Segunda-feira, 13 de novembro de 2006. Fazendo campanha para o "companheiro" Hugo Chavez na Venezuela, o presidente Lula voltou a investir contra "as elites" e contra a "imprensa". Segundo ele, tem sofrido cerrado fogo por parte de grande parte dos órgãos de Comunicação, e por puro preconceito.
Vamos colocar as coisas nos devidos lugares. "Imprensa" é jornal, revista. Rádio, televisão e outros como a Internet, não são imprensa. Não são impressos. Mas me parece muito pretender impor essa "sutil" observação ao presidente. Os órgãos de Comunicação estariam investindo contra ele.
Mas, interessante, ele só diz isso, só faz esse tipo de discurso, de ataque feroz, quando está no exterior. No Brasil, escorrega daqui, reclama dali e vai tocando o barco. Vez ou outra alguém que lhe faz vassalagem sugere premiar a "imprensa amiga" com polpudas verbas de publicidade. Sugestão de suborno explícito que ele, escorrega daqui, reclama dali, vai levando na barriga.
Mas cheguemos ao que interessa. O presidente vive num regime de Estado de Direito. Aqui imperam as leis desde 1985. Ora, presidente, processe quem o agride. Invista legalmente contra aqueles que o denigrem.
Ou isso ou então tudo não passa de demagogia de palanque.
Blog de variedades. Um pouco de esporte, um pouco de política, um pouco de fofoca, um pouco de mais tudo o que surgir de interessante. Enfim, um pouco de jornalismo na vida de quem gosta de notícias e interpretação de fatos
14 de novembro de 2006
8 de novembro de 2006
Bolsa Família, a camisa-de-força
Assistencialismo é política frágil. Com princípio, meio e fim. E quando essa vida útil não tem uma programação clara, o fim costuma ser trágico. O que tento dizer é que o Bolsa Família, nau capitânea de casco furado da política social do governo brasileiro, pode se transformar em camisa-de-força por não exigir claramente uma contrapartida daqueles que o recebem, nem um prazo para ser encerrado. Tanto com o cumprimento dessa contrapartida, quanto em caso contrário.
Assistir é dever do Estado. Sobretudo em épocas de economia recessiva. Mas assistir somente, indefinidamente, torna-se risco grave. No caso brasileiro, já custa a transferência de verbas de vários outros setores. Vide, por exemplo, o caso do apoio ao tráfego aéreo, comprometido por falta de pessoal e equipamentos obsoletos.
Um Bolsa Família sério deveria assistir aos mais carentes com o compromisso de que estes, num prazo "X" de tempo, se habilitassem a alguma atividade econômica capaz de dar-lhes autonomia de vida. E ao governo caberia dotar cada família de meios e modos de desenvolver esse esforço. A recolocação das pessoas no mercado de trabalho ou a negativa de algumas de participar de cursos profissionalizantes ou similares, simplesmente interromperia a ajuda do governo.
A ninguém interessa a existência de um Estado esmoler. Um Estado que sustenta parte de seus cidadãos abaixo da linha da pobreza, sem perspectiva futura alguma. Se um dia a casa cair, cairá na cabeça destes e da imprevidência e do populismo do Estado.
É bom pensar nisso. Agora que a eleição foi ganha à custa dos mais pobres e com o custo da promessa a estes do Paraíso. Ele não virá, é certo. Mas pode chegar para todos os brasileiros uma era de oportunidades ao menos parecidas. Só que tal era custa trabalho honesto, voltado para a construção de um país onde todos possam gerar riquezas, inclusive aquelas, fiscais, sustentadoras da voracidade oficial.
Assistir é dever do Estado. Sobretudo em épocas de economia recessiva. Mas assistir somente, indefinidamente, torna-se risco grave. No caso brasileiro, já custa a transferência de verbas de vários outros setores. Vide, por exemplo, o caso do apoio ao tráfego aéreo, comprometido por falta de pessoal e equipamentos obsoletos.
Um Bolsa Família sério deveria assistir aos mais carentes com o compromisso de que estes, num prazo "X" de tempo, se habilitassem a alguma atividade econômica capaz de dar-lhes autonomia de vida. E ao governo caberia dotar cada família de meios e modos de desenvolver esse esforço. A recolocação das pessoas no mercado de trabalho ou a negativa de algumas de participar de cursos profissionalizantes ou similares, simplesmente interromperia a ajuda do governo.
