A figura de linguagem "voto de opinião", mais uma criação da anomalia política brasileira ligada às emendas, está lançada. E Tiririca é um retrato aproximado do que é o Congresso Nacional de hoje: está ao final de seu terceiro mandato, com mais de 15 anos de Câmara e raras são as pessoas que conhecem iniciativas suas. Há registros: isenção pedágios para materiais de circo, isenção de taxa de Enem para doadores de sangue e isenção de contas de água e luz para circos. Que maraviha! Tiririca, claro é (ou foi) de circo.
Blog de variedades. Um pouco de esporte, um pouco de política, um pouco de fofoca, um pouco de mais tudo o que surgir de interessante. Enfim, um pouco de jornalismo na vida de quem gosta de notícias e interpretação de fatos
15 de julho de 2026
O Congresso Tiririca
A figura de linguagem "voto de opinião", mais uma criação da anomalia política brasileira ligada às emendas, está lançada. E Tiririca é um retrato aproximado do que é o Congresso Nacional de hoje: está ao final de seu terceiro mandato, com mais de 15 anos de Câmara e raras são as pessoas que conhecem iniciativas suas. Há registros: isenção pedágios para materiais de circo, isenção de taxa de Enem para doadores de sangue e isenção de contas de água e luz para circos. Que maraviha! Tiririca, claro é (ou foi) de circo.
9 de julho de 2026
O agro e o saque do Estado
Então decidem assaltar o Estado com a tomada de dinheiro público via Plano Safra. E a chamada bancada ruralista pressiona o Congresso - agora por intermédio do Senado - para aumentar a cada ano o repasse de dinheiro a esses enpresários. Uma bolada imensa. A coisa funciona assim: investem apenas dinheiro do contribuinte e só pagam os emprestímos se lucrarem muito. Jamais investem seus lucros, que só viram luxos como aviões executivos.
Os lucros são privados. Os prejuízos, públicos.
Agora mesmo discute-se o próximo Plano Safra, que vai atender aos novos plantios. O governo imaginava dar ao setor uma ajuda extra subsidiada para aqueles que tiveram prejuízos imensos contabilizados por causa das enchentes que atormentaram o sul do Brasil recentemente. Mas todos querem o mesmo: dinheiro do contribuinte para quase literalmente não pagarem. E só o agro tem isso. Para os outros setores investimento é risco assumido.
Eles foram ao Congresso, à sua base parlamentar, para pressionar por uma nova pauta bomba que vai custar cerca de R$ 80 bilhões aos cofres públicos sem que haja fonte de receita definida para a cobertura dessa montanha de dinheiro fácil. Ou seja, eles ficarão ainda mais ricos à custa do contribuinte, sobretudo dos que ganham pouco. E a bancada ruralista já está de braços dados com o presidente do Senado, David Alcolumbre, que usa seu poder de Presidente do Congresso para prejudicar o Brasil em tudo e por tudo. Ele não gosta do epítero, mas é o comandante em chefe do Congresso Inimigo do Povo.
Aliás, há um aleijão legislativo vigorando no Brasil de hoje. O Congresso Nacional não é mais formado por partidos políticos, que são a base da democracia representativa, mas por frentes de interesses empresariais diversos. São as bancadas! Além da ruralista, há a da bala, a evangélica ou da bíblia e outras menos votadas. Recebem o apelido de Frentes Parlamentares e todas têm interesses defendidos por centenas de lobistas que lá estão todos os dias. Estes também são chamados de profissionais de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) o consultores em advocacy. Nome charmoso?
Atualmente se arregimentaram tanto que o PL do Lobby (2014/22) já está na Comissão de Constituição e Justiça pronto para virar lei por obra e graça da proposta de um deputado do PT. Ou seja, essas pessoas que servem como intermediárias do grande capital para defender a eles e sempre que possível passarem ao largo do interesse público agora serão profissão de profissão definida por lei. E terão mais facilidade para chegar até gente como Alcolumbre para confiscar o dinheiro do Orçamento da União da forma mais leviana possível. Como o Orçamento secreto e as milhares de emendas parlamentares através das quais nossos suados impostos são desviados para os esgotos do país.
Os argumentos? Todos eles carregam no PIX!
7 de julho de 2026
A derrota da ética
Se o jogador tem a oportunidade de cobrar um pênalti faltando dois minutos para o término do tempo de acréscimo de uma partida decisiva e até então perdida por 2 a 0, manda a inteligência que ele pegue a bola, defina a cobrança e bata logo. Se fizer o gol deve correr em direção onde a bola entrou, pegar, levar também correndo para o meio de campo e esperar ansioso que o árbitro reinicie a partida. Se seu time tiver a chance de empatar e provocar uma prorogação será em um único lance. Não mais do que isso.
O Brasil perdia por 2 a 0 da Noruega domingo nos Estados Unidos e precisava ganhar para chegar às quartas-de-final da competição. O técnico Ancelotti colocou Neymar no time quando o placar ainda estava em 0 a 0 e perdeu uma das suas marcações altas porque o atacante que entrou não marca ninguém. E jogou para ver Haaland fazer 2 a 0 para sua equipe, jogando sem quem pudesse marcá-lo com eficiência. Ele geralmente só precisa de uma bola para decidir um jogo e nós lhe demos duas. Demos mais: demos a indignidade e falta de ética de um jogador em fim de carreira que não sabe perder e, em vez de cobrar logo o pênalti, ficou provocando o goleiro adversário que reagiu rindo dele (foto). Afinal, não iria sujar a linda vitória de sua equipe lutando contra uma figura patética como Neymar.
Haaland (dizem que a pronúncia é Hôlan) recentemente usou quase oitocentos mil dólares de dinheiro ganho jogando futebol para comprar um livro de mais de 500 anos, extremamente raro e que conta parte da história do então reino norueguês hoje monarquia constitucional com democracia parlamentar. Em seguida doou o exemplar à bilioteca pública da região onde nasceu. Deu aos moradores de seu país, sobretudo estudantes, a oportunidade de lerem a história norueguesa contada por quem participou dela no passado. Isso reforça o nacionalismo saudável e endereça a garotada ao amor pela leitura.
E Neymar? Consta que ele comprou um relógio de cerca de um milhão de dólares, pensa em trocar seu avião por outro maior e também comprar um novo iate. Recentemente foi pergundado a ele se lia autores brasileiros. Resposta: "Não porque são todos comunistas". Pela parte que me toca, muito obrigado. Neymar saiu de campo dando vexame e chutando um adversário depois da derrota. Os noruegueses saíram orgulhosos pela vitória e em momento algum fizeram pouco de seu adversário que, por sinal, admiram.
