mostra os cuidados que devem nortear os contratos de concessão de serviços públicos. Hoje, a população da Grande Vitória é pessimamente servida pela concessionária da ponte e rodovia, e o Governo terá de recorrer à força para melhorar os serviços, além de ter de arcar, ele, com o custo de obras capazes de desafogar o trânsito na Região Metropolitana.


Atualmente o Brasil vive uma fase de concessões de serviços públicos. Em grande parte dos casos, para exploração de rodovias federais. Além dos pedágios que a população terá de pagar - o que significa bitributação, posto que já existem impostos para essa finalidade -, será necessário ter muito cuidado para com o interesse público. Os exemplos mostram que, no Brasil, diversas empreiteiras e concessionária vivem do dinheiro dos impostos do cidadão, sem nenhuma preocupação para com a qualidade dos serviços prestados.


O Governo do Espírito Santo tem não apenas o direito, mas o dever, ético e moral, de forçar a Rodosol a pensar no cidadão. E todos, municípios, estados e Federação, devem agir de modo a preservar o interesse coletivo acima dos interesses de grupos ou empresas.

5 de dezembro de 2008

Pauperismo metafórico


O dia 04 de dezembro de 2008 foi triste para a história brasileira. Falando no Rio de Janeiro, em público, com imagens de TV sendo gravadas, o presidente Lula comparou a crise econômica mundial a "uma diarréia" (que classe!). Imaginou-se um "Dom Quixote pregando sozinho o otimismo." (nunca deve ter lido Dom Quixote!). E completou justificando esse otimismo usando de mais um artifício de metáfora insana: perguntou ao público se eles preferem que o médico, ao receber o paciente grave, diga a ele que vai tratá-lo com remédios ou, então, que afirme: "Meu...sifu!". Foi o fim da picada.


São de Lula, sobre a crise econômica atual, as seguintes afirmações:


30 de março de 2008: ”Bush, meu filho, resolve a sua crise”;
17 setembro 2008: “Que crise? Pergunta pro Bush”;
29 de setembro de 2008: “O Brasil, se tiver que passar por aperto, será muito pequeno”;
30 de setembro de 2008: ”A crise é muito séria e tão profunda que nós ainda não sabemos o tamanho”;
22 de setembro de 2008: ”Até agora, graças a Deus, a crise não atravessou o Atlântico”;
4 de outubro de 2008: ”Lá, a crise é um tsunami. Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha, que não dá nem para esquiar”;
5 de outubro de 2008: “Queremos que esse tema da crise seja levado ao Congresso”;
8 de novembro de 2008: “Ninguém está a salvo e todos os países serão atingidos pela crise”;


Recordo-me de um jornalista, Walmor Miranda, que tinha algumas tiradas interessantes. Gostava muito do jornal A Gazeta, onde trabalhava, e quando via alguém fazendo alguma coisa que pudesse prejudicar ou comprometer sua empresa, dizia: "Coitada d'A Gazeta!"


Faz muitos anos que o velho Walmor morreu. Mas hoje sinto vontade de dizer, diante desse pauperismo metafórico que não impede o presidente de bater recordes de popularidade ao mesmo tempo em que coleciona uma incrível quantidade de besteiras e insanidades ditas em público, o inevitável:


- Coitado do Brasil!

27 de novembro de 2008

O CFJ, a má fé e os sofismas


Vira e volta, anda e pára, e o assunto "liberdade de informação" ou de "expressão" volta à baila. Na maioria das vezes, trazido ao público pelos chamados "órgãos de comunicação". Foram eles que torpedearam recentemente as tentativas de se criar um Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), assunto enviado e que chegou a ser aprovado pelo Congresso Nacional.


O que estaria por trás disso?


Duas coisas e dois vícios de origem: o primeiro, partido dos proponentes do Conselho, todos eles comprometidos com o PT - melhor dizendo, com o atual Governo - e que pretendiam fazer desse Conselho um veículo de controle da informação. O segundo, partido dos combatentes do Conselho, todos eles poderosos meios de comunicação - melhor dizendo, antigos beneficiários da ditadura militar - e que querem acabar com a regulamentação da profissão de jornalista.