A ninguém interessa a existência de um Estado esmoler. Um Estado que sustenta parte de seus cidadãos abaixo da linha da pobreza, sem perspectiva futura alguma. Se um dia a casa cair, cairá na cabeça destes e da imprevidência e do populismo do Estado.
É bom pensar nisso. Agora que a eleição foi ganha à custa dos mais pobres e com o custo da promessa a estes do Paraíso. Ele não virá, é certo. Mas pode chegar para todos os brasileiros uma era de oportunidades ao menos parecidas. Só que tal era custa trabalho honesto, voltado para a construção de um país onde todos possam gerar riquezas, inclusive aquelas, fiscais, sustentadoras da voracidade oficial.
30 de outubro de 2006
Às cartas, Presidente!
Certo, errado, justo, injusto, não importa mais. Quase 59 milhões de brasileiros disseram domingo, 29 de outubro de 2006, que Luiz Inácio Lula da Silva vai ser presidente do Brasil, pela segunda vez consecutiva, de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2010. Agora resta a ele, o presidente, decidir por que porta deseja entrar para a história passado esse período que tem início e fim marcados. Pelo menos pelo calendário oficial.
Ele pode entrar para a história como o primeiro presidente oriundo da classe operária que fez mais pelo Brasil do que todos os demais, ou então como alguém que chegou à presidência como esperança e saiu tal qual um Collor de Mello.
Um artigo de Frei Leonardo Boff, "A derrota da Casa-Grande", publicado hoje (30/10) em alguns jornais brasileiros, diz que a Senzala derrotou a Casa-Grande, numa alusão à obra magistral de Gilberto Freyre. E assegura, com a propriedade de quem conviveu com o presidente, que Lula é um homem extremamente inteligente. Capaz. E ignorantes são aqueles que o julgam ignorante. Pode ser.
Mas Lula faz parte de um partido político que ainda não encontrou seu lugar na sociedade democrática. Comporta-se às vezes como se estivesse sob ditadura militar. E embora abrigue gente da melhor qualidade, também é porto para uma série de desqualificados. O que vem fazendo a diferença ao longo dos anos.
Não existem "aloprados" na política. Existem honestos e criminosos. Não existem "erros", conforme conceituado pelo presidente Existem atos lícitos e crimes.
Saber a fronteira entre esses dois mundos é necessário ao Governo. Até agora ele teimou em desconhcer sequer a existência do limite.
Vivemos em um regime presidencialista. Quem decide é o presidente. Assim sendo, caberá a esse homem inteligente decidir, ele mesmo e talvez com poucos o influenciando, de que forma entrará para a história. Se pela porta da frente, reverenciado, dentro de quatro anos, ou pela porta dos fundos, até mesmo antes disso e como já aconteceu no Brasil recente.
As cartas estão na mesa. É pegar e jogar o jogo.
Ele pode entrar para a história como o primeiro presidente oriundo da classe operária que fez mais pelo Brasil do que todos os demais, ou então como alguém que chegou à presidência como esperança e saiu tal qual um Collor de Mello.
Um artigo de Frei Leonardo Boff, "A derrota da Casa-Grande", publicado hoje (30/10) em alguns jornais brasileiros, diz que a Senzala derrotou a Casa-Grande, numa alusão à obra magistral de Gilberto Freyre. E assegura, com a propriedade de quem conviveu com o presidente, que Lula é um homem extremamente inteligente. Capaz. E ignorantes são aqueles que o julgam ignorante. Pode ser.
Mas Lula faz parte de um partido político que ainda não encontrou seu lugar na sociedade democrática. Comporta-se às vezes como se estivesse sob ditadura militar. E embora abrigue gente da melhor qualidade, também é porto para uma série de desqualificados. O que vem fazendo a diferença ao longo dos anos.
Não existem "aloprados" na política. Existem honestos e criminosos. Não existem "erros", conforme conceituado pelo presidente Existem atos lícitos e crimes.
Saber a fronteira entre esses dois mundos é necessário ao Governo. Até agora ele teimou em desconhcer sequer a existência do limite.
Vivemos em um regime presidencialista. Quem decide é o presidente. Assim sendo, caberá a esse homem inteligente decidir, ele mesmo e talvez com poucos o influenciando, de que forma entrará para a história. Se pela porta da frente, reverenciado, dentro de quatro anos, ou pela porta dos fundos, até mesmo antes disso e como já aconteceu no Brasil recente.