Não é impossível ao Brasil voltar a trilhar os caminhos das vitórias no mundo do futebol. E nos demais também. Mas antes disso alguns jogadores terão que se tornar homens de verdade. Somente depois vai ser possível voltar a revelar craques como fazíamos no passado, na época em que nosso futebol chegava aos mundiais como favorito. Deixamos isso para trás na cauda de cometa de uma infinidade de erros, casos de corrupção, malversação de dinheiro público e outras coisas mais. A solução, hoje, é ver a Copa do Mundo dos Estados Unidos à distância e sem nos deixarmos contaminar pelos arroubos trumpistas que fazem do futebol uma panacéia. Ele também é um atraso para o esporte e o mundo.
Faltam quatro anos para um novo sonho de Copa do Mundo. Resta esperar com a certeza de que há muito por fazer. E então fazer tudo.
2 de julho de 2026
Associação inevitável
Quando a gente fala do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, geralmente tem a intenção de associar o nome e a figura dele a uma foto como essa ao lado, que o mostra com cara de idiota e abraçado a uma bandeira de seu país. Mas isso está longe da realidade. Montado na maior e mais mortífera máquina de guerra do mundo moderno, o cruel fascista norte-americano tem o poder de destruir o mundo. Só não o faz porque isso significaria derrotar também seu projeto de poder absoluto e voltado ao grande capital internacional. Tanto sangue derramado seria ruim até mesmo para os negócios...
Somente depois que entrou na presidência dos EUA Trump viu suas empresas faturarem mais de 2,2 bilhões de dólares, o que representa cerca de estratosféricos R$ 11 bilhões. Principalmente em criptomoedas facilitadas pelos atos que pratica na Casa Branca. Está muito distante dos presidentes anteriores a ele que, chegando ao poder, procuraram se fastar ao máximo do mundo dos negócios. O com cara de doido, não. A presidência para ele é negócio privado. E precisa ser muito lucrativo, coisa de família.
E é privado também o fato de que governa para os amigos, contanto estejam estes associados à sua maneira de pensar. Agora mesmo, quando a Suprema Corte do seu país recusou-se a permitir que ele tirasse cidadania de pessoas nascidas lá, qual foi a reação? Vai tentar lutar para mudar a Constituição. Afinal, se ela não existe para servir a ele, não serve para existir como está. E é assim com todos os projetos modernos de ditadores da atual extrema direita mundial. Nós nos lembramos sempre de Bolsonaro, não é?
No que tange ao Brasil o presidente ianque tem dois objetivos: ajudar a nossa extrema direita política a voltar ao poder e derrotar o PIX, uma invenção brasileira apoiada e engrandecida pelo atual governo, mas que contraria interesses de bandeiras de crédito como VISA e Mater Card. Onde já se viu isso? Trump sabe que não vai tocar no PIX com Lula no poder, mas sabe que fará do Brasil seu quintal se um Bolsonaro ou um primata tipo Romeu Zema chegar ao Planalto. Daí a escolha é simples, rápida e rasteira.
O Brasil não pode ceder e ainda é preciso que os brasileiros que amam sua bandeira nacional promovam uma campanha para que Flávio Bolsonaro, seu irmao Eduardo e todo o restante da quadrilha que tenta vender o Brasil a uma potência estrangeira sejam responsabilizados na Justiça por isso. Num outro país, o que inclui os Estados Unidos, estariam todos presos. Mas os EUA de hoje, além de apoiar esse tipo de gente, ainda permite que seu território se torne coito de bandidos. Depende de para quem esses bandidos torcem...
Trump não está pensando em combater o terrorismo, mas sim quem contraria seus interesses. Nem em defender a democracia porque, se fosse assim, não seria parceiro da Arábia Saudita e de El Salvador, antros de ditaduras de extrema violência. Seu objetivo é fazer da América do Sul um potentado norte-americano, com todos os governos sendo de direita ou extrema direita e, sobretudo, dóceis a ele e a seus projetos. Atualmente quem está atrapalhando é o Brasil - o maior país sul-americano - e o México, vizinho dele. Agora Trump vai tentar parar os dois, intervir em eleições e atacar a economia desses indóceis.
É preciso os brasileiros decidirem para onde querem ir. Se pretendem ter um país soberano devem lutar por essa soberania, pois atacar a economia brasileira também atinge a dos EUA. Mas se querem ser quintal de uma potência estrangeira, vendo o saque de sua economia como está sendo feito com o petróleo da Venezuela, basta fazer isso nas urnas. Quem tem honra, dignidade e vergonha na cara não vai traçar um caminho como esse. Aliás, quem tem honra, dignidade vergonha na cara não promove guerras familiares de baixo nível disputando espólio político de presidiário condenado por ser culpado de tentativa de golpe de Estado como acontece agora, e a céu aberto, nas entranhas do esgoto bolsonarista de Brasília.
29 de junho de 2026
Tigrinhos que matam
O pior de toda essa tragédia representada pelos jogos online, também chamados de BETS, é que eles são uma isca para os mais desesperados por dinheiro e que acreditam na hipótese de ficarem ricos jogando nesses cassinos virtuais. Não vão ficar. Pior do que isso, o mínimo que pode acontecer é irem à falência e levarem todos os entes queridos junto, o que certamente provocará a dissolição da célula familiar. Tive três experiências nesse campo e posso relatar como foram elas. Não é coisa bonita.
Na primeira eu estava em Vina Del Mar, no Chile, e fui jogar no Cassino Municipal, situado num prédio histórico numa região belíssima. É um prédio de 1930. No hotel fui instruído a levar somente o passaporte e uma nota de cem dólares. Nenhum cartão de crédito. Aceitei a opinião e essa foi minha sorte. Na entrada acabei "premiado" com um copão de uísque e um pratinho de sal com uns poucos amendois. Dá uma sede danada! Troquei minha nota de cem dólares e joguei na roleta e nas máquinhas de caça níqueis. Essas caçaram todos os meus últimos. Fiquei lá tempo suficiente ver pessoas gastando fortunas e uma senhora sair chorando, certamente pelas perdas. Lembro-me de que em função do ambiente, cheguei ao final a tentar pegar um cartão de crédito no bolso. Felizmente estavam no hotel. Fui embora apenas sem a minha única nota de cem dólares.
A outra experiência foi em Guarapari, no Hotel Coronado. Lá funcionava um cassino ilegal dirigido por um "banqueiro" de bicho famoso e que foi deputado estadual aqui no Espírito, quando da construção do prédio atual da ALES. Vi um leiloeiro do Rio de Janeiro que tinha voado para cá com todas as despesas pagas, perder uma verdadeira fortuna na roleta. Peguei meu amigo, que havia me levado para lá, e o retirei do lugar enquanto ele ainda tinha as calças. Pagou a dívida em cheque que o "banqueiro" depois devolveu com um "Porra, Fulano!" Esse "Fulano" era uma pessoa de certo destaque no Estado.
Na terceira vez - não estou colocando por ordem de datas, pois não me recordo dos anos em que os fatos se deram - visitei com outro amigo o cassino que funcionava no Hotel Porto do Sol, em Jardim Camburi. Havia lá pelo menos uns quatro representantes do nosso desqualificado Congresso Nacional, de Brasília, e que haviam voado para cá com algumas "assessoras". Eram deputados e um senador que torraram fortunas do meu, do seu, do nosso dinheiro. Uma das "assessoras", mais rodada, virou-se para outra, bem jovem, e disse: "Largue disso, meu amor, você é nova e bonita". Ouviu da outra de volta: "Para que isso, colega? Somos passageiras do mesmo barco".
