30 de julho de 2018

O deserto vive nos extremos

A vida me ensinou que é imenso o espaço entre os extremos de qualquer coisa. No caso político, muito grande também a terra fértil para o plantio de ideias. E é sobretudo disso que o Brasil precisa nos dias de hoje, quase às vésperas de uma eleição vital para todos nós.
Ao centro do espectro político temos um presidente da República sem poder algum, desmoralizado e refém de um Congresso Nacional formado basicamente por mercadores de dinheiro público. Ao seu lado esquerdo, bem na extremidade, há um ex-presidente preso por corrupção lutando para poder ser novamente candidato ao Palácio do Planalto. Do outro lado, também na extremidade, mas à direita, u, oficial da reserva que sonha em levar seus delírios para o mesmo endereço.
Qual é o caminho? Ele existe e está distante dos dois extremos.
Lula grita a plenos pulmões que é inocente e grita a não existência de provas contra ele embora elas abundem. Ele tenta nos fazer crer que a figura do "laranja" só existe para identificar os outros ladrões de dinheiro público. No seu (dele) caso, jamais. Bolsonaro, um radical sem limites, oficial da reserva do Exército, quer instituir por aqui um Brasil de ódios e onde terão lugar apenas os que pensam como ele. Mais ou menos parecido com o caso Lula, só que do outro lado.
Nosso caminho passa ao largo desses dois candidatos e da subserviência auto protetora de Michel Temer. Há muita coisa ruim nos demais candidatos. Como no caso do "coronel" nordestino Ciro Gomes e de Marina Silva, a que ressuscita de quatro em quatro anos, saída do túmulo de sua falta de ideias e de programas. Candidato ideal ainda não existe. Ele pode aparecer, claro. Mas se não surgir, o menos mal será votar em alguém capaz de governar com um mínimo de independência e honradez. Não vou sugerir nomes. Você tem seu livre arbítrio.
Precisamos ter em mente que o momento é grave e precisará de medidas corajosas para que a economia se recupere. E isso vai passar obrigatoriamente pelo combate à corrupção e privilégios. Nesse caso, será preciso enfrentar o poder e os lobbies encastelados nos três poderes dessa República. Poderes que não conseguem se ver além das lentes de seus olhos míopes.
Nem Lula e sua quadrilha nem Bolsonaro e seus delírios salvarão o Brasil. Ao contrário, aprofundarão o poço de misérias em que nos encontramos. Vamos escolher outro caminho. Sobretudo um que ataque nossos problemas estruturais e compreenda que investir pesado em Educação institui o progresso como meta de vida e elimina a necessidade de mais presídios.