As cartas estão na mesa. É pegar e jogar o jogo.
27 de outubro de 2006
O insólito...
Sexta-feira, 27 de outubro de 2006, 13 horas, loja da griff Copenhagen no Shopping Vitória, área nobre de Vitória (ES). Uma cliente bem vestida toma café expresso com delicateses e discute política com uma das baristas que a atende.
A barista defende convictamente a candidatura de Geraldo Alkmin. A cliente faz o mesmo em relação à de Lula. E chega a dizer: "Vocês e o resto do pessoal não aceitam mesmo, mas vai dar ele mais uma vez!"
Insólito! Definitivamente insólito!
A barista defende convictamente a candidatura de Geraldo Alkmin. A cliente faz o mesmo em relação à de Lula. E chega a dizer: "Vocês e o resto do pessoal não aceitam mesmo, mas vai dar ele mais uma vez!"
Insólito! Definitivamente insólito!
O mais zangado de todos
Onde foi que eu errei?
Essa pergunta deve estar sendo feita a todo momento por membros do PSDB, PMDB, PFL, PP e outros partidos menos votados, e será ainda mais vezes feita depois de passada a ressaca da contagem de votos da eleição presidencial brasileira de 2006.
Acredito, firmemente, que o mais zangado consigo próprio seja o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sociólogo internacionalmente respeitado, casado com uma antropóloga de renome, passou oito anos no Palácio do Planalto sem atinar para o fato de que está hoje na imensa legião de excluídos do Brasil e na solução desse problema o passaporte "deste país", como gosta de dizer Lula, para uma situação de prosperidade, estabilidade política e crescimento nacional. Fernando Henrique não fez pelos miseráveis nem um décimo do que poderia ter feito.
Lula usou isso. "Nasci como vocês, sei o que vocês sofrem, falo (errado...) como vocês, vou solucionar os problemas de todos vocês". E tome Bolsa Família. Nunca antes um programa meio esmoler rendeu tanto e tão grande quantidade de votos
De incompetente ninguém pode chamar Lula.
Essa pergunta deve estar sendo feita a todo momento por membros do PSDB, PMDB, PFL, PP e outros partidos menos votados, e será ainda mais vezes feita depois de passada a ressaca da contagem de votos da eleição presidencial brasileira de 2006.
Acredito, firmemente, que o mais zangado consigo próprio seja o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sociólogo internacionalmente respeitado, casado com uma antropóloga de renome, passou oito anos no Palácio do Planalto sem atinar para o fato de que está hoje na imensa legião de excluídos do Brasil e na solução desse problema o passaporte "deste país", como gosta de dizer Lula, para uma situação de prosperidade, estabilidade política e crescimento nacional. Fernando Henrique não fez pelos miseráveis nem um décimo do que poderia ter feito.
Lula usou isso. "Nasci como vocês, sei o que vocês sofrem, falo (errado...) como vocês, vou solucionar os problemas de todos vocês". E tome Bolsa Família. Nunca antes um programa meio esmoler rendeu tanto e tão grande quantidade de votos
De incompetente ninguém pode chamar Lula.
Cadáveres aos montes
Está a cada dia mais difícil para as autoridades dos Estados Unidos, particularmente de Nova Iorque, explicar como foi possível eles "esquecerem" centenas de corpos de vítimas do 11 de setembro, enterradas nas proximidades de onde ficavam as Torres Gêmeas. Depois que alguns ossos foram localizados, não se parou mais de encontrar cadáveres. Até o dia 26/10 eram mais de 200 restos humanos. No total, ainda há 1.150 corpos por serem localizados daquela carnificina.
Haverá processos, claro. Uma senhora, Adele Milanowycz, espécie de porta-voz dos familiares dos mortos, mantém até um site na internet para falar diariamente sobre o evento e o trauma dos familiares. Depois que as novas buscas terminarem, um batalhão de advogados deverá requerer indenizações milionárias por culpa de mais esse candente episódio de incompetência explícita das autoridades dos EUA.
Haverá processos, claro. Uma senhora, Adele Milanowycz, espécie de porta-voz dos familiares dos mortos, mantém até um site na internet para falar diariamente sobre o evento e o trauma dos familiares. Depois que as novas buscas terminarem, um batalhão de advogados deverá requerer indenizações milionárias por culpa de mais esse candente episódio de incompetência explícita das autoridades dos EUA.