Todo mundo naquela época sabia que os dois cassinos funcionavam normalmente, embora tudo fosse ilegal. E quando digo todo mundo era quase todo mundo mesmo. Ao que me consta a Polícia não passava por lá e, creio, devia ser por fata de GPS... Hoje, via internet, milhares estão tendo as vidas destruídas, perdendo bens que foram adquiridos ao longo de décadas de trabalho duro e ainda não há uma reação mais dura por parte do Estado, pois a reação maior e contrária vem justamente do pior Congresso de todos os tempos, esse eleito por nós. Os parlamentares deveriam estar a postos lutando pelo Brasil da mesma forma como poucos lutam contra a escala 6X1, mas qual nada! Uma boa parcela deles está nos Estados Unidos vendo os jogos da Copa do Mundo como o nosso dinheiro suado.
Mesmo assim lutemos para derrotar as BETS. Todas elas. Já levaram, segundo cálculos sérios, cerca de R$ 3 bilhões só do Bolsa Família. É crueldade extrema! Pior de tudo: engordam o caixa das grandes empresas de Comunicação e de muita gente famosa, grande parte trabalhando em TV e que faz propaganda rasgada dessas "empresas". E a propaganda tenta passar a culpa por todos os danos às vítimas: "Jogue com responsabilidade!" Dá vontade de encerrar o artigo com um sonoro palavrão em caixa alta.
25 de junho de 2026
O significado da vida
É abribuída ao poeta e filósofo indiano Rabindranath Tagore a seguinte citação: "Aquele que planta árvores, sabendo que nunca se sentará à sua sombra, ao menos começou a compreender o significado da vida". O que tem de bom esse pensamento do homem da foto ao lado e que morreu aos 80 anos de idade em 1941? Ele disserta sobre altruísmo, legado e desapego, assuntos que não estão ou nunca estiveram ao alcance do entendimento de gente como o "bispo" Edir Macedo, o "banqueiro" Daniel Vorcaro e centenas ou milhares de outras pessoas que habitam o dia-a-dia do Brasil de hoje. Elas nunca pensam, por exemplo, em que legado deixarão aos seus descedentes. Ou será que viveram por isso?
Às vezes parece que sim, porque o presidiário Jair Messias Bolsonaro fez de seus quatro filhos clones seus. Sobretudo na falta de ética, na não existência de altruísmo em seus atos e em jamais terem se imaginado como sendo obrigados ao desapego em momento algum da vida. Essa é uma doença grave que atinge a humanidade de hoje, tanto no Brasil quanto em grande parte dos outros países como os Estados Unidos, por exemplo.
Por que o cidadão Donald Trump considera como vitórias suas ter ele pretensamente interferido nas eleições de oito países da América do Sul? E por que para ele é importante, aos 80 anos de idade, roubar - e esse é o termo exato! - as riquezas naturais de outros países também pretensamente para enriquecer sua nação? É mais correto pensar que ele deseja morrer deixando a seus descendentes séculos de vida mansa montada em milhões de dólares ou então poder suficiente para que estes multipliquem ainda mais seus bens. Vejam que o séquito dele em viagens é sempre formado pelos donos das maiores fortunas do mundo.
E Benjamin Netanyahu difere deste em quê? Somente talvez no tamanho da fortuna, posto que seu sonho maior é nunca ter que pagar pelos crimes praticados e que envolvem fraucatruas fiscais as mais soberbas existentes. Ora, para alcançar seus objetivos Netanyahu precisa das guerras que mantém a alto custo humano. Trump também necessita delas porque grande parte do apoio econômico de que dispõe para governar é dado a ele e a seu grupo MAGA pelos grandes fabricantes de armamentos dos Estados Unidos. Uma paranóia abastece a outra e as duas, juntas, patrocinam um genocídio imenso que, se não for detido, vai provocar ao menos a quase extinção dos palestinos de sobre a face da terra. Trata-se de um crime tão grande ou maior do que o gestado e promovido por Hitler e o nazismo.
Um drama tão imenso a humanidade não merece. E ainda mais porque se ele for transportado para o Brasil o nível dos personagens cai bem mais. Uma briga que está muito distante de ser de salão entre a senhora Michele Bolsonaro e os filhos do ex-presidente, certamente em torno do espólio político deste, agora ganha espaço no noticiário de rádios, jornais,
televisões e outros meios de comunicação, sobretudo redes sociais. São as entranhas da extrema direita política nacional sendo trazidas ao público em vez da discussão de planos de governo, busca de soluções de problemas e outros assuntos de interesse. A ex-primeira dama gravou um vídeo na noite de ontem (imagem ao lado) e no qual "denuncia" Flávio Bolsonaro de a estar desprezando, humilhando ou coisa parecida. O pano de fundo dessa comédia pastelão é a conquista de votos da extrema direita política através da chamada "pauta de costumes" e que se resume em tentar conquistar votos sobretudo do eleitorado menos dotado intelectualmente e das mulheres por intermédio de um projeto que visa, antes de mais nada, dividir o clã hoje fora do poder em dois.É triste isso tudo. Ao longo de sua "carreira" política o atual presidiário Bolsonaro jamais demonstrou altruísmo e desapego em momento algum da vida para assim fazer de seus atos e de seu exemplo um legado aos que ainda o seguem. Na cauda de cometa de toda essa miséria exposta às outras pessoas, sobretudo no Brasil, os partidos políticos tradicionais vão aos poucos desaparecendo. E a vida em sociedade democrática tem que levar em conta o debate ideológico entre agremiações políticas porque é do confronto das ideias que nascem as sínteses novas. Mas como fazer isso 84 anos depois da morte de Tagore, no Brasil tão pouco conhecido, se a política pelo convencimento foi derrotada pela ignorância?
Aliás, os derrotados somos nós mesmos.
23 de junho de 2026
São de Jesus!
A foto acima mostra um helicoptero decolando do heliponto situado no telhado do Templo de Salomão, o maior da Igreja Universal do Reino de Deus e que está localizado em São Paulo. Nunca foi explicado o que estava sendo feito e nem se houve investigações acerca das grandes malas colocadas na aeronave. Como não estávamos em dezembro, com toda certeza não se tratava de presentes de Papai Noel e a suspeita até hoje não desfeita é de que era mesmo dinheiro arrecadado nos cultos desse tal templo junto aos fieis. Na foto abaixo o "missionário" Edir Macedo, dono da denominação, oficia um culto fantasiado de rabino.