São esses dois vícios de origem, e não a idéia do Conselho, o que deturpa a discussão.


Existe Conselho Federal de Medicina para fiscalizar o exercício daquela profissão. O mesmo se diga com relação ao de Engenharia, de Odontologia, de Arquitetura. E a Ordem dos Advogados do Brasil, que é o conselho federal dos juristas. Todos têm como incumbência impedir que gente estranha, não habilitada, invada uma profissão regulamentada.


Claro que quem quer controlar a informação invade um dos pressupostos básicos da democracia. Mas quem quer torpedear a regulamentação de uma profissão e se esconde por detrás de sofismas para alcançar esse objetivo, faz o mesmo.


Melhor agiriam os autores das propostas do Conselho Federal de Jornalismo se mostrassem sua cara e suas intenções. Melhor fariam os que o combatem com proposições escusas se agissem da mesma forma.


Nem os primeiros continuariam a se comportar como tem quer a volta de um estado policialesco, nem os segundos prosseguiriam agindo como se estivessem defendendo a democracia hoje, depois de viver duas décadas à margem dela, apoiando quem a estuprava.


Mas que um Conselho Federal de Comunicação, ou um Conselho Federal de Jornalismo, como instrumento de defesa de uma profissão regulamentada é uma necessidade, isso ninguém tem dúvida. Ninguém agindo de boa fé.

4 de novembro de 2008

O desafio dos Estados Unidos


Faz muito tempo: Cassius Clay (esse moço aí ao lado), que logo depois se tornaria Muhammad Ali ao se converter ao islamismo, pontificava no boxe onde era campeão mundial dos pesos pesados. Estava invicto e já era comparado a Rock Marciano, que nas décadas de 1940/50 foi considerado o maior boxeador de boxe de todos os tempos nos Estados Unidos.

Como o computador também se firmava naquela época, alguém teve a idéia de remeter ao melhor de todos de então os dados dos dois lutadores. O computador "aprendeu" boxe e foi programado para fazer uma luta hipotética entre Clay e Marciano. Depois de algum tempo, deu o veredito: Rock havia vencido a luta por pontos. Por poucos pontos, mas venceu.

Foram perguntar ao perdedor - pois o ganhador já havia morrido num acidente aéreo - o que ele achava do resultado. Cassius, que era negro, respondeu: "Esse computador foi construído no Alabama". Numa alusão ao racismo exacerbado daquele Estado norte-americano. Rock Marciano, primeiro ídolo real do boxe no país, era branco.

Isso se passou décadas atrás. Quando ainda havia, nos Estados Unidos, banheiros para brancos e negros. Colégios para brancos e negros. Ônibus para brancos e negros. Cassetetes policiais para brancos e negros. Hospitais para brancos e negros. Numa época em que os "afro-americanos" ou "coloreds" não tinham direito algum.

Os tempos mudaram, as leis também, pessoas como Martin Luther King morreram por um país mais digno, mas mesmo assim os Estados Unidos - como de resto em parte também o Brasil - ainda não são um país de liberdades e igualdades raciais. Esse é o desafio que Barak Obama representa. O de ajudar os EUA a virarem a página. Se eles querem o reconhecimento do mundo, devem começar essa tarefa respeitando seus próximos compatriotas, suas diferenças e sua sociedade multi-racial. Depois vai ser mais fácil obter o respeito fora de lá.