16 de outubro de 2006
Coitado do Brasil (3)
Ouvido de um deputado(a) federal reeleito(a) no primeiro turno das eleições gerais deste ano e que toma posse no início da próxima legislatura:
- O aumento vai sair, sim. O próximo presidente, seja Lula ou Alckmin, não vai ter maioria no Congresso. Ou ele aprova ou não governa.
O cidadão(ã) referia-se ao projeto de reajuste salarial que tramita no Congresso Nacional e que reajusta os vencimentos dos parlamentares de R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00, equiparando-os aos dos ministros do Superior Tribunal Federal (STF). Trata-se de um aumento de 90,7% num país onde o salário mínimo é de R$ 350,00.
Aliás, registre-se, os últimos reajustes faraônicos concedidos pelo Governo, no caso para o Judiciário, foram concedidos depois de pressões.
- O aumento vai sair, sim. O próximo presidente, seja Lula ou Alckmin, não vai ter maioria no Congresso. Ou ele aprova ou não governa.
O cidadão(ã) referia-se ao projeto de reajuste salarial que tramita no Congresso Nacional e que reajusta os vencimentos dos parlamentares de R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00, equiparando-os aos dos ministros do Superior Tribunal Federal (STF). Trata-se de um aumento de 90,7% num país onde o salário mínimo é de R$ 350,00.
Aliás, registre-se, os últimos reajustes faraônicos concedidos pelo Governo, no caso para o Judiciário, foram concedidos depois de pressões.
11 de outubro de 2006
O novo cruzado
Vai de vento em popa a cruzada do jornalista Joe Sharkey, do The New York Times, que usa indiscriminadamente o seu blog na internet para defender os pilotos norte-americanos envolvidos no acidente com o Boeing 737-800 da Gol, no qual morreram 154 pessoas em região sul da Selva Amazônica.
Sharkey parece fazer parte do perfil de jornalistas daquele país - ao que tudo indica, a maioria deles encastelados no Times - que tratam o Brasil com profundo preconceito. Isso vem se verificando já há algum tempo, em episódios diversos, inclusive alguns envolvendo a Presidência da República.
Como última providência, Sharkey retirou do blog as correspondências enviadas por brasileiros protestando contra seu posicionamento, sob a alegação de serem elas caluniosas, difamatórias e ameaçadoras. Ele vê fantasmas. Talvez seja um admirador das brincadeiras do Dia das Bruxas. Talvez seja alguém que leva tão a sério os critérios de patriotismo a ponto de desconsiderar a verdade dos fatos.
Em se tratando de americanos do Norte, tudo é possível.
Sharkey parece fazer parte do perfil de jornalistas daquele país - ao que tudo indica, a maioria deles encastelados no Times - que tratam o Brasil com profundo preconceito. Isso vem se verificando já há algum tempo, em episódios diversos, inclusive alguns envolvendo a Presidência da República.
Como última providência, Sharkey retirou do blog as correspondências enviadas por brasileiros protestando contra seu posicionamento, sob a alegação de serem elas caluniosas, difamatórias e ameaçadoras. Ele vê fantasmas. Talvez seja um admirador das brincadeiras do Dia das Bruxas. Talvez seja alguém que leva tão a sério os critérios de patriotismo a ponto de desconsiderar a verdade dos fatos.
Em se tratando de americanos do Norte, tudo é possível.
10 de outubro de 2006
Coitado do Brasil (2)
Até o último domingo, dia do primeiro turno das eleições gerais e presidenciais do Brasil, o país estava na estaca zero no que diz respeito à crise entre a Petrobrás e o governo da Bolívia, no tocante à crise do gás e à produção de gasolina.
De repente, não mais que de repente, das trevas fez-se a luz. E nos dias que se seguiram ao primeiro turno, à reação do candidato Geraldo Alckmin contra o presidente Lula, a Petrobrás incrementou os entendimentos com o governo poliviano, a ponto de se dizer que, hoje, estamos às portas de um acordo.
Será um acordo de interesse brasileiro?
Ou será um acordo que, no caso de uma vitória tucana nas eleições do dia 29 deste mês de outubro, quando haverá o segundo turno do pleito presidencial, deixará o "companheiro" Evo Morales com a faca e o queijo nas mãos, com o contrato que sempre sonhou e sem que o novo governo do Brasil possa - pelo menos teoricamente - reclamar nossa dignidade e nossa soberania?