Hoje a Polícia Federal está fazendo a Operação Miragem, que visa apurar um esquema fraudulento vindo da gestão nacional do Banco Digimais, controlado pelo chamado "bispo" Macedo, o fundador da igreja. Não se trata de pouco: há indicios de que R$ 670.348.945,70 tenha sido desviados nos últimos tempos. E esse é o valor exato sequestrado em bens e valores ligados aos investigados.
Para chegar a tanto a PF, que é uma Polícia Judiciária, analisou relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil e estes revelaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira. Surpresa? Nenhuma. Para chegar aos crimes basta seguir seu rastro. Ou o dos controladores.Nos últimos tempos e no rastro da Teologia da Prosperidade nascida nos Estados Unidos, várias denomimações chamadas neopentecostais surgiram no Brasil. Edir Macedo é dono da maior de todas e da TV Record. O "missionário" R. R. Soares (Romildo Ribeiro Soares) detém o comando da Igreja Internacional do Reino de Deus; o "apóstolo" Valdomiro Santiago está à frente da Igreja Mundial do Poder de Deus; o "apóstolo" Hernandes e a "bispa" Sônia são fundadores da Igreja Renascer em Cristo; o "pastor" Silas Malafaia preside a Assembleia de Deus Vitória em Cristo. E essas são as maiores atualmente.
Faz alguns meses Malafaia, feroz defensor do ex-presidente e hoje presidiário Jair Bolsonaro, pediu isenção de impostos para adquirir um novo helicoptero caro para seus deslocamentos. Recentemente Macedo fez o mesmo e nesse caso para comprar um aparelho de R$ 35 milhões. A justificativa de ambos é a mesma: não se trata da aquisição de aeronaves para eles. Elas são de Jesus. Que, obviamente, as cede a seus discípulos para uso pessoal. E como aviões não podem constar sob o nome de Jesus, a posse tem que se bem terrena.
O neopentecostalismo é hoje uma das pragas do Brasil e até mesmo praticantes das igrejas tradicionais calculam o mal que ele faz. Uma das vertentes desse mal - isso além, é claro, da evasão de divisas vista no helicóptero - é o princípio da renúncia quase total ao pagamento de impostos, a maioria esmagadora deles, e que vem se direcionando a tudo o que diz respeito até nesmo indiretamente a cada uma delas.
Isso sem falarmos no controle quase absoluto dos "fieis" via uma lavagem cerebral diária e bem feita, o que faz de cada um deles um servo disposto a tudo por seus mestres ou líderes religosos que combinam até "milagres" em cultos realizados com regras teatrais. Não há limites para a submissão, e como a Teologia da Prosperidade prega a conquista do poder pelo voto (somente assim?), a submissão leva cada fiel a ser um eleitor perfeito e incondicional dos candidatos a cargos políticos principalmente da extrema direita. Por isso são frequentadores assíduos das congregações.
Michele Bolsonaro, da Igreja Batista Atitude, que o diga.
19 de junho de 2026
Decidir o que é certo!
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça foi o palestrante mais graúdo do fórum "Os Desafios da Advocacia no Século XXI" (foto acima) e não perdeu tempo: declarou que "o papel do bom juiz não é ser estrela". E continuou dizendo que seu grande desafio em qualquer processo é "entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelo dever de fazer o certo". Foi delirantemente aplaudido pelos presentes à sede da OAB-RJ em março último. Ele, que mantém frequentes e intensas rusgas com o também ministro Alexandre de Moraes, hoje é o relator do Caso Master. Determinou quebra de sigilos totais da totalidade dos investigados no maior esquema de corrupção de todos os tempos no Brasil, menos no caso de Flávio Bolsonaro, o mais graúdo de todos os acusados. Entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelo dever de fazer o certo nem sempre é fácil.
Ou oportuno...
André, desde seu sorteio para a relatoria do caso toma decisões todos os dias e está em todas as mídias. Vira e volta tem rusgas com outros ministro, sendo que na última vez foi com Gilmar Mendes. Deixar de ser estrela às vezes não é fácil nessas circnstâncias, claro. O Caso Master não é do interesse de ninguém e talvez porque envolva um número imenso de grandes próceres desta nossa República, e retiro do termo prócere aqui usado um de seus significados e que se refere à nobreza. Todos, indistintamente, fogem dele como o diabo da cruz e talvez porque Daniel Vorcaro tenha conseguido o feito antes nunca alcançado de ser o mafioso mais destacado da máfia brasileira capaz de atingir todos os três poderes.
E ela age da maneira mais solerte e ampla possível. Vocês sabem que são Rosimara Renz e Henrique Carvalho? São um casal catarinense natural de Itapiranga que decidiu tratar uma criança de quatro anos, filha deles, com cannabis medicinal. Na Operação Menor Protetor eles tiveram aprendidos na fazenda onde moravam pés de maconha e óleos e equipamentos de trabalho que mostravam claramente o carater medicinal do uso da maconha. Passaram o diabo no Estado governado por um fascista e com fascistas o representando no Congresso Nacional. As constantes convulsões da pequena menina estão controladas, mas os papais não poderão curtir essa vitória, condenados que foram dia 18 último a pena em regime fechado pelo juiz Victor Mattos. A pequena Zaia está livre da doença, ao menos por agora. E depois?
Não é só a corrupção que destrói o que o Brasil tem de melhor. A estupidez que o fanatismo bolsonarista move nos aniquila. E esse fanatismo capaz de levar pessoas a usarem celular na cabeça para falar com extra terrestres, rezar para pneus, acampar diante de quarteis e urrar pelas ruas é em grande parte apoiado ou patrocinado por essa mesma gente. Por esse mesmo modo de pensar hoje representado por Flávio Bolsonaro, um gangster de paletó e gravata que pensa subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai presidiário devidamente anistiado da mesma forma que todos os demais condenados pelos crimes contra o Estado Democrático e de Direito e agora capazes de jurar de pés juntos que não errarão mais.
O Caso Master é a mais clamorosa obra de corrupção dos últimos anos e nascida durante o governo Bolsonaro, não importa se em São Paulo, Rio de Janeiro ou na Bahia. É plurinacional... O símbolo da cleptocracia que a extrema direita está arquitetando para o Brasil e que, se voltar ao poder, nossa democracia, esse incômodo jurídico criado pela Constituição de 1988, deixará de existir. Daí talvez, e é preciso lutar para que tal não aconteça, André Mendonça não precisará mais se preocupar em entender, decidir e fazer, até porque será a estrela maior. E Lula, que com todos os defeitos do mundo sempre esteve ao lado da democracia, não terá mais como importunar os "perseguidos" de hoje.
Pensar nisso é decidir o que é certo!
17 de junho de 2026
A corrupção não é linda
Quem olha essa foto de dois homens unidos por um abraço nos alpes pode pensar que se trata de caso de amor. Diriam que o amor é lindo! Mas esse é um caso de amor ao dinheiro. E tão incondicional que envolve chantagem, ameaças de morte e outros crimes mais. Tanto que um dos envolvidos na história, o indivíduo conhecido como Sicário e que viveu como tal, morreu na Polícia Federal, tudo indica que por suicídio. Os dois "amigos" dessa foto são o banqueiro corrupto Daniel Vorcaro, à esquerda e o senador também corrupto Ciro Nogueira, à direita. Ambos envolvidos numa grande trama de roubo de dinheiro público.