23 de outubro de 2008

Oração do Povo Brasileiro



Está na internet a "Oração do Povo Brasileiro". Impagável!!! Enquanto vocês olham aí ao lado dona Marisa e "Nosso Guia" sorridentes, vamos rir um pouco lendo o texto abaixo. Não precisa ser de joelhos. Rindo muito, os joelhos doem.
Não sei quem é o autor. Ou autores. Mas eles são muito, muito engraçados. E, na sua irreverência, contam um pouco de nossa história recente. Do que sabemos, do que já lemos e também do que não lemos porque ninguém publicou. Vamos lá:

Oração do povo brasileiro


Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo 'espetáculo do crescimento' que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza
Pelo perigo constante quando Lula improvisa
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo nosso Delúbio e Valdomiro Diniz
Pelo 'nunca antes nesse país'
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha
Senhor, tende piedade de nós!

Pela importante missão do astronauta brasileiro
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro
Pelo Freud que 'não explica' a origem do dinheiro
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do 'nosso guia'
Pela desculpa de que 'o presidente não sabia'
Senhor, tende piedade de nós!

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar
Senhor, tende piedade de nós!

Pela 'queima do arquivo' Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos 'hermanos compañeros' Evo, Chaves e Fidel
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas opiniões do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caíu na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos 'roubados' do Kofi Annan
Pelo lindo amor do 'sapo barbudo' por sua 'rã'
Senhor, tende piedade de nós!

Pela Heloisa Helena nua em pêlo
Pela Jandira Feghali e seu cabelo
Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo
Senhor, tende piedade de nós!

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho
Senhor, tende piedade de nós!

Pela volta triunfal do 'caçador de marajás'
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou 'conselheiro'
Senhor, tende piedade de nós!

Pela máfia dos 'vampiros' e 'sanguessugas'
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga
Senhor, tende piedade de nós!

Pelos 'meninos aloprados' envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança
Senhor, tende piedade de nós!

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta
Senhor, tende piedade de nós!

Pela invejável 'cultura' da Adriana Galisteu
Pelo 'picolé de xuxu' que esquentou e derreteu
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu
Senhor, tende piedade de nós!

Pela eterna desculpa da 'herança maldita'
Pelo 'chefe' abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita
Senhor, tende piedade de nós!

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo 'compañero' Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na 'm'
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha
Senhor, tende piedade de nós!

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela
Senhor, tende piedade de nós!

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós!

Para que possamos ter muita paciência
Para que o povo perca a inocência
E proteste contra essa indecência
Senhor, dai-nos a paz !!!

16 de outubro de 2008

A exoneração do coronel


A Vale, antes conhecida como Companhia Vale do Rio Doce, abriu hoje (16/10/2008) em Vila Velha, região metropolitana da Grande Vitória, mais particularmente no Shopping Praia da Costa, a exposição “200 Anos de Imprensa no Brasil”, com um café da manhã que reuniu convidados e freqüentadores do local em geral.
Composta por vários tubos de plástico que são mantidos cheios por ventoinhas elétricas (veja foto do local), a exposição, de muito bom gosto, traça um perfil superficial mas interessante da imprensa brasileira, sobretudo e principalmente para os que não a conhecem e que, infelizmente, são muitos. Com explicações e reproduções de belas capas.
Mas são 200 nos de história e muita coisa tem que ficar para trás. Nas conversas que surgiram quando da abertura da mostra, entre os jornalistas que estavam presentes, provocou grandes gargalhadas a recordação de dois fatos. De dois jornais tornados humoristicamente célebres.
Na época da composição a quente, quando as letras eram compostas em chumbo, não era de todo incomum alguma cair. E as palavras ficavam incompletas. As revisões eram feitas sobre as páginas montadas e muitas vezes os revisores ou jornalistas encarregados delas deixavam passar os erros. Em comum havia antes, como há hoje, o fato de que jornalistas trabalham correndo muito. E essa correria acaba sendo a mãe de todos os erros.
Quando morreu Pablo Picasso, A Gazeta publicou com destaque: “Morre Picasso, o maior pintor do mundo”. Na hora da revisão, o jornalista e editor do jornal, Nabor Vidigal, não viu que uma letra havia caído do “pintor”. E saiu em A Gazeta: “Morreu Picasso, o maior pinto do mundo”.
Pior ocorreu com O Diário, que não circula mais. Ninguém sabe de quem foi o erro, mas era época dura de ditadura militar e um coronel do Exército, comandante da Polícia Militar, pediu exoneração ao então governador Christiano Dias Lopes Filho, porque sua mulher não havia se adaptado ao Espírito Santo. O governador concedeu a exoneração a pedido.
Em O Diário, o editor escreveu: “Comandante da PM é exonerado a pedido”. Quando o título desceu para a oficina e foi composto alguém deixou cair um “d” de "pedido". Alguém da revisão não viu isso. E no dia seguinte o jornal estampava, em pleno regime de exceção e em letras garrafais o título: “Comandante da PM é exonerado a peido”.
Muita gente teve daquela redação que ficar alguns dias escondida da fúria do coronel e seus auxiliares até que a poeira baixasse. E ela custou a baixar... Na ocasião custava mesmo...