Às apostas, senhores!
De repente, não mais que de repente, das trevas fez-se a luz. E nos dias que se seguiram ao primeiro turno, à reação do candidato Geraldo Alckmin contra o presidente Lula, a Petrobrás incrementou os entendimentos com o governo poliviano, a ponto de se dizer que, hoje, estamos às portas de um acordo.
Será um acordo de interesse brasileiro?
Ou será um acordo que, no caso de uma vitória tucana nas eleições do dia 29 deste mês de outubro, quando haverá o segundo turno do pleito presidencial, deixará o "companheiro" Evo Morales com a faca e o queijo nas mãos, com o contrato que sempre sonhou e sem que o novo governo do Brasil possa - pelo menos teoricamente - reclamar nossa dignidade e nossa soberania?
Às apostas, senhores!
6 de outubro de 2006
DICA: novo espaço político
Para quem não conhece, Arlindo Villaschi é capixaba, Professor Associado e Pesquisador de Economia da UFES (licenciado), Doutor em Economia pela Universidade de Londres, Mestre em Economia pela Universidade da Califórnia, Especialista em Problemas do Desenvolvimento Econômico pela CEPAL/ILPES. Ele está recomendando um site sobre política que tem tudo para dar certo.
Trata-se de uma iniciativa de "um jovem profissional de informática" como diz o Arlindo e poderá ser nova e preciosa contribuição numa área em que todos nós, brasileiros, precisamos de espaços alternativos, tanto para adquirir conhecimentos quanto para debater assuntos relacionados ao futuro político do Brasil.
Vamos ler, portanto.
Trata-se de uma iniciativa de "um jovem profissional de informática" como diz o Arlindo e poderá ser nova e preciosa contribuição numa área em que todos nós, brasileiros, precisamos de espaços alternativos, tanto para adquirir conhecimentos quanto para debater assuntos relacionados ao futuro político do Brasil.
Vamos ler, portanto.
4 de outubro de 2006
Permissividade que mata
Vejamos: se eu não posso desligar o velocímetro do carro, não posso desligar o marcador de gasolina nem os outros equipamentos, por que um piloto pode fazer isso com o Transponder e utros equipamentos para cometer uma loucura do tamanho da cometida pelo comandante e co-piloto do Legacy que derrubou o 737-800 da Gol?
A maioria dos acidentes de aviação ocorrem em aproximação. Muitos, mais muitos pilotos mesmo, deixam desligados instrumentos importantíssimos como são os casos, por exemplo, do Transponder e do Traffic Alert and Collision Avoidance System, o TCAS, hoje presentes em qualquer avião moderno. Eles têm que ficar desligados obrigatoriamente no solo, mas são vitais para auxílio ao vôo, quando só devem ser tornados inoperantes se apresentarem defeitos que prejudiquem esse mesmo vôo.
Os instrumentos têm comandos à mão dos pilotos que podem decidir, até mesmo para fugir da ação dos radares, se os mantêm ligados ou se os desligam. E aí mora o perigo. Os regulamentos de aviação são permissivos demais. E essa permissividade, aliada à irresponsabilidade, mata muito. Sexta-feira última, matou 155.
A maioria dos acidentes de aviação ocorrem em aproximação. Muitos, mais muitos pilotos mesmo, deixam desligados instrumentos importantíssimos como são os casos, por exemplo, do Transponder e do Traffic Alert and Collision Avoidance System, o TCAS, hoje presentes em qualquer avião moderno. Eles têm que ficar desligados obrigatoriamente no solo, mas são vitais para auxílio ao vôo, quando só devem ser tornados inoperantes se apresentarem defeitos que prejudiquem esse mesmo vôo.
Os instrumentos têm comandos à mão dos pilotos que podem decidir, até mesmo para fugir da ação dos radares, se os mantêm ligados ou se os desligam. E aí mora o perigo. Os regulamentos de aviação são permissivos demais. E essa permissividade, aliada à irresponsabilidade, mata muito. Sexta-feira última, matou 155.
Hora de tira-teima
Agora Lula tem que explicar todos os escândalos nos quais seu Governo se meteu nos últimos tempos, e dizer que não sabia é pouco.
Agora Geraldo Alkimin tem que explicar ao menos os 400 vestidos que sua esposa teria ganho como presente de um estilista paulista.