É incrível como a corrupção envolve o Brasil, sobretudo na política. No caso presente, esse do Banco Master, é grande o rol de pessoas que fazem parte direta ou indiretamente das falcatruas que estão sendo apuradas. Ciro foi ministro e até ontem, ao que se saiba, era homem de confiança do bolsonarismo raiz. Daniel Vorcaro roubou o que era possível para manter seu banco em operação. Para tanto, conseguiu envolver gente graúda no cenário da política nacional, como o senador citado, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o do Senado, Davi Alcolumbre e grande entorno. É corrupção para mais de metro....
O incrível em tudo isso é que agora mesmo as TVs estão colocando no ar declaração do presidente da Câmara e na qual este diz que o assunto está sendo investigado e ele tem explicação para todos os seus atos. Está bom... Os demais estavam muito ocupados para falar. O certo é a gente ter a mais absoluta certeza de que nunca antes houve no Brasil caso de corrupção como esse. O dinheiro roubado envolveu mais de um banco e até mesmo o BRB, instituição pública de Brasília envolvida nessa faucatrua gigantesca.
Chegou-se ao cúmulo de quase gerar uma lei federal de aumento do montante do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para garantir esse seguro mais polpudo em benefício da corrupção e a desviar verba de fundos de aposentados no Rio de Janeiro para tapar os buracos de rombos em cofres de banco privado como o Master. Não há mais limites a essa gente sem princípios! E a corrupção não é linda como jamais foi!
Mas há, isso sim, meios e modos de a sangria de recursos ser estancada e os corruptos pagarem por seus crimes. O melhor caminho é hoje o Supremo Tribunal Federal se colocar acima das divergências pessoais entre ministros e agir apenas e tão somente com foco na legalidade e no combate à corrupção. Isso, mesmo que as investigações presentes e futuras venham a comprometer um ou mais de seus membros, o que não é impossível. O compromisso único de um ministro de STF deve ser a constitucinalidade, e ainda que tal leve ao sacrifício de um ou mais de seus membros. O Brasil não tolera mais a corrupção.
E ela é tão endêmica nos dias de hoje que se entranha por todos os segmentos da vida nacional. Não mora só em Brasília. Ora bolas, se lá os graúdos podem desviar recursos das mais diversas formas, por que não nos andarem inferiores?, pensa grande parcela dos corruptos de plantão. E assim eles agem sempre lutando por suas dinastias políticas e pela troca do endereço estadual por um federal porque lá a colheita é melhor até mesmo nas chamadas emendas parlamentares, essa invenção providencial para desviar verba pública.
11 de junho de 2026
A Copa do Extremismo
Quando o Brasil realizou aqui a Copa do Mundo de 2014, teve que se sujeitar, na assinatura dos termos de compromisso, a uma série de exigências por parte da FIFA que restringiram até mesmo sua independência como nação. Além de o país estar subordinado à Lei Geral da Copa, as mudanças decorrentes dessa situação chegaram a adequações estruturais e financeiras que envolveram até mesmo alterações temporárias na nossa legislação. Não tínhamos sequer soberania jurídica total, como ocorre em todas as demais situações. Era aceitar ou o Mundial seria transferido para outro país.
Mas isso faz 12 anos... Agora o governo de Donald Trump faz o que quer e submete as pessoas a constrangimentos inimagináveis na Copa de 2026, que desde hoje é realizada nos EUA, no México e no Canadá. A sequência de fotos acima mostra a delegação do Senegal sendo alvo de revistas totais mesmo na pista de taxi do aeroporto onde desembarcou, antes de chegar ao terminal aeroportuário. O que aconteceu com a delegação da Holanda, desembarcada quase na mesma hora, foi totalmnete diferente. Um árbitro somali escalado pela FIFA para atuar na Copa e que tinha até passaporte diplomático de seu país voltou do aeroporto, não admitido. E não foi aceito apenas e tão somente porque tinha aquela nacionalidade. Nada mais.
E a FIFA? Curva-se.
O que se passa com a delegação do Irã é ainda pior. Proibida de ingressar em território norte-americano, está hospeadada em Tijuana, no México, ao lado da fronteira. Vai ter que ingressar no país ianque para jogar e retornar imediatemente ao lugar de onde saiu. Não pode sequer pernoitar no quintal de Trump embora as normas da FIFA determinem o contrário. E os ingressos de seus torcedores foram simplesmente cancelados sem maiores explicações embora tenham sido adquiridos como mandam as regras, online.
Isso nunca aconteceu até hoje. Uma Copa do Mundo é uma competição esportiva e nada mais. Todos os países que se classificam nas diversas eliminatórias têm direito de tomar parte da disputa. Motivações políticas não podem interferir de forma alguma. Sempre foi assim até hoje com a entidade que dirige o futebol. Mas agora ela está sendo presidida por Gianni Infantino desde fevereiro de 2016 e com mandato até 2027. E esse presidente, que já criou um troféu da paz para Trump, é poodle desse personagem. Poodle domesticado!
A imensa maioria das reações do presidente dos EUA tem origem racista. A Somália fica na África, tem população negra, é pobre e os somalis já foram chamados de todos os epítetos de raça por parte do supremacista branco da Casa Branca. O Senegal, a mesma coisa. O árbitro que teve o ingresso nos Estados Unidos recusado poderia ser enviado para apitar os jogos a serem realizados no Canadá ou no México, mas nem isso Infantino faz. Hoje a gente está tendo uma festa de abertura da maior competição de futebol do mundo sem que os jogadores, atores maiores nesse espetáculo, sejam a atração principal. Ao contrário, esta está na Casa Branca, movida pelo ódio. Trata-se de um degenerado que um dia pagará por isso.
Ele promove a Copa do Extremismo patrocinada pela FIFA.
7 de junho de 2026
Telecontos e o descaso
4 de junho de 2026
Um PIX no sapato
Foi o irmão de Flávio, Eduardo, quem deixou escapar a forma como essa questão está sendo tratada. Ele falou com orgulho indisfarçável do Zelle, um sistema de pagamentos adotado nos Estados Unidos. Trump e seu governo querem transformar nosso sistema nesse avatar norte-americano. Mas ele é privado, não tem transferência de valores imediata, é ligado aos bancos que decidem se taxam ou não as transações, têm o direito de impor regras ao seu funcionamento e podem inclusive cancelá-lo a qualquer momento, contanto sua existência prejudique "os negócios" como dizem os agentes do mercado aqui e lá.