24 de setembro de 2008

Gratuidades escondidas


Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila. O cartório eletrônico já está no ar! Nele, você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis e protestos também podem ser solicitados pela internet. Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex. Basta digitar o endereço eletrônico.

Esse, parece, é um serviço da maior importância. Divulguemos.

Para o Auxílio à Lista, telefone 102 ? Não! Agora é: 08002800102. Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são importantes. Na consulta ao 102, pagamos R$ 1,20 pelo serviço. Só que a Telefônica não avisa que existe um serviço verdadeiramente gratuito. Não custa divulgar esses fatos para mais gente ficar sabendo. Importante: documentos roubados - BO - dá gratuidade - Lei 3.051/98. Você sabia disso? Acho que grande parte da população não sabe. É que a Lei 3.051/98 nos dá o direito de, em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de documentos como Habilitação (R$ 42,97); Identidade (R$ 32,65) e Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11). Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao DETRAN p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP.

Fácil, não? Fácil mas pouca gente sabe.

16 de setembro de 2008

Sem bússola!


Durante a Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética se acusavam mutuamente de imperialistas. E ambos o eram. De um lado havia os interesses imperiais capitalistas e, de outro, os comunistas. A guerra foi fria o tempo todo porque o poder real, aquele representado pelas bombas atômicas, sempre serviu como um resfriador de tensões. Muito mais do que as certezas ideológicas, foram as nucleares as garantidoras da paz.

Nas constantes crises sul-americanas o termo voltou à moda. Seja para que a Venezuela de Hugo Chaves acuse os Estados Unidos, seja para que o Evo Morales da foto mantenha seu frágil poder na Bolívia. E nos dois casos não existe a questão imperial como ela se colocava no passado, como ela deve ser entendida se quisermos estudar o fenômeno à luz de um entendimento político mais claro.

Chavez quer ser o sucessor de Fidel Castro. Poderá até conseguir, isso caso no âmbito do poder em seu país e nas áreas de influência mais próximas. Porque os cubanos vão querer fazer o sucessor de Castro dentro das fronteiras do país deles.

As crises sul-americanas, em cujo ápice hoje se encontra a boliviana, na verdade são uma luta por afirmação, pela imposição e/ou descoberta do papel de cada um no cenário político regional. Sim, porque a Guerra Fria pode até voltar. Mas hoje é passado.

Talvez nosso maior problema resida no fato de que os principais atores políticos sul-americanos da atualidade não conseguem encontrar seu espaço exato de atuação numa América do Sul ainda envolta em vários problemas, tanto econômicos quanto étnicos/culturais.

E enquanto tudo isso acontece à nossa volta, até mesmo com a influência nefasta de bolhas econômicas que levam o terror às principais economias mundiais, qual é o espaço do Brasil nessa arena? Poderia ser um espaço de relevância, se o governo brasileiro o conhecesse. Mas não conhece. Navega nesse mar de incertezas buscando terra firme sem bússola. Porque a gente só encontra os caminhos nessas águas quando sabe onde quer chegar.