Tudo isso vai ser checado na hora da eleição de 29 de outubro.
Eles só não precisam explicar as alianças que estão fazendo para chegar ao poder. Como a maioria das coisas que acontecem em política nesse país, beiram a promiscuidade. Situação em que, faça-se Justiça, o governador Paulo Hartung não aceitou nem chegar perto quando perguntaram a ele, na TV, se votaria no presidente regional de seu partido - o inescrupuloso PMDB - no Espírito Santo.
Agora Geraldo Alkimin tem que explicar ao menos os 400 vestidos que sua esposa teria ganho como presente de um estilista paulista.
Tudo isso vai ser checado na hora da eleição de 29 de outubro.
Eles só não precisam explicar as alianças que estão fazendo para chegar ao poder. Como a maioria das coisas que acontecem em política nesse país, beiram a promiscuidade. Situação em que, faça-se Justiça, o governador Paulo Hartung não aceitou nem chegar perto quando perguntaram a ele, na TV, se votaria no presidente regional de seu partido - o inescrupuloso PMDB - no Espírito Santo.
29 de setembro de 2006
Coitado do Brasil (1)
Vitória, ES, manhã de 29/09/2006. Na Enseada do Suá, bairro nobre da cidade, ao lado de uma área improvisada para eventos, milhares de pessoas, sobretudo jovens, se aglomeram em dois portões de entrada. Há gente com barracas montadas, lanches prontos trazidos de casa em merendeiras, outras se revesando nas filas, todas falando sem parar. A maioria delas usa umas gravatas vermelhas com laço frouxo, penduradas no pescoço, em camisas sociais ou não.
As milhares de pessoas, muitas das quais dormiram dias nas filas, estão esperando que os portões se abram para terem acesso à área de eventos onde vão se acotovelar o mais próximo possível do palco e esperar ainda outras muitas horas, até tarde da noite, para então poderem ver o show do grupo Rebeldes, ou RBD, seis mexicanos que fazem sucesso numa novela horrorosa, levada ao ar diariamente pelo SBT.
Coitado do Brasil!
As milhares de pessoas, muitas das quais dormiram dias nas filas, estão esperando que os portões se abram para terem acesso à área de eventos onde vão se acotovelar o mais próximo possível do palco e esperar ainda outras muitas horas, até tarde da noite, para então poderem ver o show do grupo Rebeldes, ou RBD, seis mexicanos que fazem sucesso numa novela horrorosa, levada ao ar diariamente pelo SBT.
Coitado do Brasil!
26 de setembro de 2006
DICA: "Político honesto". É muito boa!
Essa, em época de eleição no Brasil, é muito boa. Entre no site do Google e digite "POLÍTICO HONESTO". Em seguida marque "Páginas em português" e dê um click em "Estou com sorte".
Depois disso, pense bem antes de votar.
Mas bem mesmo. Senão todos nós nos ferramos.
Depois disso, pense bem antes de votar.
Mas bem mesmo. Senão todos nós nos ferramos.
22 de setembro de 2006
DICA: Curiosidade mórbida
Duvido que isso alegre a alguém em bom estado de espírito mas, para pesquisadores e assemelhados o Departamento de Justiça Criminal do Texas (TDCJ) disponibilizou um endereço de Internet onde o interessado por acessar quaisquer dados sobre 376 prisioneiros executados nos últimos 24 anos (desde 1982)no Estado do presidente George W. Bush.
Você vai saber, por exemplo, que a maioria dos executados é constituída por negros e com baixa escolaridade - até aí, novidade alguma -, mas vai ter também estatísticas sobre, por exemplo, tipo de execução realizada - cadeira elétrica, injeção letal e outras especialidades norte-americanas - e as últimas palavras proferidas pelos muitos criminosos (?), inclusive alguns deles deficientes mentais ou então que praticaram crimes ainda menores de idade.
Coisa para estômagos forte.
Você vai saber, por exemplo, que a maioria dos executados é constituída por negros e com baixa escolaridade - até aí, novidade alguma -, mas vai ter também estatísticas sobre, por exemplo, tipo de execução realizada - cadeira elétrica, injeção letal e outras especialidades norte-americanas - e as últimas palavras proferidas pelos muitos criminosos (?), inclusive alguns deles deficientes mentais ou então que praticaram crimes ainda menores de idade.
Coisa para estômagos forte.