Flávio nada falou do PIX na "missiva". Tarcício de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros próceres da extrema direita evitam o assunto como o diabo foge da cruz. E nenhum deles toca no caso por um motivo simples: eles vão ceder aos Estados Unidos nesse ponto caso um deles chegue ao Palacio do Planalto em janeiro próximo. Oferecerão o sistema público, que é uma invenção brasileira, à voracidade ianque. Isso, juntamente com as terras raras, as instituições públicas e o que mais eles quiserem nos tomar. Como sempre foi, só que de forma menos explícita.
E vão fazer isso, não por ideologia mas sim por seu complexo de vira latas jamais disfarçado e nunca também confessado. Escondidos como estão escondidos até mesmo os rituais nazistas, como o de beber leite copiando o que faziam os líderes supremacistas brancos do século passado (foto ao lado). O ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Geobbels fazia isso porque para ele a prática significava a promoção de ideias de pureza racial ligadas a saúde, vitalidade e outros. Os nazifascistas brasileiros são seus filhos bastardos.
Com a proximidade da campanha eleitoral oficial, nossa extrema direita irá às ruas. E, como sempre, estará armada do que há de mais "moderno" em seu arsenal: a capacidade de tentar transferir para o outro lado, a seu opositor, todas as mazelas de suas vidas e crenças. Eles entendem que, assim agindo, conseguirão iludir a população, ganhar as eleições e reconquistar pelo voto um País em cujo poder pretendem se manter até mesmo por golpe, como já foi tentado recentemente. Só que as coisas começam a não dar tanto certo hoje como ontem. O Caso Master está derrubando Flávio Bolsonaro, outros desacertos começam a afetar alguns dos demais membros do alto escalão da oposição e agora surge esse sistema de pagamentos brasileiro, todo nosso, público, mas que eles pretendem destruir com a privatização travestida de modernidade. Parece que não vai dar certo em momento algum.
Em vez de pedra, a extrema direita tem um PIX no sapato.
1 de junho de 2026
O gangster
A tática adotada pelo neofascismo é essa: "Acuse o inimigo por seus atos denunciados. Inverta a lógica". E assim é feito. Em Curitiba, durante o lançamento da candidatura do senador Sérgio Moro a governador daquele Estado Flávio Nantes Bolsonaro disse que o atual presidente, Lula, "lambeu as botas" do mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump. Até as crianças inocentes sabem que é o inverso e que o atual candidato da extrema direita à presidência da República vende soberania e riquezas do Brasil aos ianques para tentar ganhar as eleições de outubro. Mas ele joga do modo como aprendeu nas cartilhas do gangsterismo, do nazifascismo e das milícias, transferindo - ou tentando transferir - seus pecados ao oponente. Flávio e o restante dos Bolsonaro são a escória da escória na política.Nessa foto acima o candidato que se mostra como "moderado" faz arminha juntamente com o criminoso Fabrício Queiroz, que já ganhou dinheiro público em seu gabinete de deputado. Mas não foi só ele. Na foto mais abaixo o leitor pode ver Flávio Bolsonaaro agachado e usando camisa azul, com seu sorriso falso e ao lado de dois criminosos do círculo íntimo do bolsonarismo: TH Jóias (E) e Rodrigo Bacellar, ambos com ligações claras junto ao Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro. O segundo era presidente da Assembleia Legislativa carioca, onde Flávio foi deputado estadual. Está preso por ligação com o tráfico de drogas. E esses são apenas dois dos criminosos conhecidos e que tinham relações diretas com esse chamado filho 01. Mas não é o maior caso. Nem de longe.
29 de maio de 2026
O perigo maior está aqui
O que é terrorismo? A definição clássica diz que é o uso da violência ou grave ameaça, física ou psicológica, para difundir terror, coagir governos ou intimidar as sociedades. Esse fenômeno é diferente do crime comum por causar impacto social e subversão institucional. Então a gente pode dizer que é exatamente o que Israel faz com os palestinos e está mostrado na foto acima. Só que os Estados Unidos, montados em sua enorme força militar, discordam e querem mostrar outra caracterização toda sua, de acordo com seus interesses.
27 de maio de 2026
Sim, eu sou um vagabundo!
Conto uma história, a minha: sou jornalista profissional e durante 27 anos trabalhei no Jornal A Gazeta antes de ele ser destruído por administrações catastróficas e seguidas. Começaram com a importação de São Paulo de profissionais voltados ao lucro e trazidos para cá por Plínio Marchini, misto de jornalista e publicitário (isso nunca dá certo!), amigo do poder e dos cifrões. Com a morte do jornalista Paulo Eduardo Torre ele trouxe para Vitória profissionais de São Paulo e que dirigiriam a antiga empresa da rua General Osório depois do afastamento de Cariê Lindenberg e sua substituição por Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto, o Café, que nunca, jamais entendeu nadinha de jornalismo.
Paulo Torre marcou o fim de uma era de A Gazeta dirigida por jornalistas competentes, cada um à sua época, como Cláudio Bueno Rocha, Rogério Medeiros, Jackson Lima, Marien Calixree, Nilo Martins e Antônio Carlos Leite, estes antes de o citado na abertura do parágrafo. Depois deles e com a escalação de Café, a empresa da agora Rua Chafic Murad ou Cariê Lidenberg, despencou. E ladeira abaixo ela terminou por extinguir o jornal impresso. Um atestado de óbito. E por que deu errado com os paulistas?
Jornal é produto essencialmente regional, com raízes onde nasceu, cresceu e se tornou referência de qualidade e credibilidade. Então ou quem o dirige incorpora os valores cuturais do lugar onde está, mesmo tendo nascido na lua, ou mata sua galihha dos ovos de ouro. Foi o que aconteceu com aquela gente escondida em hotel e com saudades de São Paulo.
Mas eu queria chegar ao ponto de agora: durante boa parte desses 27 anos fui Editor de Esportes de A Gazeta, isso de 1972 a 1998. E esporte tem todos os dias... O resultado foi que o vagabundo aqui tinha um domingo de folga por mês, folgava alguns sábados e, ao longo dos muitos anos essa escala de trabalho cruel torpedeou seu casamento, o relacionamento com as filhas e até mesmo a tranquilidade pessoal. Fazer o que, se foi minha escolha e de todos os demais jornalistas faziam escala 6X1 sem questionar nada, sobretudo na época da ditadura? Muitos morreram precocemente, do coração, como foi o caso de Paulo Torre.
Sim, o esporte continua todos os dias, mas com o fim dessa escala os empresários de comunicação terão de investir em mais profissionais, reformular as escalas de trabalho, fazer empresas mais humanas e voltadas às pessoas e redefinir alguns conceitos. Isso é possível, as soluções existem e agora serão implementadas. Perder dinheiro e desfazer seus negócios eles não vão. E assim como na comunicação, os empresários dos demais setores farão o mesmo. Inclusive os do tal agro, que combatem o governo atual, o "comunismo" de cada esquina da vida, mas não deixam de viver principalmente de dinheiro público com suas existências de nababos apaixonados pelas generosas tetas da "viuva"!
No Congresso, os à venda já foram comprados e fizeram o discurso do empresariado. Do mercado! Em alguns meios de comunicação ainda resistentes à ideia de menos jornalistas morrerem do coração, planos estão sendo refeitos. Com muita má vontade, mas estão. Eles tentaram de tudo para evitar o fim da escala 6X1, mas vão morrer na praia. Isso porque a pressão popular, quando coloca em risco as reeleições sobretudo das dinastias parlamentares, faz com que estas fiquem mais "maleáveis". O pior já passou, mas ainda é preciso estar atento e forte. Não podemos temer a morte. Senão ela chega.
Acreditem no vagaundo que quase se matou de tanto trabalhar: a escala 6X1 vai acabar.
22 de maio de 2026
As madrugadas do Congresso
Quando as madrugadas precisam ser ainda mais "discretas", pode-se usar a votação simbólica, pois assim os votos individuais não poderão ser computados com os nomes dos votantes, o que seria impossível com o voto nominal. E a votação secreta só pode ser usada - ao menos teoricamente - nas eleições em geral, como para presidente e demais membros da Mesa Diretora. Isso também é um sistema de proteção! Muitas vezes os senhores deputados ou senadores querem manter secretos seus votos contra o interesse público. Afinal, se já existe até mesmo orçamento secreto com o uso do meu, do seu, do nosso dinheiro, por que não haveria também essa forma de eu me esconder no anonimato na hora de votar?
Mas às vezes é diferente. Usa-se o dia claro, com a luz do sol no exterior dos prédios do Congresso para votar contra o povo marcando posição em direção a determimados grupamentos políticos. Como a extrema direita. Ou os evangélicos neopentecostais. Ou a bancada da bala. Ou os ruralistas. Ou quem quer que interesse a determinado político surgir como apoiador. Afinal, partido político hoje é só um incômodo! Foi assim, por exemplo, numa das votações referentes ao fim da escala de trabalho 6X1, quando quatro parlamentares capixabas, Amaro Neto (PP), da Vitória (PP), Evair de Mello (Republicanos) e Messias Donato (União Brasil) engrossaram o coro daqueles que se uniram à parcela mesquinha do patronato para tentar barrar ou descaracterizar totalmente esse projeto de lei.
O argumento é o de que a adoção da escala 5X2 e a semana laboral de 36 horas vai prejudicar a economia, provocar desemprego e outras coisas mais. Foi assim quando começou a ser discutido o fim da escravidão e a adoção do 13º salário, por exemplo. Em todos, rigorosamente todos os casos o patronato tenta defender seus privilégios e o poder de manter o trabalhador na cangalha para melhor manobrá-lo nas rédeas curtas. E um dos argumentos de quem é contrário à nova escala é o de que o empregado deve "negociar" com o patrão. A negociação geralmente é rápida: "Ou você aceita isso ou está demitido!"
Aqui no Brasil mesmo, uma parcela do patronato já usa a escala 5X2. Em grande parte dos países essa forma de labor está consagrada. E em todos os casos sabe-se que um regime de trabalho capaz de permitir ao empregado mais descanso e convívio familiar aumenta a produtividade e o interesse pela ascenção profissional. Impactos iniciais de uma decisão como essa, e em pequenos setores da economia, logo serão absorvidos. Sempre foi assim.
Mesmo o "mercado", essa reunião de multimilionários que comandam economia e interferem em tudo na vida econômica do País, vai acabar se adaptando. Os donos do dinheiro nem mesmo estão interessados no que é constitucional ou não. Como a maioria dos políticos. Esse grupo poderoso reage, chama para um almoço, exerce pressão até mesmo sobre o Banco Central, compra parlamentares ou outros à venda em Brasília, mas sempre capitula quando a derrota é certa. São alguns dos camaleões do dia-a-dia nacional.
Nas madrugadas de Brasília os ratos saem dos esgotos. Nas madrugadas de Brasília os políticos se reúnem durante o sono da imensa maioria das pessoas comuns. Nos dias de sol (ou chuva, não importa) esses mesmos políticos enviam mensagens não cifradas aos seus grupos de interesse. Mas em outubro, no dia de sol ou chuva das eleições gerais vai ser a hora de a população responder a eles. É preciso não esquecer ao menos os quatro nomes citados aqui.
18 de maio de 2026
O "gangsternaro"
Nunca houve nada mais fétido do que o mar de lama onde está metida toda a família Bolsonaro e seu entorno criminoso. Até mesmo um filme que pretende contar a história do ex-presidente, indivíduo hoje condenado a mais de 27 anos de prisão, está sendo usado para roubar ou lavar dinheiro privado e público via Banco Master, com Daniel Vorcaro e emendas parlamentares que a fina flor do extremismo de direita da política nacional envia para os diversos endereços ligados aos esquemas criminosos bolsonaristas para inflar as contas bancárias e outros tipos de aplicações financeiras que esses gangsters movimentam. O filme em si, que deve ser um horror em termos de mediocridade e informações falsas, não deve ter consumido sequer uma pequena fração do numerário arrecadado e que pode ser visto na arte acima, feita a partir das investigações de The Intercept Brasil.
O esquema é de ruborizar até gente como Fernandinho Beira Mar! Vamos aos fatos: contratos revelam que a Go Up, responsável pelo filme dos Bolsonaro, pode ser uma empresa laranja porque tem endereço onde funciona a emissora Jovem Pan (êpa!). As sedes estão registradas no mesmo endereço (ôpa!). O fundo que administrou o dinheiro de Vorcaro comprou a casa no mesmo lugar onde vive o conhecido Bananinha em nome de terceiros! Os 134 milhões que o "banqueiro" Vorcaro deu aos Bolsonaro é muito mais do que o triplo do gasto em produções como "Ainda estou aqui" (custou R$ 45 milhões), "O agente secreto" (R$ 28 milhões), Chatô, o rei do Brasil" (R$ 25/30 milhões) e "Tropa de elite 2" (R$ 25 milhões), para ficarmos só nesses exemplos. Isso é assalto a mão armada!
Embora esse Dark Horse esteja sendo annciado como uma superprodução de Hollyhood, os atores são gente terceira linha, ninguém conhece os produtores e até hoje não foi noticiado nada sobre esse filmeco por lá. Atores que atuaram como figurantes no Brasil alegam que não foram pagos ou receberam migalhas por seus trabalhos. Já houve denúncia a órgãos de classe dos atores por aqui. Nenhuma reclamação foi atendida, sobretudo por Carlos Bolsonaro. É o fim da picada!
E só para terminar, hoje foi denunciado no Legislativo que o presidente da Câmara, Hugo Motta, pediu um dinheirão ao dono do Banco Master para seu pai. Davi Alcolumbre não quer CPMI porque sabe que ela o alcança no Acre e a muita gente de Brasília. Por lá, pela extrema direita política brasileira, só não usou dinheiro sujo desse escâdalo quem não teve oportunidade. Por isso o PL hoje se reúne com Flávio Bolsonaro para discutir a questão. Consta que o preso Jair Bolsonaro já determinou que o filho vá até o fim na campanha política pela presidência da República, pois perder é melhor do que não concorrer. O nome da quadrilha tem que continuar nas mídias para manter o gado arregimentado.