21 de setembro de 2006
DICA: Isso pode ser crime!
Cuidado, amigo, se você abrir seus e-mails e encontrar algo parecido com isso:
Limpe seu nome sem pagar suas dívidas!!!
CPF e CNPJ
Em apenas 7 dias, limpamos seu nome junto ao SPC, SERASA, CCF e SCI, dívidas provenientes de BANCOS, FINANCEIRAS, CARTÓRIOS, LOJAS, CARTÔES DE CRÉDITO etc...
Atuamos em todo brasil, informações pelo e-mail: realcred@zipmail.com.br
"Esta mensagem não será enviada novamente"
"Limpar" o nome se faz pagando as dívidas, claro. E a Internet está cheia de picaretagens. Uma coisa como essa é sinal vermelho: você pode estar cometando um crime. E nem pense em mandar seus dados num caso como esse.
Limpe seu nome sem pagar suas dívidas!!!
CPF e CNPJ
Em apenas 7 dias, limpamos seu nome junto ao SPC, SERASA, CCF e SCI, dívidas provenientes de BANCOS, FINANCEIRAS, CARTÓRIOS, LOJAS, CARTÔES DE CRÉDITO etc...
Atuamos em todo brasil, informações pelo e-mail: realcred@zipmail.com.br
"Esta mensagem não será enviada novamente"
"Limpar" o nome se faz pagando as dívidas, claro. E a Internet está cheia de picaretagens. Uma coisa como essa é sinal vermelho: você pode estar cometando um crime. E nem pense em mandar seus dados num caso como esse.
O protesto na garagem
Durante todo o dia 20/09/2006, uma faixa de cerca de dez metros de comprimento, sustentada por dois homens contratados para isso, ficou erguida na entrada da garagem dos veículos da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, na Enseada do Suá, em Vitória. Tinha escrito:
Pres. César Colnago
Devolva meu salário roubado
Djalma de Sá Oliveira Filho (aposentado)
O “dono” da faixa e que estava ao lado dela o tempo todo, o advogado Djalma, aposentado do Legislativo, explicou que durante o governo de José Ignácio Ferreira e a presidência de José Carlos Gratz na Assembléia (o ex-parlamentar e o ex-governador respondem hoje a vários processos), a aposentadoria dele - e de outros - foi cortada pela metade. Ele foi à Justiça, recorreu e ganhou. Mas Colnago, o atual presidente da Assembléia, não paga sequer os atrasados, nem por decreto.
Djalma alega que conhece o tamanho da fila dos percatórios no Espírito Santo, sabe que desta forma não recebe e prefere protestar assim. Com a consciência de que nem dessa forma vai receber.
Pres. César Colnago
Devolva meu salário roubado
Djalma de Sá Oliveira Filho (aposentado)
O “dono” da faixa e que estava ao lado dela o tempo todo, o advogado Djalma, aposentado do Legislativo, explicou que durante o governo de José Ignácio Ferreira e a presidência de José Carlos Gratz na Assembléia (o ex-parlamentar e o ex-governador respondem hoje a vários processos), a aposentadoria dele - e de outros - foi cortada pela metade. Ele foi à Justiça, recorreu e ganhou. Mas Colnago, o atual presidente da Assembléia, não paga sequer os atrasados, nem por decreto.
Djalma alega que conhece o tamanho da fila dos percatórios no Espírito Santo, sabe que desta forma não recebe e prefere protestar assim. Com a consciência de que nem dessa forma vai receber.
14 de setembro de 2006
Acordem, senhores!
Grande parte do eleitorado mais esclarecido do Brasil, a chamada "inteligentzia" (que, em alguns casos, se confunde com a "burritzia")questiona um fenômeno: como um governo populista, demagogo, incompetente e envolvido direta ou indiretamente com escâncalos como é o caso do governo Lula, vai renovar seu mandato.
Ora, bola, olhem para trás. Elejam apenas um governante deste país que tenha ocupado o poder e o deixado com um rastro de real preocupaçao para com a solução dos endêmicos problemas de miséria, de injustiça social e de aberrante distribuição de renda no Brasil. Um apenas. Uma vez acastelados no poder, todos, literalmente todos, fartaram-se com o poder e suas maravilhas. As ações de Estado desenvolvidas tiveram, com raríssimas exceções, o caráter de permitir a perpetuação do status quo e de privilégios, que ou foram apenas mantidos ou então ampliados. Em cinco minutos discute-se reajustes que oneram em bilhões o Estado brasileiro. Leva-se meses e meses para decidir que tipo de migalhas premiará o salário mínimo.