Quem tiver estômago deve ver até o fim o filme real!
15 de maio de 2026
Política e crime organizado
Infelizmente, e é preciso reconhecer isso, hoje o crime organizado e a política andam de mãos dadas. Juntinhos como marido e mulher apaixonados, tamanha é a quantidade de criminosos habitando o Parlamento do Brasil desde a esfera municipal à federal. Conheci pessoalmente, pois lidava com jornalismo e esporte, o bicheiro José Carlos Gratz. Ele era dirigente do Rio Branco além de deputado estadual. E filiado ao PFL (Partido da Frente Liberal) e, depois de cassado, tentou retornar à vida legislativa pelo PSL (Partido da Frente Liberal). Perto dos políticos de hoje era quase um seminarista... Caiu porque teve um acesso fonético dos mais sérios e reagiu a uma ordem judicial com um grito de "Eu tenho e força!" Não tinha e foi parar na prisão apesar de todo o seu ar de moço bom.
No Rio de Janeiro, TODOS os governadores eleitos nos últimos 30 anos acabaram sendo presos. Posso destacar Luiz Fernando Pezão (2014-2018), Sérgio Cabral (2007-2014), Rosinha Garotinho (2003-2007), Athony Garotinho (1999-2002) e Wilson Witzel (eleito em 2018 e cassado). Para não nos cansarmos, paro por aqui. Witzel é autor da célebre declaração de que iria dar "um tiro no coco" de todos os criminosos de seu Estado. Menos no dele, claro. Cláudio Castro, que renunciou para não ser também cassado e mesmo assim está sem direitos políticos, indiretamente matou 122 pessoas, sendo cinco delas policiais e numa mega operação policial na favela da Rocinha, em 2005. Chamou a operação de "sucesso" e os mortos de "opositores nautralizados". Alguns eram inocentes, gente digna e favelada.
Não é só isso. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado TH Jóias está preso. O mesmo acontece com o ex-presidente da mesma ALERJ, Rodrigo Bacellar. Esse último é acusado de vazar informações sigilosas de uma operação policial a TH, o suspeito de integrar o Comando Vermelho. E para quem acusa a esquerda política de envolvimento com o crime, nenhum deles era ou é filiado a partidos desse espectro.
Aqui no Espírito Santo alguns deputados são declaradamente de extrema direita. Um deles, o Capitão Assumção (assim mesmo se escreve) chegou a ser preso. É filiado, e até aí surpresa nenhuma, ao Partido Liberal (PL), a sigla que reúne mais nazifascistas por metro quadrado da história da política do Brasil, dentre os quais o ex-presidente e presidiário Jair Messias Bolsonaro. Muitos outros criminosos também. Gente que, no Legislativo Federal, se "destaca" por xingamentos, ofensas, ocupação de mesas da presidência, controle sobre comissões importantes como a CCJ e para blindar a quadrilha de punições.
Pior de tudo: ainda não há uma luz ao final do túnel. Ontem mesmo o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro foi surpreendido pedindo dinheiro ao preso Daniel Vorcaro para a conclusão do filme "Dark Horse", um termo que em inglês pode ser tradzido como "o azarão", e que pretende contar a hstória, obviamente falsa, de seu pai como um herói para ele. Tudo nessa história de filme é suspeito. Não apenas a narrativa deve ficar a anos luz de distancia da realidade, mas também a trajetória do dinheiro produto de ações criminosas tem tudo para ser, como diz esse candidato, totalmente sigilosa. Em "confidencialidade".
E a culpa nem é so deles; nós os elegemos!
12 de maio de 2026
Sem anistia para golpista
Vamos analisar a questão por dois atores menores. Um deles, o deputado federal Sóstenes Cavalcanti é pastor, teólogo (assim se apresenta) e membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a corrente liderada pelo também dito pastor Silas Malafaia. Não é preciso dizer mais nada. Ele acha "inevitável" a votação da tal anistia e sabe que ela será considerada inconstitucional pelo STF. Sua posição é apenas a aposta no caos institucional.
A outra figura é o senador catatinense Esperidião Amin, 78 anos (Cavalcanti tem 51), um egresso da velha Arena, colaborador da ditadura militar brasileira, saudoso dela e que sempre se aproveitou de posições de extrema direita para renovar mandatos. Hoje no PP, ele jura que quer aprovar a anistia para "pacificar" o Brasil (sic!). Comunga da ideia de que os presos e condenados, sobretudo o ex-presidente Jair Bolsonaro são vítimas de perseguição política implacável e por isso precisam ser anistiados para retornar à vida pública.
A tudo isso se soma a figura de Flávio Nantes Bolsonaro, o "filho pródigo" feito candidato pelo papai presidiário. Vai tentar a presidência da República com as bandeiras de submissão total às políticas dos Estados Unidos, torpedeamento da legislação trabalhista, asfixia da Saúde, tutela da Educação por parte de sua corrente de pensamento e, se possível, privatização do maior número possível de entidades educacionais, o que vai desde educação técnica até as universidades e, como se ainda não bastasse, a privatização de nossas maiores empresas públicas como são os casos da Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Petrobrás. Essa última é a cereja do bolo da extrema direita brasileira!
Não é por outro motivo que Flávio foi homenageado em eventos do agronegócio brasileiro recentemente. Os empresários do setor sabem que nunca tiveram tanto dinheiro à sua disposição através do Plano safra e outras sinecuras como ocorre agora no governo Lula. Então por que isso? Simples: porque a eles não interessam apenas as benesses do Estado, mas sim o controle total sobre a economia agrícola e pecuária do Brasil, num governo que poderia privatizar até o Palácio do Planalto caso isso fosse possível ou viável.
Não haverá mais ganho real sobre as correções dos vencimentos, principalmente de quem recebe através da Previdência Social, como é o caso do salário mínimo. Benefício de prestação continuada? Esqueçam. A conta vai cair de novo sobre as camadas mais subalternas da população e é quase certo que, em caso de naufrágio das propostas econômicas de um improvável governo Bolsonaro 2, novamente vejamos filas em frente aos açougues para a disputa de ossos de animais abatidos para o consumo. Os pobres emprenhados pelo canto das sereias extremistas de direita vão ver com quantos paus se faz uma canoa.
E como tragédia pouca é bobagem, o ministro Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral hoje convidando à solenidade de sua posse dois presos: os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Fernando Collor de Mello. É um cartão de visitas como não poderia ser nenhum outro. E mostra explícita sobre de que forma pensam não apenas ele, mas também o ministro André Mendonça. Por que então termos receio de qualquer coisa dar errado e um novo quadro sombrio surgir no horizonte? Se acontecer um "imprevisto", bastará levar a cabo outro projeto de anistia e eles estarão pacificando o Brasil.
Com a paz dos cemitérios!