É ou não é verdade?
Ou essa visão muda, ou surgem homens públicos com compromissos diametralmente opostos a essa questão - e isso nada tem a ver com ideologia -, ou então não se iludam: ao término de seu segundo mandato, Lula indicará a seu eleitorado quem deverá sucedê-lo no poder. E essa pessoa vai ganhar.
Acordem, senhores.
Ora, bola, olhem para trás. Elejam apenas um governante deste país que tenha ocupado o poder e o deixado com um rastro de real preocupaçao para com a solução dos endêmicos problemas de miséria, de injustiça social e de aberrante distribuição de renda no Brasil. Um apenas. Uma vez acastelados no poder, todos, literalmente todos, fartaram-se com o poder e suas maravilhas. As ações de Estado desenvolvidas tiveram, com raríssimas exceções, o caráter de permitir a perpetuação do status quo e de privilégios, que ou foram apenas mantidos ou então ampliados. Em cinco minutos discute-se reajustes que oneram em bilhões o Estado brasileiro. Leva-se meses e meses para decidir que tipo de migalhas premiará o salário mínimo.
É ou não é verdade?
Ou essa visão muda, ou surgem homens públicos com compromissos diametralmente opostos a essa questão - e isso nada tem a ver com ideologia -, ou então não se iludam: ao término de seu segundo mandato, Lula indicará a seu eleitorado quem deverá sucedê-lo no poder. E essa pessoa vai ganhar.
Acordem, senhores.
11 de setembro de 2006
Águas limpas em Cachoeiro
Eis um serviço de excelência: a Citagua, Águas de Cachoeiro S.A., empresa privada que promove tratamento e distribuição de água em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, desenvolve o Programa de Saneamento Córrego Limpo. Vem a ser um serviço de recuperação de mais de 16 quilômetros de córregos, beneficiando diretamente 19 bairros da cidade, ao custo de R$ 10 milhões.
O serviço elimina o lançamento dos esgotos nos córregos que cortam a cidade. Todos são levados à Estação de Tratamento de Esgoto pelos coletores. Com córregos limpos, o Rio Itapemirim, orgulho da cidade, deixa de receber grande parte dos poluentes que recebia até bem pouco tempo atrás. E ele hoje começa a parecer mais bonito, como que remoçado com seu leito de pedras atravesssando toda a cidade de Rubem Braga, Roberto Carlos e tantos outros brasileiros famosos.
Para completar, o projeto beneficia 11 cerca de mil famílias. A maioria delas pobres e moradoras de Cachoeiro. Recuperar os rios deve ser uma preocupação de todos.
O serviço elimina o lançamento dos esgotos nos córregos que cortam a cidade. Todos são levados à Estação de Tratamento de Esgoto pelos coletores. Com córregos limpos, o Rio Itapemirim, orgulho da cidade, deixa de receber grande parte dos poluentes que recebia até bem pouco tempo atrás. E ele hoje começa a parecer mais bonito, como que remoçado com seu leito de pedras atravesssando toda a cidade de Rubem Braga, Roberto Carlos e tantos outros brasileiros famosos.
Para completar, o projeto beneficia 11 cerca de mil famílias. A maioria delas pobres e moradoras de Cachoeiro. Recuperar os rios deve ser uma preocupação de todos.
5 de setembro de 2006
DICA: resgate do Fundo 157
Quem sabe voce esqueceu e tem um dinheirinho aguardando? As pessoas que pagaram Imposto de Renda (IR) entre 1967 e 1983, tiveram a opção de investir parte do valor a recolher no chamado Fundo 157 de várias instituições financeiras. E agora acredite: há um saldo não reclamado de R$ 500 milhões esperando pelos esquecidos.
Se você acha que é um deles, acesse www.cvm.gov.br, clique no "acesso rápido ao Fundo 157" e veja, usando o número do seu CPF, em que instituição bancária está o seu dinheiro. O meu não está em nenhum, pobre de mim.
Se você acha que é um deles, acesse www.cvm.gov.br, clique no "acesso rápido ao Fundo 157" e veja, usando o número do seu CPF, em que instituição bancária está o seu dinheiro. O meu não está em nenhum, pobre de mim.
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